Coronavírus: Novavax começa a testar vacina em humano

Arte 3D baseada em imagens microscópicas do coronavírus. Reprodução / Getty Images

A empresa de biotecnologia Novavax anunciou na segunda-feira, 25, a primeira fase de testes em humanos para uma vacina experimental do novo coronavírus.

Esta primeira fase clínica será controlada por placebo e terá a participação de aproximadamente 130 participantes saudáveis com idades entre 18 e 59 anos em duas regiões na Austrália. A avaliação demandará duas aplicações.

“Administrar nossa vacina aos primeiros participantes desta fase clínica é um feito significante, nos leva um passo a frente à conquista de uma necessidade fundamental na luta contra a pandemia da Covid-19“, disse Stanley Erck, CEO da empresa. “Estamos planejando divulgar os resultados clínicos em julho, se a resposta for positiva, logo iniciaremos a fase 2 do desenvolvimento”, apontou.

Já a segunda etapa deve incluir diversos países, como os Estados Unidos, e avaliará o nível de imunização, segurança e redução de casos da Covid-19 em uma faixa mais ampla de idade, descreveu a empresa em comunicado.

Em testes pré-clínicos, a vacina da Novavax demonstrou alto nível de imunidade à doença e de anticorpos neutralizadores. Esses resultados, diz o laboratório, são evidências de que esta candidata a antídoto terá grande eficácia em humanos ajudando a controlar o avanço do novo coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou na sexta-feira, 22, que dez vacinas experimentais estão sendo testadas em humanos, incluindo a da Novavax.

Fonte: Veja

Obesidade entre os grandes fatores de risco para o agravamento da Covid-19

Dois novos estudos, um realizado na França e outro nos Estados Unidos, revelam que a obesidade é a condição crônica que mais leva pessoas a serem hospitalizadas pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). A inflamação gerada pelo excesso de peso seria a grande responsável pelas complicações nesses indivíduos.

Até agora, ninguém havia investigado a fundo a relação entre obesidade e Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Sabia-se apenas que boa parte dos diabéticos e hipertensos infectados – turma que é considerada grupo de risco – também é obesa, já que essas condições têm uma forte conexão.

Foi então que pesquisadores franceses, do Instituto Lille Pasteur, decidiram dar o primeiro passo. Eles examinaram 124 pessoas internadas por conta do Sars-Cov-2 de 27 de fevereiro a 5 de abril de 2020.

Os resultados mostraram que 47,6% eram obesas (ou seja, apresentavam índice de massa corporal, o IMC, maior que 30) e 28,2% tinham obesidade grave (IMC maior que 35). Os cientistas notaram ainda que 85 pacientes (68,6% do total) utilizaram ventilação mecânica, sendo que a proporção foi maior entre os obesos graves (85,7%).

De olho nos dados, os cientistas concluíram que a seriedade da infecção aumenta à medida que o IMC cresce. No entanto, eles não se debruçaram sobre os motivos por trás dessa relação. Mas a investigação americana, conduzida na Universidade de Nova York, avançou mais na questão.

Os estudiosos analisaram informações sobre 4 103 pacientes da cidade. Dentre eles, 44,6% eram cardíacos, 39,8%, obesos, e 31,8%, diabéticos. Enquanto 51,3% (2 104) foram acompanhados em casa, 48,7% (1 999) precisaram de hospitalização.

Ao fim da análise, os autores perceberam que o IMC alto era o problema crônico que mais resultava em internação e necessidade de ventilação mecânica. De acordo com eles, essa relação não se deu ao acaso.

Os experts contam que os casos mais graves eram aqueles com maior número de marcadores inflamatórios no corpo. E as lesões provocadas por essa inflamação exacerbada levaram à formação de coágulos, culminando em quadros de trombose e embolia pulmonar. Segundo o trabalho, a doença crônica com a associação mais forte a essa cascata de eventos é a obesidade.

Os americanos finalizam o documento sugerindo que os médicos deveriam considerar a testagem de marcadores inflamatórios durante a hospitalização por Covid-19. Assim, poderiam prever melhor quais pacientes correm mais risco de complicações.

