Misturar álcool e energético aumenta risco de intoxicação

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Misturar bebidas alcoólicas com energéticas aumenta o desejo por álcool. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Alcoholism: Clinical and Experimental Research, o consumo simultâneo de bebidas com cafeína e álcool pode levar a um aumento do que os especialistas chamam de beber em binge.

A prática, comum principalmente entre jovens, consiste em ingerir pelo menos cinco doses de bebida alcoólica, no caso dos homens, ou quatro doses, no caso das mulheres, em um período de duas horas. Esse comportamento é particularmente nocivo pois, além de aumentar a probabilidade de intoxicação, também está associado a um aumento do comportamento de risco, como dirigir embrigado, ter relação sexual sem preservativo e utilizar outras drogas.

No novo estudo, pesquisadores da Universidade Northern Kentucky, nos Estados Unidos, realizaram um experimento com 26 adultos (13 homens e 13 mulheres), da mesma idade e que tinham o hábito de beber socialmente. Ao longo de seis sessões, os participantes receberam uma das seis misturas seguintes: vodca com refrigerante descafeinado, vodca e uma bebida energética média, vodca e uma bebida energética grande, um refrigerante descafeinado, uma bebida energética média ou uma bebida energética grande.

Ao final de cada sessão os participantes precisavam classificar o seu desejo por álcool e realizavam um teste do bafômetro que media a concentração de álcool no organismo. Os resultados mostraram que ingerir a bebida alcoólica pura já aumenta o desejo por mais bebida. Quando ela é misturada a um energético, contudo, essa vontade fica ainda maior. Já a mistura de vodca com refrigerante descafeinado não obteve esse efeito.

De acordo com os autores, esse estudo fornece evidência de que a mistura de vodca (ou qualquer outra bebida alcoólica) com energético leva a um maior desejo de beber álcool, em comparação com a mesma quantidade de álcool consumida sozinha. Os resultados também são consistentes com estudos em animais que mostraram que a cafeína incrementa as propriedades de recompensa do álcool.

Efeitos no organismo

Pesquisas anteriores já haviam advertido que a cafeína mascara os efeitos intoxicantes do álcool, o que pode levar a comportamentos mais arriscados, como o beber em binge. Isso ocorre principalmente porque as pessoas não percebem o próprio nível de embriaguez.

Inicialmente, o álcool age no sistema dopaminérgico do cérebro, causando euforia e desinibição. Com a ingestão de mais doses, a bebida passa a comprometer o sistema gabaérgico, responsável por funções vitais do corpo: controle da temperatura, respiração e batimentos cardíacos.

No início da intoxicação, os sintomas são tontura, dificuldade de ficar acordado, fala enrolada e confusão mental, que começam a se manifestar em média 20 minutos após a ingestão de álcool. Depois, ocorrem os sintomas mais graves: pulso fraco e rápido, pele fria e pálida, cheiro forte de álcool saindo da pele, respiração irregular, vômito, desmaio e coma. Beber em binge pode retardar o aparecimento dos primeiros sinais de embriaguez. Assim, sem a pessoa se dar conta, aparecem os sintomas mais graves e ela precisa ser encaminhada para o hospital com urgência.

Segundo Zila van der Meer Sanchez, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp, a mistura de alguma bebida alcoólica, em geral vodca, com energético, aumenta a chance da necessidade de atendimento em urgências hospitalares por efeitos agudos intoxicação alcoólica.

Mensagem contraditória 

“A cafeína e a taurina, estimulantes presentes nos energéticos, disfarçam os efeitos do álcool. Ou seja, eles ocultam a sensação depressiva do álcool. Esse efeito aumenta o risco de intoxicação e inclusive de morte por excesso de álcool, já que a pessoa não tem noção do quanto já bebeu.”, explica Zila van der Meer Sanchez, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp.

