Beber chá 3 vezes por semana reduz em 56% os riscos de doença cardíaca e derrames fatais, indica pesquisa

Resultados positivos são mais acentuados no consumo do chá verde, rico em polifenóis.

 

Beber chá verde ao menos três vezes por semana reduz em 20% os riscos de doença cardíaca e acidente vascular cerebral. — Foto: Divulgação

Beber chá ao menos três vezes por semana reduz em 56% os riscos de doença cardíaca e derrames fatais, em 39% os riscos de doença cardíaca e derrames e em 29% os riscos de morte por outras causas, indica uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (9) no periódico “European Journal of Preventive Cardiology”, da Sociedade Europeia de Cardiologia.

“O consumo habitual de chá está associado a menores riscos de doenças cardiovasculares e morte por todas as causas”, afirmou o líder do estudo Xinyan Wang, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Médicas, de Pequim, na China.

Na análise por tipo de chá, foi observado que o consumo de chá verde – rica fonte de polifenóis – estava associado a riscos aproximadamente 25% mais baixos de doenças cardíacas e derrames incidentes, doenças cardíacas e derrames fatais e morte por outras causas.

“Estudos sugeriram que os principais compostos bioativos do chá, os polifenóis, não ficam armazenados no corpo por muito tempo. Por isso, a infestão frequente é necessária para ter um efeito cardioprotetor”, afirma outro autor do estudo, Dongfeng Gu, da Academia Chinesa de Ciências Médicas.

A pesquisa acompanha 100 mil pessoas, sem histórico de ataque cardíaco, câncer ou derrame. Alguns grupos têm sido monitorados há sete anos, outros há mais de oito anos. Os participantes foram separados em dois subgrupos: os que bebem chá habitualmente (três ou mais vezes por semana) e os que nunca tomam ou tomam com pouca frequência (menos de três vezes por semana).

Os resultados referentes ao chá verde podem estar relacionados à preferência da população chinesa por esta bebida – 49% dos usuários habituais de chá preferiam este tipo de bebida. Em relação a outros tipos de chá, não há amostra significativa para uma análise estatística.

Segundo os autores, outros estudos randomizados são necessários para confirmar os resultados e orientar as diretrizes alimentares.

Fonte: Portal de Notícias G1

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