Fonte: Saúde

Foto: Freepik

Covid-19: saiba a diferença entre quarentena e isolamento

Um é medida administrativa para manter serviços, outro é recomendação

 

© Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

Em meio à pandemia do novo coronavírus pelo mundo, uma das grandes dúvidas está na diferença entre quarentena e isolamento. De acordo com a Portaria nº 356/3020 do Ministério da Saúde, a quarentena tem como objetivo garantir a manutenção dos serviços de saúde em local certo ou determinado.

A medida é um ato administrativo, estabelecido pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios ou do ministro da Saúde e quem determina o tempo são essas autoridades. “A medida é adotada pelo prazo de até 40 dias, podendo se estender pelo tempo necessário”, diz o documento.

Isolamento
Já o isolamento serve para separar pessoas sintomáticas ou assintomáticas, em investigação clínica e laboratorial, de maneira a evitar a propagação da infecção e transmissão. Neste caso, é utilizado o isolamento em ambiente domiciliar, podendo ser feito em hospitais públicos ou privados.

Ainda segundo a norma do Ministério da Saúde, o isolamento é feito por um prazo de 14 dias – tempo em que o vírus leva para se manifestar no corpo – podendo ser estendido, dependendo do resultado dos exames laboratoriais.

Casos suspeitos que estão sendo investigados também devem ficar em isolamento. Se o exame der negativo, a pessoa é liberada da precaução.

“O isolamento não é obrigatório, não vai ter ninguém controlando as ações das pessoas. Ele é um ato de civilidade para a proteção das outras pessoas”, orientou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira. Já a quarentena, segundo o Ministério da Saúde, é uma medida obrigatória, restritiva para o trânsito de pessoas, que busca diminuir a velocidade de transmissão do novo coronavírus. Ambas são medidas de saúde pública consideradas fundamentais para o enfrentamento da pandemia e Covid-19.

Viagem
Desde 13 de março, o Ministério da Saúde incluiu todos os viajantes internacionais na lista de pessoas que devem ficar isoladas. Ao retornarem, eles precisam permanecer em casa por sete dias. Se febre com tosse e falta de ar surgirem, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. Se a pessoa manifestar apenas tosse, ou coriza, ou mal-estar, ou febre, uma opção é ligar para o 136 para que uma equipe de saúde passe as devidas orientações.

Antes mesmo dessa determinação do Ministério da Saúde, a servidora da Câmara dos Deputados Keila Santana foi orientada a trabalhar de casa depois de que, no último dia 10, chegou de Portugal com os dois filhos de 5 e 8 anos. “Fui informada pelo meu chefe sobre o ato do presidente da Câmara dos Deputados que, entre outras medidas, determinou o isolamento por 14 dias de pessoas que chegam de viagens ao exterior. Só no meu setor, somos cinco nessa situação”, disse.

Higiene
Para evitar a disseminação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas. Lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo.

Fonte: Agência Brasil

Como se proteger do coronavírus

Foto: Reprodução / Internet

O coronavírus detectado na China, que foi nomeado pelos especialistas como COVID-19, tem provocando inúmeros casos de infecções respiratórias, já que pode ser transmitido facilmente pelo ar através das gotículas de saliva e secreções respiratórias.

Os sintomas do coronavírus são parecidos com os de gripe, podendo levar ao surgimento de tosse, febre, falta de ar e dor de cabeça. Uma vez que ainda não se conhece muito sobre a forma de atuação do vírus, as recomendações da OMS são que qualquer pessoa com sintomas que tenha estado na China ou em contato com alguém que possa estar infectado, coloque uma máscara e vá para o hospital.