 

Ainda não se sabe de que forma a cafeína aumenta a fissura pelo álcool, mas a especialista, que também é coordenadora do projeto Balada com Ciência da Unifesp e pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), acredita que pode ser um mecanismo comportamental. “O álcool, inicialmente, deixa a pessoa mais descontraída, e o energético mais alerta. Como o energético mascara o efeito depressivo do álcool, a pessoa só sente a parte positiva. Com isso, a sensação de bem-estar estimula o consumo excessivo”, explica.

 

Fonte: Veja

Atenção, foliões: kit ressaca não funciona (e até prejudica a sua saúde)

Para aproveitar o Carnaval sem danos ao corpo, lembre-se: tomar remédios antes de beber álcool para evitar enjoos e vômito é um baita perigo à saúde

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Apesar do clima do Carnaval, O biomédico Jonathan Vicente, de São Paulo, ficou assustado com a repercussão de uma postagem que fez em seu Twitter:

 

Em pouco menos de 24 horas, o texto tinha recebido mais de 35 mil curtidas, 6 mil compartilhamentos e mil comentários. “Percebi que amigos e conhecidos tinham o costume de tomar alguns medicamentos antes de beber álcool. Outros possuíam dúvidas em relação ao tema. Para piorar, algumas marcas aproveitam esse momento de Carnaval para incentivar o consumo de seus produtos”, conta Vicente.

O lembrete do biomédico faz todo sentido: por causa de muitas propagandas, lendas urbanas ou recomendações ultrapassadas, as pessoas acabam fazendo combinações pra lá de perigosas. A meta, na maioria dos casos, é evitar ou minimizar o efeito da ressaca no dia seguinte. Afinal, ninguém quer acordar depois da festa com dor de cabeça, tontura, náuseas e vômitos. Só que isso pode colocar a saúde em risco, como esclareceremos mais pra frente.

Se você está com pressa e precisa correr para desfilar na avenida, pular no bloquinho ou ir atrás do trio elétrico, aqui vai um resumo de recomendações para não dar mancada com a sua saúde durante o Carnaval:

  1. Nunca tome remédios antes ou durante a bebedeira.
  2. Forre o estômago: coma algo saudável e equilibrado minutos antes de cair na festa.
  3. Capriche na hidratação: tome goles d’água entre um drinque e outro.
  4. Evite os excessos: exagerar nas doses pode ser prejudicial para sua saúde e para o seu próprio divertimento.
  5. Respeite seus limites: se estiver com vontade de vomitar ou muita sonolência, já passou da hora de largar o copo ou a latinha.
  6. Álcool e direção não combinam. Se for beber, deixe o carro em casa.
  7. Se a ressaca aparece no dia seguinte, você pode utilizar alguns medicamentos para aliviar a dor e as náuseas. Repouso também é sempre bem-vindo.
  8. Caso os sintomas estejam mais severos, procure um pronto-socorro com rapidez.

Se você tem um tempinho a mais, vem com a gente que explicaremos com mais detalhes esse assunto nos próximos parágrafos.

A viagem da bebida alcoólica pelo tubo digestivo

Para entender essa história direitinho, precisamos dar um passos atrás e explicar o efeito de cerveja, uísque e afins no corpo. O álcool passa pelo sistema digestivo e é absorvido no estômago e no intestino. A partir daí, cai na corrente sanguínea e começa aos poucos a produzir as sensações mais conhecidas, como o relaxamento, a desinibição, a leveza e a confusão mental.

Quem fica responsável por metabolizar esse álcool ingerido é o fígado. Esse órgão trabalha duro para quebrar as moléculas etílicas e eliminá-las rapidamente por meio da urina, do suor e do hálito — é daí, aliás, que vem o famoso bafo de bêbado!

“O álcool tem um efeito diurético que promove as idas ao banheiro para urinar. Ele ainda estimula a liberação das reservas de glicogênio do fígado. Quando há exagero, esses dois fenômenos levam à desidratação e quadros de hipoglicemia”, descreve o médico Raymundo Paraná, professor titular de hepatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e presidente da Associação Latino-Americana para o Estudo do Fígado.

Se você exagera na dose, o corpo vai dar dois sinais de que é preciso pegar leve ou pisar no freio: vômito e sonolência. São evidências claras de que a festança passou dos limites toleráveis pelo organismo.

Como se sabe, a ressaca dá as caras no despertar do dia seguinte, como resultado de toda essa bagunça. A desidratação e a falta de glicose dão dor de cabeça, enjoo, sonolência e todos os outros sintomas tão comuns numa Quarta-Feira de Cinzas.

Nada de misturar álcool com remédio

Depois da pequena aula de biologia, voltemos ao nosso assunto principal: por que não se deve tomar remédios como o Engov antes de partir para a bebedeira? Esse comprimido, vendido livremente nas farmácias, é composto de quatro ingredientes: ácido acetilsalicílico (anti-inflamatório), mepiramina (anti-alérgico), hidróxido de alumínio (antiácido) e cafeína (estimulante do sistema nervoso).

Se você ingere esse composto antes da folia, ele vai ser extremamente eficaz em impedir aqueles dois sinais clássicos de pane no sistema: vômito e sonolência. O que parece positivo num primeiro olhar pode trazer sérias consequências à saúde. Ora, sem essas pistas de que algo não vai bem, o sujeito continua a beber como se não houvesse amanhã. Isso, por sua vez, eleva o risco de um coma alcoólico, além de outras repercussões de longo prazo na saúde.

A própria bula do Engov, produzido pelo laboratório Hypera Pharma, contraindica o uso em conjunto com as bebidas alcoólicas. A empresa também informa que o fármaco não está oficialmente indicado para ressacas, apesar do senso comum apontar o contrário. Sua principal função, segundo a fabricante, é aliviar dores de cabeça ou alergias.

A utilização dessa medicação misturada com o álcool traz outra ameaça: o sangramentos no estômago. “Juntos, as bebidas e o ácido acetilsalicílico irritam a mucosa gástrica, o que pode levar a quadros de gastrite em pessoas suscetíveis”, alerta Paraná. Por essas e outras, melhor nem misturar as duas coisas.

O kit ressaca e suas ameaças

É muito comum ver em casamentos ou até mesmo nos bailes carnavalescos o “kit ressaca”, que inclui, além do Engov, drogas para proteger o fígado, antiácidos, anti-inflamatórios e analgésicos. Mais uma vez, os especialistas pedem cautela com esses pacotes. Não se sabe ao certo como os fármacos interagem entre si e os efeitos indesejáveis deles na saúde do consumidor.

O Epocler, por exemplo, também é comercializado sem receita médica e traz três aminoácidos (citrato de colina, betaína e racemetionina) que agem sobre o fígado e impediriam o acúmulo de gordura nesse órgão. Fabricado pela mesma Hypera Pharma, ele não está indicado para a ressaca.

A coisa é ainda mais séria quando o sujeito toma remédios de uso contínuo. “Antibióticos, anti-inflamatórios e outros fármacos não combinam com álcool ou com o kit ressaca. Isso pode diminuir o efeito terapêutico do tratamento ou trazer danos ao fígado e ao sistema digestivo”, chama a atenção o farmacêutico bioquímico Marcos Machado, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo.

Os kits ressaca chegaram a ser proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária: o caso se passou em 2009, quando a empresa Cifarma vendia um combo de remédios que silenciam dores, queimação no estômago e danos ao fígado. “A venda desses produtos combinados em farmácia não é aconselhada e nem permitida. Os profissionais que fazem isso cometem graves falhas éticas e podem ser punidos pelo conselho”, avisa Machado.

Aliás, a VEJA já havia escrito uma reportagem sobre como algumas pessoas usam energéticos para mascarar os efeitos do álcool. E sim: essa tática também aumenta o risco de intoxicação.