Quanto às pessoas que não estão infectadas, as orientações são especialmente de tentar se proteger contra uma possível contaminação, o que pode ser feito com medidas como:

  1. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão por, pelo menos, 20 segundos, especialmente depois de estar em contato com alguém que possa estar doente;
  2. Evitar frequentar locais públicos, fechados e com muita gente, como shoppings ou academias;
  3. Cobrir a boca e nariz sempre que precisar tossir ou espirrar, utilizando um lenço descartável ou a roupa, por exemplo;
  4. Evitar tocar os olhos, nariz e boca frequentemente e sempre que as mãos pareçam estar sujas;
  5. Utilizar máscara de proteção individual para cobrir o nariz e a boca sempre que precisar estar num local público fechado;
  6. Não compartilhar objetos pessoais que possam estar em contato com gotículas de saliva ou secreções respiratórias, como talheres, copos e escovas de dentes;
  7. Evitar o contato com animais selvagens ou qualquer tipo de animal que pareça estar doente;
  8. Cozinhar bem qualquer tipo de alimento, especialmente carne;
  9. Manter os ambientes fechados bem arejados, abrindo a janela para permitir a circulação de ar.

Além disso, se no hospital o médico também suspeitar de coronavírus, a pessoa precisará ficar em um local isolado até que se confirme a infecção, além de solicitar exames para verificar que tipo de vírus está causando os sintomas.

Se confirmada a infecção pelo coronavírus, a pessoa ficará internada recebendo soro na veia, para hidratação, e remédios para aliviar a dor e a tosse. O próprio corpo tem mecanismos de defesa para eliminar o vírus, no entanto, algumas pesquisas estão sendo realizadas para que medicamentos antivirais sejam utilizados nestes casos.

Acesse a matéria Como surgiu o Coronavírus e outras dúvidas comuns e assista o vídeo explicando como acontece a transmissão do coronavírus e como se proteger.

O que fazer em caso de suspeita

O novo coronavírus foi identificado em uma área específica na China e por isso, só existe suspeita da doença se a pessoa esteve neste local ou se manteve contato com alguma pessoa e/ou animal que possa estar infectado pelo vírus. Então, mesmo que uma pessoa apresente os sintomas, que são muito parecidos com os de gripe, não deve ficar em alerta se não esteve em contato com ninguém que tenha estado naquela região da China.

Entretanto, nas situações em que a pessoa viajou para locais com casos confirmados, por exemplo, e apresenta os sintomas, o recomendado é colocar uma máscara no rosto e procurar atendimento médico em um hospital.

No hospital, a pessoa com suspeita de coronavírus será colocada em um local isolado para evitar que o vírus se espalhe e, em seguida, serão feitos alguns exames de sangue, como o PCR, e coleta de secreções do nariz, que servem para identificar o tipo de vírus que está causando os sintomas.

Que máscara devo utilizar

Nas regiões fora do centro da epidemia, ou seja, fora da China o uso de máscaras do tipo “máscara cirúrgica” é uma medida suficiente para atrasar a transmissão de qualquer tipo de vírus que se transmita pelas gotículas de saliva, como o coronavírus. Isso porque, na maior parte dos casos, essas máscaras cobrem o nariz e a boca, evitando que as gotículas de espirros e tosse não fiquem espalhadas pelo ar.

No entanto, nas regiões de maior risco de infecção, em que já pode existir uma elevada carga viral no ar, além de evitar que o vírus se espalhe, também é importante evitar qualquer tipo de possível contato e, por isso, é recomendado utilizar uma máscara do tipo N95, N100, FFP2 ou FFP3, além de óculos de proteção, para proteger os olhos. Este tipo de proteção geralmente é usada no local do foco da infecção e pelos profissionais de saúde no hospital, quando em contato direto com doentes infectados.

Como se pega coronavírus

Os tipos de vírus da família coronavírus podem infectar animais, como camelos, morcegos e gatos e os primeiros casos do novo coronavírus, nomeado COVID-19, foram identificados em pessoas que tiveram contato com animais, por isso acredita-se que esse vírus tenha passado para as pessoas através destes animais. Veja quais são os tipos de coronavírus já identificados.

Entretanto, muitas pessoas infectadas com o novo coronavírus não estiveram em contato com animais, porém estiveram próximas de pessoas infectadas pelos animais, confirmando que é possível a transmissão de pessoa para pessoa por meio da inalação de gotículas respiratórias e contato com pessoas infectadas.

Assim, e à semelhança do que ocorre com a gripes, que se transmite da mesma forma, é importante tomar medidas de proteção como lavar frequentemente as mãos, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca, assim como evitar locais públicos com muita gente.

Assista o vídeo seginte e confira a importância destas medidas na prevenção de uma epidemia:

Como o vírus afeta o corpo

O coronavírus COVID-19 foi descoberto recentemente, por isso não se sabe ao certo o que pode causar ao corpo das pessoas, no entanto, os sintomas podem não ser muito fortes em pessoas com o sistema imune saudável, e este vírus pode parecer gripe ou resfriado simples.

Já em pessoas com doenças que afetam o sistema imune e que têm a imunidade baixa por causa de algum tratamento, como quimioterapia ou transplante de medula óssea, o novo coronavírus pode provocar sintomas parecidos aos de pneumonia, síndrome respiratória do Oriente Médio, chamada de MERS, e síndrome respiratória aguda grave, também conhecida pelas siglas SRAG ou SARS. Saiba melhor o que é SARS.

Qual o tratamento

Se confirmada a infecção pelo coronavírus o médico vai indicar que a pessoa fique internada em isolamento, para que não contamine outras pessoas, e será feito medicamentos para aliviar os sintomas de tosse, febre e dor, além de receber soro na veia para manter a hidratação do corpo.

Além disso, ainda não existem medicamentos específicos para eliminar o coronavírus do corpo, mas estudos estão sendo realizados para que sejam definidos quais remédios antivirais podem ser usados nestes casos. De qualquer forma, o corpo humano possui células de defesa que compõem o sistema imune e que combatem esses vírus naturalmente, por isso fazer repouso e uma boa alimentação pode fortalecer a imunidade e ajudar na eliminação do coronavírus.

Fonte: Tua Saúde

Como surgiu o Coronavírus e outras dúvidas comuns

Foto: Reprodução

Um misterioso novo vírus, apelidado pela OMS como coronavírus 2019-nCoV, parece ser o responsável por causar doenças respiratórias graves que têm infetado um número crescente de pessoas na China, tendo sido relatado um número de 200 casos no início de 2020, que entretanto já ultrapassou os mais de 5 mil casos e 80 mortos.

Este vírus apareceu pela primeira vez na China, mas também já foi identificado fora do país, em locais como a Tailândia, o Japão, a Coreia do sul, a França e até Estados Unidos da América. Embora ainda não se saibam muitas informações sobre o vírus, parece tratar-se de um novo tipo de coronavírus, semelhante àquele que causou a síndrome respiratória aguda grave (SARS) em 2002. Saiba mais sobre a síndrome respiratória aguda.

Os sintomas gerados por este coronavírus são muito semelhantes aos de uma gripe ou resfriado e incluem tosse, febre, cansaço geral e falta de ar. Segundo a OMS, pessoas que tenham estado na China ou que possam ter estado em contato com alguém que tenha viajado para a região e que apresentem sintomas devem colocar uma máscara, sobre a boca e nariz, e ir ao hospital para confirmar as suspeitas.

Mas que vírus é esse?

O vírus que está infectando um crescente número de pessoas na China é um novo tipo de coronavírus. Os coronavírus são um grupo de vírus conhecidos por causar doenças que podem ir de uma simples gripe a uma pneumonia atípica. Até ao momento de descoberta do novo vírus em 2019 na China, eram conhecidos 6 tipos de coronavírus.

Esse é um vírus semelhante ao que causou a epidemia de SARS em 2002, em que se registaram mais de oito mil casos, dos quais resultaram 774 mortes em todo o mundo. Saiba mais sobre os coronavírus e este novo tipo de 2019.

Como surgiu o vírus?

Os primeiros casos do coronavírus surgiram em Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade da China. Ao que parece, os primeiros casos da infecção teriam acontecido de animais para pessoas, já que essa é uma das principais formas de transmissão dos vírus que fazem parte da família coronavírus. Além disso, os primeiros casos foram registrados apenas em pessoas que estiveram no mesmo mercado dessa cidade, onde se vendiam vários tipos de animais selvagens vivos, como cobras, morcegos e castores, que poderiam ter passado o vírus inicial.