O limite é o bom senso

Claro que recorrer a esses medicamentos com consciência não traz problemas: afinal, eles ajudam a silenciar incômodos menos preocupantes no dia seguinte. Além disso, evitam viagens desnecessárias ao pronto-socorro.

O problema está no exagero ou no uso contínuo. Isso pode mascarar doenças sérias, que exigem uma avaliação mais aprofundada de um especialista — como diz o famoso anúncio de fim de propaganda, ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser procurado.

No meio de tanto disse-me-disse, existe algo que funciona pra valer para acabar com a ressaca? Lamentamos desapontá-lo, bravo leitor: o único remédio 100% eficaz para não ficar molenga no dia seguinte é… não beber.

Mas se você deseja curtir as festas com uns bons drinques, existem alguns macetes básicos que ajudam a aliviar um pouco o quadro. O primeiro é ficar com o estômago cheio. Se alimentar bem impede que o álcool caia muito rápido na corrente sanguínea, o que alivia o trabalho do fígado. “Não existe nenhum alimento ou remédio milagroso, muito menos receitas caseiras, como engolir uma colher de azeite”, complementa Paraná.

Outra dica preciosíssima é cuidar da hidratação. Esteja sempre com uma garrafinha d’água a tiracolo e dê uns goles vez ou outra. Sucos naturais também são uma boa pedida, pois trazem doses de glicose. Essa prática evita a perda de muito líquido por meio da urina e minimiza aquelas sensações desagradáveis do dia seguinte.

Se mesmo com esses cuidados prévios a ressaca der as caras, faça o que puder para amenizar os incômodos: repouso, copos d’água e um remédio para dor de cabeça ou enjoo costumam dar conta do recado. Sim, é possível curtir a folia sem precisar passar o dia seguinte na fila do pronto-socorro!

Fonte: Tua Saúde

Como o ácido úrico na saliva pode indicar o percentual de gordura?

 

Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores brasileiros teve como objetivo identificar a relação das concentrações do ácido úrico salivar com o percentual de gordura de adolescentes, podendo ser utilizado como biomarcador da obesidade, por exemplo. Esse estudo foi motivado pelo fato de que a obesidade é uma problema de saúde pública e que o Brasil possui mais de 50% da população adulta acima do peso e que cerca de 18,9% dos brasileiros são obesos.

Por isso, na tentativa de diminuir esse índice, os pesquisadores estudaram as concentrações de ácido úrico salivar e a sua relação com o percentual de gordura da pessoa, ou seja, utilizaram o ácido úrico salivar como biomarcador preditor de obesidade.

Como foi feito o estudo

O estudo foi realizado com 248 adolescentes entre 14 e 17 anos, no período de 2014 e 2015, e foram incluídos no estudo tanto meninos quanto meninas, meninas que já haviam tido a primeira menstruação e adolescentes que já possuíam a dentição completa.

Alguns critérios de exclusão também foram definidos, como presença de cáries, ausência de dentes, doenças periodontais, doenças crônicas, uso de remédios por um longo período, uso de cigarro, consumo de drogas ilícitas, uso de antibióticos e recusa para colaborar com as atividades propostas pelos pesquisadores. Dessa forma, caso o adolescente apresentasse qualquer um desses critérios, não era incluído no estudo, uma vez que qualquer uma dessas situações poderia interferir na concentração de ácido úrico salivar.

Após estabelecido o grupo de estudo, os pesquisadores iniciaram a coleta de saliva, e as amostras coletadas foram enviadas para o laboratório para que fossem avaliadas algumas características como pH, concentração de fósforo, ureia e cálcio. Além disso, foi dosada a quantidade de colesterol, vitaminas D2 e D3 e ácido úrico, no entanto para essas análises foi necessário recorrer a uma segunda coleta, que foi indicada para ser feita em casa, dessa vez com o adolescente em 12 horas de jejum.