Após esses primeiros casos, foram identificadas outras pessoas, que nunca tinham estado no mercado de Wuhan, mas que também estavam apresentando um quadro semelhante. Depois de algumas investigações, foi confirmado que essas pessoas embora não tivessem estado no mercado, tinham estado em contato com os primeiros infectados nos 10 dias antes do aparecimento dos sintomas, o que levou à hipótese de que o vírus também pode se transmitir de uma pessoa para outra.

Saiba mais sobre esse vírus, no vídeo seguinte:

Quais os sintomas?

Até ao momento, os sintomas descritos da infecção pelo coronavírus de 2019 são semelhantes aos de uma gripe e incluem:

  • Tosse seca;
  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Dores musculares;
  • Cansaço excessivo;
  • Dificuldade para respirar.

Em alguns casos, especialmente de pessoas com sistema imune fragilizado, a infecção pode evoluir para uma pneumonia, o que pode provocar sintomas mais intensos.

O vírus pode matar?

Assim como qualquer vírus, o coronavírus de 2019 pode causar a morte, especialmente quando evolui para um situação de pneumonia grave. No entanto, e até ao momento, esses casos parecem acontecer apenas quando o tratamento não é feito de forma adequada, em pessoas mais idosas ou que tenham um sistema imune enfraquecido, como acontece em infectados pelo HIV, transplantados, pacientes com câncer ou a fazer tratamento com imunossupressores.

Como se transmite?

O modo de transmissão do vírus parece acontecer através do ar, ou seja, quando existe com contato direto da tosse ou espirros, através do toque com outra pessoa ou do contato físico com objetos e superfícies contaminadas. Por este motivo, e pelo fato de nesta altura do ano viajarem milhões de chineses para outros países, devido às celebrações do ano novo lunar, o surto colocou em alerta outros países. Saiba mais sobre a forma de transmissão do coronavírus.

Como se proteger do vírus?

Assim como acontece com a prevenção da transmissão de outros vírus, para se proteger do coronavírus é importante adotar algumas medidas, como:

  • Evitar contato próximo com pessoas que pareçam estar doentes;
  • Lavar frequentemente e corretamente as mãos, principalmente após contacto direto com pessoas doentes;
  • Evitar contacto com animais;
  • Evitar a partilha de objetos, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Tapar o nariz e boca quando se espirrar ou tossir, evitando fazê-lo com as mãos.

É seguro viajar durante a epidemia?

Fazer viagens durante qualquer tipo de epidemia é seguro, desde que não seja para o local onde existem os focos da doença. Ou seja, para evitar a infecção com o novo tipo de coronavírus é aconselhado evitar viajar para regiões da China que fiquem perto de Wuhan, que é a cidade onde existe o maior número de casos.

Além disso, pessoas que estiveram na região também não devem viajar para fora, já que podem ainda não estar apresentando sintomas, mas já estar transmitindo a doença.

Fonte: Tua Saúde

Quais alimentos são ricos em ácido fólico?

Embora os mais conhecidos por terem ácido fólico sejam os vegetais de folhas verdes, para obtê-lo também podemos recorrer às frutas cítricas, lentilhas, brócolis ou frutos secos. Mas, lembre-se, será sempre melhor que os consumamos todos crus!

Foto: Reprodução/site.

A maioria das pessoas conhece o ácido fólico por sua recomendação para mulheres grávidas. No entanto, a verdade é que todos devemos incluir esse nutriente em nossa dieta habitual para termos uma boa qualidade de vida. Mas, para isso, precisamos antes conhecer quais são os alimentos mais ricos neste nutriente.

Embora atualmente esteja disponível em suplementos e produtos industriais, existem várias maneiras de consumi-lo de maneira 100% natural. Portanto, em seguida, queremos compartilhar os alimentos que fornecem ácido fólico e que você pode usar em suas receitas favoritas. Vem com a gente!

O que é o ácido fólico?