Além da análise das salivas, foi também feito exame físico, em que foram verificados altura, peso, percentual de gordura, massa óssea e quantidade de masa muscular. A partir dos dados obtidos, foi calculado o Índice de Massa Corporal (IMC), podendo ser feita a classificação dos adolescentes em três grupos de acordo com o IMC: normal, acima do peso e obesos.

Os resultados obtidos foram analisados utilizando uma ferramenta estatística com o objetivo de verificar a relação entre os parâmetros avaliados.

O que foi verificado

Após a análise dos resultados obtidos, os pesquisadores verificaram que não havia relação entre as concentrações de fósforo, ureia, cálcio, colesterol e vitaminas D2 e D3 e o percentual de gordura. No entanto verificaram relação entre o percentual de gordura e a quantidade de ácido úrico salivar, sendo a concentração maior em meninos e naqueles adolescentes que apresentavam maior percentual de gordura.

Dessa forma, como os resultados obtidos confirmava a hipótese do estudo, os pesquisadores puderam propor um modelo preditivo para o percentual de gordura baseado no gênero e na quantidade de ácido úrico salivar.

Esse foi o primeiro estudo que encontrou relação positiva entre o ácido úrico salivar e o percentual de gordura em um grupo grande. Por isso, são necessários mais estudos para que essa correlação seja de fato comprovada e esses parâmetros possam ser utilizados na prática clínica.

Por que a saliva?

A saliva pode ser obtida de forma não invasiva e indolor e pode conter produtos do metabolismo que podem ser indicativos de alterações e, consequentemente, preditores de doença. Por isso, a avaliação do ácido úrico poderia refletir o metabolismo das proteínas, além de também poder estar relacionado com a síndrome metabólica e aumento do risco de doenças cardiovasculares.

A avaliação da concentração de ácido úrico na salivar como fator preditor de maior percentual de gordura e, consequentemente, de síndrome metabólica é pouco explorado, havendo sido realizados apenas 2 estudos pilotos com um grupo amostral pequeno que identificaram essa correlação. Por isso, a saliva é uma amostra que deve ser estudada para que no futuro possa ser incorporada na prática clínica diária.

 

Fonte: Tua Saúde

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Tudo sobre a cirurgia para curar a Diástase Abdominal

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A cirurgia é uma das últimas formas de tratamento para a diástase abdominal, que é feita quando as outras formas menos invasivas não apresentam os resultados esperados.

Durante este tipo de cirurgia, o médico costura os músculos abdominais usando uma linha especial que não se rompe, nem se deteriora. Geralmente este procedimento é realizado por laparoscopia, na qual o cirurgião faz três pequenos cortes na barriga para inserir os instrumentos e conseguir costurar os músculos, sem precisar deixar uma cicatriz grande. Mas se existir pele em excesso, o cirurgião também pode optar pro fazer uma cirurgia convencional, de forma a dar melhor aparência para a barriga.

A diástase abdominal é o afastamento dos músculos abdominais que deixa a barriga flácida, com excesso de pele, acumulo de gordura e ao pressionar os dedos contra a parede abdominal, pode-se sentir um ‘buraco na barriga’. Saiba os exercícios que podem evitar essa cirurgia plástica.

Como é a recuperação dessa cirurgia plástica

A recuperação da cirurgia para corrigir a diástase abdominal é um pouco demorada e requer alguns cuidados para evitar uma infecção, por exemplo.

O que se sente:

Após acordar da cirurgia muitas pessoas relatam que sentem seus músculos muito apertados, mas isso tende a melhorar em 6 a 8 semanas, quando o corpo começa a se habituar ao novo espaço abdominal.

É normal que a sensibilidade fique reduzida, principalmente nos locais da cicatriz, mas isso tende a ir melhorando com o passar dos meses, e geralmente em 1 ano, já houve uma grande melhora.

A pessoa acorda algumas horas depois da cirurgia e deverá usar uma cinta durante 3 semanas. Após o 2º ou 3º dia da cirurgia a pessoa pode voltar para casa, onde deverá seguir alguns cuidados para se recuperar completamente.

Cuidados diários:

É aconselhado fazer uma sessão de Drenagem Linfática por dia, nos primeiros 15 dias para remover o excesso de líquidos e evitar o risco de criar seroma, que é o acumulo de líquido no local da cicatriz. Leia mais sobre a drenagem linfática e seus benefícios.

Os exercícios e levantar objetos pesados, com mais de 10% do seu próprio peso corporal só deve ser feito após 6 semanas da cirurgia. E no regresso ao exercício físico, é aconselhado começar pelos exercícios aeróbicos, como fazer caminhada, correr, andar de bicicleta ou nadar, por exemplo.

Para uma melhor recuperação, o ideal é que até mesmo as pessoas que trabalham sentadas, tirem 1 ou 2 semanas de férias para fazer a cirurgia.

Como se alimentar:

O ideal é comer alimentos ricos em fibras para não ficar com prisão de ventre, além disso, deve-se beber cerca de 2 litros de água ou chá sem açúcar diariamente para amolecer as fezes. Frutas e legumes são bem-vindos, mas deve-se evitar alimentos fritos ou ricos em gordura. As proteínas presente no ovo e nas carnes brancas ajudam a acelerar a cicatrização e podem ser consumidos 1 vez ao dia.

Como tomar banho:

Só é permitido tomar banho de chuveiro 7 a 8 dias depois da cirurgia, por isso, antes disso o banho só deve ser realizado sentado no chuveiro com uma outra pessoa para ajudar. É importante não dobrar o corpo para frente e por isso também não se deve andar muito, sendo ideal permanecer deitado com a barriga virada para cima, sem deixar que se forme nenhuma dobrinha na barriga, nem que se estique muito a pele, porque se isso acontecer, o abdômen poderá ficar marcado, sendo necessária uma correção da cirurgia.

Sinais de alerta para ir ao médico
Após 7 dias deve-se voltar ao médico que fez a operação para que ele avalie como está sendo a recuperação. Se necessário, os curativos podem ser trocados nesta data, mas é aconselhado ir ao médico ou no pronto-socorro, caso apresente sinais e sintomas como:

  • Febre;
  • Vazamento de sangue ou líquido no curativo;
  • Saída dos drenos;
  • Dificuldade para respirar;
  • Mau cheiro na cicatriz.

Estes sinais podem indicar que está se formando uma infecção, sendo preciso uma avaliação de um especialista.

Fonte: Tua Saúde

Como surgiu o Coronavírus e outras dúvidas comuns

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Um misterioso novo vírus, apelidado pela OMS como coronavírus 2019-nCoV, parece ser o responsável por causar doenças respiratórias graves que têm infetado um número crescente de pessoas na China, tendo sido relatado um número de 200 casos no início de 2020, que entretanto já ultrapassou os mais de 5 mil casos e 80 mortos.

Este vírus apareceu pela primeira vez na China, mas também já foi identificado fora do país, em locais como a Tailândia, o Japão, a Coreia do sul, a França e até Estados Unidos da América. Embora ainda não se saibam muitas informações sobre o vírus, parece tratar-se de um novo tipo de coronavírus, semelhante àquele que causou a síndrome respiratória aguda grave (SARS) em 2002. Saiba mais sobre a síndrome respiratória aguda.

Os sintomas gerados por este coronavírus são muito semelhantes aos de uma gripe ou resfriado e incluem tosse, febre, cansaço geral e falta de ar. Segundo a OMS, pessoas que tenham estado na China ou que possam ter estado em contato com alguém que tenha viajado para a região e que apresentem sintomas devem colocar uma máscara, sobre a boca e nariz, e ir ao hospital para confirmar as suspeitas.

Mas que vírus é esse?