A primeira coisa que você precisa saber é do que se trata esse nutriente. É uma vitamina, especificamente a vitamina B9, que está envolvida na formação de hemoglobina e células, com um papel ativo na medula óssea. Portanto, é um complemento essencial para combater a anemia.

Dentre suas fontes alimentares, o encontramos em vegetais de folhas verdes, levedura de cerveja, legumes, frutos secos e grãos integrais. No entanto, muitas vezes o perdemos quando submetemos suas fontes a métodos de cozimento. Portanto, às vezes é difícil absorver a dose que o corpo precisa. Seu consumo durante a gravidez é decisivo para evitar deformações da placenta, anemia ou malformações no feto.

A dose mínima recomendada desse importante nutriente é de 100 mcg para homens e 180 mcg para mulheres por dia. No caso de mulheres que desejam engravidar, o valor dobra alguns meses antes.

Para que serve o ácido fólico?

Uma absorção adequada de ácido fólico pode servir para:

  • Ajudar na saúde celular: por exemplo, sintetizar DNA, formar proteínas complexas, curar feridas, manter as células saudáveis, o crescimento adequado do corpo.
  • Promover o desenvolvimento do feto: especialmente na coluna vertebral, no coração, no cérebro e no sistema nervoso.
  • Aumentar a fertilidade feminina: estudos mostraram que mulheres que consomem ácido fólico antes da concepção aumentam suas chances de engravidar, começando três meses antes.
  • Favorecer a formação de glóbulos vermelhos: evitando a anemia, mas também outras doenças relacionadas à quantidade de glóbulos vermelhos no sangue.
  • Melhorar a saúde do coração: neutraliza muitas doenças cardíacas, além de ajudar no tratamento da má circulação e na prevenção de ataques cardíacos.
  • Prevenir a depressão: pessoas com transtornos depressivos têm níveis muito baixos desse nutriente mas, ele, em doses adequadas, ajuda a melhorar o humor.
  • Atrasar a velhice precoce: e também algumas doenças neurodegenerativas se a dose diária indicada for consumida.

Alimentos ricos em ácido fólico

O mais proeminente é o espinafre, que fornece 63% dos valores que precisamos diariamente desse nutriente. Em segundo lugar, estão a acelga e, em terceiro lugar, a alface.

Leguminosas

Especialmente lentilhas e feijões são ricos nessa vitamina. As mulheres grávidas devem consumir esses alimentos semanalmente. Meia xícara de lentilha fornece 50% do ácido fólico necessário durante o período de gestação. Eles também são bons para combater a anemia devido ao seu teor de ferro.

Aspargos
São muitos os benefícios que contribuem para a saúde, principalmente em relação ao ácido fólico: mais de 60% da dose por xícara. Eles também são diuréticos por excelência, sendo recomendados em casos de retenção de líquidos e infecções urinárias.

Brócolis

Uma xícara desse vegetal fornece muito ácido fólico, mas também cálcio, fibras e vitamina C. Por isso, ele deve ser incluído na dieta sem dúvida.

Cítricos
Especialmente laranjas, mas também papaias e morangos. A contribuição é intermediária, mas se você os combinar com outros alimentos, eles podem ser úteis, especialmente se consumidos no café da manhã.

Abacate
É rico em fibras, ácidos graxos e ácido fólico. Uma xícara dessa fruta nos dá aproximadamente 30% do que precisamos diariamente.

Você costuma fornecer ácido fólico ao seu organismo através da alimentação? Se você não tiver certeza, enriqueça sua dieta diária com esses alimentos. Além disso, se estiver grávida ou em processo, verifique com seu médico as recomendações necessárias desse nutriente sensacional!

 

 

Fonte: Melhor com Saúde

Por que o diabetes descontrolado compromete a saúde dos ossos

Estudo brasileiro busca entender como taxas elevadas de açúcar no sangue favorecem fraturas — mesmo se a densitometria óssea não detectar alterações

O excesso de glicose no sangue compromete a saúde óssea. (Ilustração: Sebastian Kaulitzki/Getty Images)

Pessoas com diabetes tipo 2 têm mais fraturas, mas não costumam apresentar alterações no exame de densitometria óssea, que avalia a saúde do esqueleto. Eis que um estudo acaba de apontar uma possível resposta para esse enigma.

O trabalho, realizado pela Fundação Pró Renal em parceria com o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, analisou a glicemia e amostras de osso coletadas em biópsia de 26 mulheres na pré-menopausa, diagnosticadas há pelo menos nove anos com diabetes tipo 2.

As voluntárias que tinham o pior controle glicêmico expressavam índices menores de formação óssea. Outras alterações estruturais detectadas sugerem que o excesso de açúcar no sangue abala a função de células envolvidas na manutenção do esqueleto. Ocorre que essas disfunções não aparecem nos exames tradicionais, embora facilitem as lesões.

E mais: a presença de complicações crônicas do diabetes, como retinopatia ou nefropatia, estava associada a um índice ainda maior de fraturas. Isso, no entanto, provavelmente sinaliza que a enfermidade, conforme progride, prejudica diferentes partes do corpo — inclusive a ossatura.

Trata-se do primeiro estudo a verificar a qualidade do osso diabético por meio da histomorfometria óssea, uma avaliação celular minuciosa do tecido. Os achados, resultados do doutorado do endocrinologista paranaense Vicente Andrade, foram publicados no periódico científico The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

O diabetes e a saúde dos ossos

Recentemente, a osteoporose foi oficializada como uma possível complicação do diabetes tipo 2. Mas o fato da densidade óssea se manter estável entre os pacientes intriga os cientistas.

“A pesquisa proporcionou um maior entendimento do que ocorre no osso do portador da doença”, disse, em comunicado, a endocrinologista Carolina Aguiar Moreira, membro da Fundação Pró-Renal que assina o artigo.

Não se sabe exatamente por que a glicemia alta provoca aquelas alterações no esqueleto, porém o estudo cita hipóteses já aventadas no passado. Pode ser que danos nos vasos sanguíneos que abastecem os ossos provocados pelo excesso de glicose deixam essas estruturas desnutridas. Também é plausível que o acúmulo de um tipo de molécula chamada “produto final de glicação avançada” (ou AGE, na sigla em inglês) esteja por trás dessa consequência.

De qualquer forma, os autores ressaltam que a saúde óssea de quem tem diabetes deve ser acompanhada de perto no consultório. “É importante os médicos saberem que, além das complicações clássicas, a glicemia não controlado predispõe a fraturas”, ressaltou Carolina.

Fonte: Saúde / Editora abril

Nozes e o coração

Eis aí um bom caminho de incluir gordura boa na sua dieta e uma ótima opção de lanche saudável para o seu dia a dia.

Digo isso baseado nas principais diretrizes nacionais e internacionais de prevenção cardiovascular, que recomendam o consumo de 30g de nozes ao dia, capazes de reduzir complicações cardiovasculares como infarto e AVC. Por isso, resolvi falar um pouquinho sobre alguns tipos de noz e os benefícios de incluí-las na sua dieta.

Algumas das mais fáceis de achar são as amêndoas, castanhas do Pará e as castanhas de caju. Mas você pode buscar outras, como pistache, macadâmia e noz inglesa.

Esse snack saudável é nutricionalmente rico e fonte de gordura boa (monoinsaturada e poliinsaturada), fibra e proteína, além de vitaminas e minerais, como folato, vitamina E, cálcio, magnésio e potássio.

A dose diária recomendada, de 30 g ao dia, é equivalente a um punhado nas mãos.

Isso oferece em torno de 5 a 8 g de proteína dependendo do tipo de noz, sendo que a macadâmia e a castanha do Pará têm menor quantidade.

Amendoim e amêndoas são as que têm maior teor de fibra, em torno de 2,4g em 30 g.

Essa mesma porção de amêndoa tem cerca de 70% da quantidade necessária por dia de vitamina E, além de ser boa fonte de cálcio por porção. As nozes inglesas dentre os tipos de nozes são as que apresentam maior fonte de ômega 3 vegetal, conhecido como ALA.