O vírus que está infectando um crescente número de pessoas na China é um novo tipo de coronavírus. Os coronavírus são um grupo de vírus conhecidos por causar doenças que podem ir de uma simples gripe a uma pneumonia atípica. Até ao momento de descoberta do novo vírus em 2019 na China, eram conhecidos 6 tipos de coronavírus.

Esse é um vírus semelhante ao que causou a epidemia de SARS em 2002, em que se registaram mais de oito mil casos, dos quais resultaram 774 mortes em todo o mundo. Saiba mais sobre os coronavírus e este novo tipo de 2019.

Como surgiu o vírus?

Os primeiros casos do coronavírus surgiram em Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade da China. Ao que parece, os primeiros casos da infecção teriam acontecido de animais para pessoas, já que essa é uma das principais formas de transmissão dos vírus que fazem parte da família coronavírus. Além disso, os primeiros casos foram registrados apenas em pessoas que estiveram no mesmo mercado dessa cidade, onde se vendiam vários tipos de animais selvagens vivos, como cobras, morcegos e castores, que poderiam ter passado o vírus inicial.

Após esses primeiros casos, foram identificadas outras pessoas, que nunca tinham estado no mercado de Wuhan, mas que também estavam apresentando um quadro semelhante. Depois de algumas investigações, foi confirmado que essas pessoas embora não tivessem estado no mercado, tinham estado em contato com os primeiros infectados nos 10 dias antes do aparecimento dos sintomas, o que levou à hipótese de que o vírus também pode se transmitir de uma pessoa para outra.

Saiba mais sobre esse vírus, no vídeo seguinte:

Quais os sintomas?

Até ao momento, os sintomas descritos da infecção pelo coronavírus de 2019 são semelhantes aos de uma gripe e incluem:

  • Tosse seca;
  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Dores musculares;
  • Cansaço excessivo;
  • Dificuldade para respirar.

Em alguns casos, especialmente de pessoas com sistema imune fragilizado, a infecção pode evoluir para uma pneumonia, o que pode provocar sintomas mais intensos.

O vírus pode matar?

Assim como qualquer vírus, o coronavírus de 2019 pode causar a morte, especialmente quando evolui para um situação de pneumonia grave. No entanto, e até ao momento, esses casos parecem acontecer apenas quando o tratamento não é feito de forma adequada, em pessoas mais idosas ou que tenham um sistema imune enfraquecido, como acontece em infectados pelo HIV, transplantados, pacientes com câncer ou a fazer tratamento com imunossupressores.

Como se transmite?

O modo de transmissão do vírus parece acontecer através do ar, ou seja, quando existe com contato direto da tosse ou espirros, através do toque com outra pessoa ou do contato físico com objetos e superfícies contaminadas. Por este motivo, e pelo fato de nesta altura do ano viajarem milhões de chineses para outros países, devido às celebrações do ano novo lunar, o surto colocou em alerta outros países. Saiba mais sobre a forma de transmissão do coronavírus.

Como se proteger do vírus?

Assim como acontece com a prevenção da transmissão de outros vírus, para se proteger do coronavírus é importante adotar algumas medidas, como:

  • Evitar contato próximo com pessoas que pareçam estar doentes;
  • Lavar frequentemente e corretamente as mãos, principalmente após contacto direto com pessoas doentes;
  • Evitar contacto com animais;
  • Evitar a partilha de objetos, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Tapar o nariz e boca quando se espirrar ou tossir, evitando fazê-lo com as mãos.

É seguro viajar durante a epidemia?

Fazer viagens durante qualquer tipo de epidemia é seguro, desde que não seja para o local onde existem os focos da doença. Ou seja, para evitar a infecção com o novo tipo de coronavírus é aconselhado evitar viajar para regiões da China que fiquem perto de Wuhan, que é a cidade onde existe o maior número de casos.

Além disso, pessoas que estiveram na região também não devem viajar para fora, já que podem ainda não estar apresentando sintomas, mas já estar transmitindo a doença.

Fonte: Tua Saúde