A castanha do Pará, além de possuir boas quantidades de magnésio, apresenta alta concentração de selênio, um mineral antioxidante, sendo que apenas 2 a 3 unidades fornecem 100% da quantidade necessária de selênio por dia.
Amendoim, mesmo que não seja uma noz, é uma opção mais barata e tem propriedades similares as nozes. Mas não aquele salgado ou o doce cheio de chocolate! Tente experimentar o natural, sem sabor e sem sal.
Apesar de altamente calórico, o consumo de 30g ao dia não engorda! Não tem grandes impactos no peso e é capaz de prevenir uma série de complicações crônicas como síndrome metabólica, hipertensão, reduz o colesterol, o risco de diabetes e previne contra doenças cardiovasculares.

Quer incluir um punhado de saúde na sua rotina?

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Escrito por: Dr. Felipe Manzano

Foto: freepik

Cuidados com o Coração! A importância da prevenção

Como cardiologista, minha maior missão não é receitar remédios de última geração, indicar cateterismo ou cirurgias. Pelo contrário: é promover a saúde para que estas intervenções se reduzam ao mínimo necessário.

Por isso, a melhor recomendação que posso dar para que você tenha uma boa saúde do coração é: Previna-se! Preze pela sua saúde para que suas consultas comigo ou com meus colegas sejam apenas de rotina, sem grandes sustos. Se já tem algum problema crônico do coração, aí mais do que nunca é preciso se cuidar para que não tenha novas complicações.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que, até o final deste ano, quase 400 mil brasileiros morrerão por doenças cardiovasculares, como infarto ou derrame . São mais de mil mortes por dia! E o mais alarmante é que muitas delas poderiam ser evitadas com prevenção e tratamento adequado.

Com o aumento na expectativa de vida, é realmente esperado que tenhamos mais doenças: a incidência de hipertensão, por exemplo, aumenta com a idade. Mas, justamente porque vivemos mais, precisamos nos cuidar mais. Afinal, como queremos estar daqui a 10, 20, 30, 40, 50 anos?

É claro que a Medicina oferece medicamentos que podem controlar doenças cardíacas. Mas isso não deveria ser motivo para relaxar. De que adianta usar remédio para pressão alta ou para controlar o açúcar no sangue se não for abordado a origem básica desse problema: estresse, má alimentação e sedentarismo.

As doenças cardiovasculares não têm cura, ou seja: é preciso tomar remédio para o resto da vida. E muitas vezes, é necessário aumentar as doses e associar vários outros medicamentos, aumentando os riscos de efeitos colaterais também. E tudo isso, lembro: é evitável na maioria das vezes!

Por isso, bato tanto na tecla de hábitos saudáveis: alimentação com “comida de verdade” e com pouco açúcar e gordura, rotina de exercícios físicos e controle do estresse.

Nada faz um cardiologista mais feliz do que um coração saudável.

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Escrito por: Dr. Felipe Manzano

Foto: freepik

O que é o Pé Diabético?

O que é o Pé Diabético?
O nível elevado de açúcar no sangue pode afetar nervos e a circulação sanguínea das pernas. A lesão dos nervos pode causar formigamentos, agulhadas, queimação e até insensibilidade dos pés. Desta forma, o diabético não sente as lesões e estas pioram e podem se infectar, o que pode levar a amputação de pés e pernas.

Principais sintomas:
Os principais são dores nas pernas, principalmente com exercícios, feridas que não curam, pés inchados, azulados e ressecados.

Cuidados:

• É preciso examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.
• Evite colocar os pés de molho, pois eles poderão rachar ou ressecar.
• Nunca ande descalço, mesmo em casa
• Não tente remover calos ou verrugas com curiosos e pedicures sem treinamento.
• Use diariamente uma loção ou creme hidratante nos pés. Retire o excesso e não use cremes entre os dedos.

Diagnóstico:
Peça para seu médico examinar seus pés em todas as consultas.

Consequência do problema:
A diabetes pode levar a amputação dos pés ou pernas.

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Fonte: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular