Entenda a diferença entre Covid-19, resfriado e gripe

Infecção tem sintomas semelhantes aos da gripe e do resfriado

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O novo coronavírus (Covid-19) tem sintomas semelhantes a outras síndromes como resfriado e gripe. Por causa dessa condição, muitas vezes pacientes podem se confundir em relação à sua condição, o que pode gerar problemas, minimizando um cuidado necessário à prevenção contra a pandemia que assola o mundo e o Brasil.

Para esclarecer as diferenças, o Ministério da Saúde elaborou materiais de divulgação explicando cada uma das síndromes e como os sintomas se manifestam. No caso da febre, por exemplo, a ocorrência dela é comum em casos de Covid-19 e de gripe, mas rara em resfriados.

Os espirros são comuns em resfriados, mas raros tanto em gripes quanto em Covid-19. O nariz entupido aparece frequentemente em resfriados, às vezes em gripes e, raramente, em casos do novo coronavírus. A dor de cabeça é rara em resfriados, comum em gripes e pode surgir em infecções pelo novo coronavírus.

Quando uma pessoa estiver com sintomas correspondentes à Covid-19, é importante seguir as orientações do Ministério da Saúde e procurar um posto de saúde para obter orientação médica quanto às medidas.

 

Fonte: Agência Brasil

Rio de Janeiro terá quatro hospitais de campanha para 1,1 mil pessoas

Quatrocentos profissionais do Programa Mais Médicos serão requisitados

© Reuters / Kai Pfaffenbach / Direitos Reservados

Os governos do estado e do município do Rio de Janeiro anunciaram a criação de quatro hospitais de campanha para ampliar o atendimento a pacientes devido à pandemia de infecção pelo novo coronavírus. No total, devem ser agregados 1,1 mil leitos ao sistema público de saúde no Grande Rio.

A prefeitura montará um hospital de campanha com capacidade para internar até 500 pacientes no Riocentro, principal centro de convenções da cidade do Rio de Janeiro, localizado em Jacarepaguá, na zona oeste.

Os leitos do hospital improvisado serão usados para internar pessoas que estão se recuperando de cirurgias eletivas ou que estão em tratamento em hospitais da rede municipal. A ideia é liberar as vagas ocupadas por essas pessoas para que pacientes com Covid-19 possam ser atendidos nos hospitais municipais.

O hospital de campanha do Riocentro deverá ter apoio das Forças Armadas, segundo a prefeitura. Além disso, estão sendo requisitados 400 profissionais do Programa Mais Médicos, do governo federal.

Estado do Rio de Janeiro
Já o governo do estado anunciou que vai montar três hospitais, cada um com 100 leitos no primeiro mês e mais 100 no segundo mês, totalizando 600 vagas. Um deles será no Parque dos Atletas, bem próximo ao Riocentro.

Outros dois hospitais serão fora da cidade: um no aeroclube de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e outro em São Gonçalo. Diferentemente do hospital da prefeitura, essas unidades provisórias do estado serão voltadas para atender a pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Além dos hospitais de campanha, a Secretaria de Saúde do estado informou que pretende abrir mais 300 leitos nos próximos 40 dias e mais 300 nos 30 dias seguintes.

Saiba tudo sobre o novo coronavírus e a doença que ele provoca

Conheça os sintomas, as formas de transmissão e saiba como se prevenir

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A cada dia novos casos de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, se confirmam no mundo. Até a tarde desta quinta-feira (12), o Brasil registrava 77 casos confirmados da doença e monitorava 1.422 situações suspeitas. Outros 1.163 casos já foram descartados.

Ontem (11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de coronavírus como uma pandemia. O termo é utilizado quando uma epidemia – grande surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. Atualmente, há mais de 115 países com casos declarados da infecção.

A Agência Brasil reuniu as principais dúvidas e perguntas sobre a Covid-19. Veja o que se sabe sobre a pandemia e sobre o vírus até agora:

O que é o novo coronavírus?
Coronavírus é uma família de vírus que pode causar danos em animais e em humanos. Em pessoas, pode resultar em infecções respiratórias que vão desde um resfriado até síndromes respiratórias agudas severas. O novo coronavírus (SARS-Cov-2) causa a doença denominada Covid-19, que teve início na China, em dezembro de 2019.

Quais são os sintomas?
Os sintomas do Covid-19 envolvem febre, cansaço e tosse seca. Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia. Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. O Ministério da Saúde estima que os pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentar qualquer sinal da doença.

Qual o período de incubação do vírus?
De acordo com a OMS, a estimativa é que o período de incubação seja de 1 a 14 dias. Ou seja, o vírus teria esse tempo para se manifestar. O mais comum é a manifestação por volta de cinco dias. Mas há pessoas que não apresentam sintomas.

Quais são os maiores problemas e os públicos mais vulneráveis?

A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. No início de março, a taxa de letalidade era de 3,5%. Mas o Ministério da Saúde suspeita que pode ser menor, em razão de haver subnotificação dos casos em alguns países. Os públicos mais vulneráveis são idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares).

Como ocorre a transmissão?
O contágio ocorre a partir de pessoas infectadas. A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença. A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

O novo coronavírus pode ser transmitido pelo ar?
O novo coronavírus não é transmitido pelo ar a menos que um indivíduo chegue próximo a um paciente infectado a ponto de as formas de contaminação serem possíveis.

É possível pegar o Covid-19 de alguém sem sintomas?
De acordo com a OMS, as chances são pequenas, pois o vírus é transmitido por saliva, espirro, tosse ou catarro, elementos mais presentes quando uma pessoa está com gripe.

Animais de estimação podem transmitir o novo coronavírus?
Não. Não há evidência de que animais de estimação como gatos e cachorros tenham sido infectados ou possam espalhar o vírus que causa a Covid-19.

Quanto tempo o vírus pode durar em uma superfície?
A OMS informa que não há um tempo determinado, podendo ser de algumas horas a alguns dias. Pode haver diferença também em razão de condições como a temperatura. Por isso, caso alguém suspeite da contaminação de uma superfície ou objeto, a orientação é aplicar desinfetante.

Quais são as medidas de prevenção ao Covid-19?
O Ministério da Saúde explica que não há medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus e indica as seguintes medidas de prevenção:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, ou usar desinfetante para as mãos à base de álcool quando a primeira opção não for possível;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • Ficar em casa quando estiver doente;
  • Usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
  • Não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

O uso de álcool gel para prevenção ao coronavírus é eficaz?

Sim. De acordo com o Conselho Federal de Química, o álcool gel é “eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico para a pele”. O grau alcóolico recomendado para o efeito é de pelo menos 70%.

Preciso usar máscara para me proteger?

A máscara não tem efeito algum para pessoas sem o vírus. Ela deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença, pois previne que alguém infectado espalhe o vírus e venha a contaminar outras pessoas. O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus. Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas. Após o uso, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.

Estou com tosse, febre e dores. Preciso fazer exames para detectar se estou com Covid-19?

Pessoas que apresentem sintomas da doença devem procurar orientação médica, em especial, os postos de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 42 mil postos de saúde espalhados pelo país são capazes de atender 90% dos casos de coronavírus. Estudos indicam que a grande maioria dos casos de Covid-19 são mais leves e poderiam ser atendidos nesse nível de atenção. A população pode buscar os serviços quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre baixa, tosse, dor de garganta e coriza. A partir do relato do paciente é que o médico decidirá sobre a necessidade de se fazer o teste para Covid-19. Atualmente, a recomendação das autoridades sanitárias é que sejam testados apenas os pacientes com sintomas respiratórios e que tenham tido contato com alguém infectado ou que tenham viajado para uma região onde há transmissão da doença. O exame só pode ser feito com solicitação médica. Ele é feito por hospitais públicos e privados e confirmado por laboratórios de referência espalhados pelo Brasil. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que os planos de saúde deverão cobrir os testes realizados na rede privada.

Que instituições podem realizar os testes para Covid-19?

O teste é realizado após avaliação clínica do médico e a pedido dele. A pessoa deve procurar os postos de saúde mais próximos. Até a próxima semana, todos os 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) do país estarão aptos a realizar a testagem para o coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. A capacitação dos laboratórios estaduais está sendo realizada pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro de Referência Nacional em vírus respiratórios junto ao Ministério da Saúde e integra o esforço nacional de vigilância e monitoramento dos casos de coronavírus. Atualmente, além dos laboratórios de referência nacional para testagem do coronavírus, a Fiocruz, no Rio de Janeiro, o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, os laboratórios centrais de São Paulo, Pará, Goiás e o Rio Grande do Sul já foram capacitados e estão testando para a doença.

Existe tratamento para a doença?

Segundo a OMS, 80% das pessoas se recuperam sem precisar de tratamento especial. Não há uma medicação que elimine o vírus. Mas há tratamento para mitigar o avanço da doença e diminuir o desconforto.

Antibióticos ou vitamina D previnem ou curam o novo coronavírus?

Não. Antibióticos não atuam contra o vírus. Da mesma forma, não há evidências científicas que atestem qualquer impacto sobre o vírus de doses de vitamina D.

Voltei de uma viagem internacional e visitei um país com casos de coronavírus. O que preciso fazer?

Caso apresente sintomas, procure uma unidade de saúde e informe a situação para receber orientação médica. A recomendação do Ministério da Saúde é esperar pelo menos 14 dias para avaliar a evolução do quadro de saúde.

O álcool gel é mais eficiente do que lavar as mãos?
Segundo o Ministério da Saúde, o álcool gel tem a vantagem de não apenas higienizar as mãos, mas também objetos com o qual a pessoa teve contato. Isso é especialmente importante para objetos e superfícies compartilhadas por várias pessoas, como em locais de trabalho. Contudo, na higienização das mãos, o ato de lavá-las corretamente (por bastante tempo e de forma detalhada, entre os dedos e debaixo das unhas) é suficiente. A orientação do ministério é que esse procedimento ocorra diversas vezes ao dia. Quem desejar aplicar também o álcool gel ganha um reforço a mais na proteção, mas esta não é uma condição para a higienização das mãos.

 

Fonte: Agência Brasil

Covid-19: saiba a diferença entre quarentena e isolamento

Um é medida administrativa para manter serviços, outro é recomendação

 

© Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

Em meio à pandemia do novo coronavírus pelo mundo, uma das grandes dúvidas está na diferença entre quarentena e isolamento. De acordo com a Portaria nº 356/3020 do Ministério da Saúde, a quarentena tem como objetivo garantir a manutenção dos serviços de saúde em local certo ou determinado.

A medida é um ato administrativo, estabelecido pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios ou do ministro da Saúde e quem determina o tempo são essas autoridades. “A medida é adotada pelo prazo de até 40 dias, podendo se estender pelo tempo necessário”, diz o documento.

Isolamento
Já o isolamento serve para separar pessoas sintomáticas ou assintomáticas, em investigação clínica e laboratorial, de maneira a evitar a propagação da infecção e transmissão. Neste caso, é utilizado o isolamento em ambiente domiciliar, podendo ser feito em hospitais públicos ou privados.

Ainda segundo a norma do Ministério da Saúde, o isolamento é feito por um prazo de 14 dias – tempo em que o vírus leva para se manifestar no corpo – podendo ser estendido, dependendo do resultado dos exames laboratoriais.

Casos suspeitos que estão sendo investigados também devem ficar em isolamento. Se o exame der negativo, a pessoa é liberada da precaução.

“O isolamento não é obrigatório, não vai ter ninguém controlando as ações das pessoas. Ele é um ato de civilidade para a proteção das outras pessoas”, orientou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira. Já a quarentena, segundo o Ministério da Saúde, é uma medida obrigatória, restritiva para o trânsito de pessoas, que busca diminuir a velocidade de transmissão do novo coronavírus. Ambas são medidas de saúde pública consideradas fundamentais para o enfrentamento da pandemia e Covid-19.

Viagem
Desde 13 de março, o Ministério da Saúde incluiu todos os viajantes internacionais na lista de pessoas que devem ficar isoladas. Ao retornarem, eles precisam permanecer em casa por sete dias. Se febre com tosse e falta de ar surgirem, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. Se a pessoa manifestar apenas tosse, ou coriza, ou mal-estar, ou febre, uma opção é ligar para o 136 para que uma equipe de saúde passe as devidas orientações.

Antes mesmo dessa determinação do Ministério da Saúde, a servidora da Câmara dos Deputados Keila Santana foi orientada a trabalhar de casa depois de que, no último dia 10, chegou de Portugal com os dois filhos de 5 e 8 anos. “Fui informada pelo meu chefe sobre o ato do presidente da Câmara dos Deputados que, entre outras medidas, determinou o isolamento por 14 dias de pessoas que chegam de viagens ao exterior. Só no meu setor, somos cinco nessa situação”, disse.

Higiene
Para evitar a disseminação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas. Lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo.

Fonte: Agência Brasil

Os cuidados com as varizes na gravidez

Elas trazem desconforto, dor e inchaço e estão ainda mais presentes durante a gestação. Especialistas dão dicas para minimizar o problema e garantir tranquilidade ao longo dos nove meses.

Luis Leonardo/Thinkstock/Getty Images

 

Aprendemos na escola que as artérias são responsáveis por levar o sangue do coração aos órgãos, e as veias, por trazê-lo de volta. O problema é quando o transporte é atrapalhado por obstáculos no caminho. “Variz se define como uma dilatação anômala das veias em qualquer parte do corpo”, define Ernesto Lentz de Carvalho Monteiro, professor de técnica cirúrgica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em angiologia e cirurgia vascular.

Segundo Marcelo Halfen Grill, cirurgião vascular da Clínica Miyake, de São Paulo, consequências típicas da gravidez, como aumento de peso e alterações hormonais, podem ser responsáveis pelo surgimento das varizes, principalmente se a mulher já tiver episódios familiares da doença. Elas podem surgir em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns na pernas, por conta da dificuldade de enfrentar a força da gravidade para trazer o sangue de volta aos orgãos. Além disso, o aumento do volume de sangue circulando pelo corpo pode sobrecarregar as veias. Para completar, o útero fica sobre as veias que drenam o sangue das pernas e são comprimidas todas as estruturas adjacentes, como bexiga, intestino e vasos. “Isso aumenta a pressão nas veias dos membros inferiores”, explica o cirurgião vascular.

Diagnóstico
Apesar de, em geral, ficarem visíveis como veias mais escuras na superfície da pele, às vezes os vasos dilatados estão em camadas mais profundas. Se a pele é mais escura, a visualização também é mais difícil. Nesses casos, o diagnóstico é feito com a ajuda de um ultrassom ou um aparelho próprio para isso, chamado fleboscópio.

Na gestação
Não existe um remédio ou uma dieta que ajude na prevenção das varizes. Além das características típicas da gestação, o surgimento delas está intimamente ligado ao histórico familiar. Já que não é possível prevenir, o melhor é procurar diminuir o desconforto, que é ainda maior no terceiro trimestre, por conta da evolução do peso do útero e maior circulação sanguínea. A principal preocupação deve ser com o sobrepeso. Quanto mais a mulher engordar, mais vai sofrer com sobrecarga e inchaço nas pernas. Por isso, o ideal é evitar ganhar muito peso e manter uma rotina com alimentação saudável e atividade física.

Como resolver
O tratamento das varizes consiste em cirurgias para eliminar as veias doentes ou aplicação de espuma nos vasos afetados. Ele é contraindicado em gestantes e lactantes, mas pode ser feito após o período de amamentação. O ideal é esperar alguns meses após o parto para que os vasos voltem a um calibre menor. As varizes adquiridas durante a gestação não regridem totalmente, especialmente da segunda gravidez em diante.

As meias elásticas diminuem a sensação de peso nas pernas e ajudam na circulação. “Usá-las durante o dia é importante, principalmente no terceiro trimestre. Elas fazem uma proteção mecânica das veias por meio de compressão, além de proporcionarem diminuição do edema, peso e cansaço nos membros inferiores”, resume Fernando Tavares Saliture Neto, cirurgião vascular e endovascular do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Mas, atenção: nada de comprar meias elásticas por conta própria. O melhor é que elas sejam prescritas por um médico. “Há vários modelos, tamanhos e compressões. Sua prescrição é uma arte à parte. Meias mal escolhidas são sempre prejudiciais”, esclarece Monteiro.

Manter-se ativa também é muito importante. O mais indicado são exercícios leves, como caminhada, natação ou hidroginástica – de 40 minutos a uma hora por dia já é o suficiente. Além disso, é bom evitar ficar em pé ou sentada com as pernas penduradas por muito tempo. A recomendação é mantê-las esticadas e levantar-se para dar uma volta de hora em hora, principalmente se estiver em uma viagem aérea.

Casos mais graves
As varizes não provocam nenhuma sequela no desenvolvimento do bebê. Mas podem trazer para a mãe problemas como a trombose venosa profunda. “A gestação é uma situação que, por si só, aumenta o risco desse tipo de complicação e varizes descompensadas aumentam ainda mais o perigo”, informa Grill. No entanto, trombose venosa profunda provocada por varizes é algo raro. “Se a mãe que tiver varizes usar meias elásticas na gravidez, pode se considerar bem protegida deste problema”, afirma Saliture Neto. Por isso é importante fazer o acompanhamento com o cirurgião vascular. Caso a trombose se manifeste, o tratamento será decidido por esse especialista e pelo obstetra, já que esse tipo de quadro passa a configurar a gestação como sendo de risco. O tratamento varia de acordo com a idade gestacional.

 

Fonte: https://bebe.abril.com.br/

Como se proteger do coronavírus

Foto: Reprodução / Internet

O coronavírus detectado na China, que foi nomeado pelos especialistas como COVID-19, tem provocando inúmeros casos de infecções respiratórias, já que pode ser transmitido facilmente pelo ar através das gotículas de saliva e secreções respiratórias.

Os sintomas do coronavírus são parecidos com os de gripe, podendo levar ao surgimento de tosse, febre, falta de ar e dor de cabeça. Uma vez que ainda não se conhece muito sobre a forma de atuação do vírus, as recomendações da OMS são que qualquer pessoa com sintomas que tenha estado na China ou em contato com alguém que possa estar infectado, coloque uma máscara e vá para o hospital.

Quanto às pessoas que não estão infectadas, as orientações são especialmente de tentar se proteger contra uma possível contaminação, o que pode ser feito com medidas como:

  1. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão por, pelo menos, 20 segundos, especialmente depois de estar em contato com alguém que possa estar doente;
  2. Evitar frequentar locais públicos, fechados e com muita gente, como shoppings ou academias;
  3. Cobrir a boca e nariz sempre que precisar tossir ou espirrar, utilizando um lenço descartável ou a roupa, por exemplo;
  4. Evitar tocar os olhos, nariz e boca frequentemente e sempre que as mãos pareçam estar sujas;
  5. Utilizar máscara de proteção individual para cobrir o nariz e a boca sempre que precisar estar num local público fechado;
  6. Não compartilhar objetos pessoais que possam estar em contato com gotículas de saliva ou secreções respiratórias, como talheres, copos e escovas de dentes;
  7. Evitar o contato com animais selvagens ou qualquer tipo de animal que pareça estar doente;
  8. Cozinhar bem qualquer tipo de alimento, especialmente carne;
  9. Manter os ambientes fechados bem arejados, abrindo a janela para permitir a circulação de ar.

Além disso, se no hospital o médico também suspeitar de coronavírus, a pessoa precisará ficar em um local isolado até que se confirme a infecção, além de solicitar exames para verificar que tipo de vírus está causando os sintomas.

Se confirmada a infecção pelo coronavírus, a pessoa ficará internada recebendo soro na veia, para hidratação, e remédios para aliviar a dor e a tosse. O próprio corpo tem mecanismos de defesa para eliminar o vírus, no entanto, algumas pesquisas estão sendo realizadas para que medicamentos antivirais sejam utilizados nestes casos.

Acesse a matéria Como surgiu o Coronavírus e outras dúvidas comuns e assista o vídeo explicando como acontece a transmissão do coronavírus e como se proteger.

O que fazer em caso de suspeita

O novo coronavírus foi identificado em uma área específica na China e por isso, só existe suspeita da doença se a pessoa esteve neste local ou se manteve contato com alguma pessoa e/ou animal que possa estar infectado pelo vírus. Então, mesmo que uma pessoa apresente os sintomas, que são muito parecidos com os de gripe, não deve ficar em alerta se não esteve em contato com ninguém que tenha estado naquela região da China.

Entretanto, nas situações em que a pessoa viajou para locais com casos confirmados, por exemplo, e apresenta os sintomas, o recomendado é colocar uma máscara no rosto e procurar atendimento médico em um hospital.

No hospital, a pessoa com suspeita de coronavírus será colocada em um local isolado para evitar que o vírus se espalhe e, em seguida, serão feitos alguns exames de sangue, como o PCR, e coleta de secreções do nariz, que servem para identificar o tipo de vírus que está causando os sintomas.

Que máscara devo utilizar

Nas regiões fora do centro da epidemia, ou seja, fora da China o uso de máscaras do tipo “máscara cirúrgica” é uma medida suficiente para atrasar a transmissão de qualquer tipo de vírus que se transmita pelas gotículas de saliva, como o coronavírus. Isso porque, na maior parte dos casos, essas máscaras cobrem o nariz e a boca, evitando que as gotículas de espirros e tosse não fiquem espalhadas pelo ar.

No entanto, nas regiões de maior risco de infecção, em que já pode existir uma elevada carga viral no ar, além de evitar que o vírus se espalhe, também é importante evitar qualquer tipo de possível contato e, por isso, é recomendado utilizar uma máscara do tipo N95, N100, FFP2 ou FFP3, além de óculos de proteção, para proteger os olhos. Este tipo de proteção geralmente é usada no local do foco da infecção e pelos profissionais de saúde no hospital, quando em contato direto com doentes infectados.

Como se pega coronavírus

Os tipos de vírus da família coronavírus podem infectar animais, como camelos, morcegos e gatos e os primeiros casos do novo coronavírus, nomeado COVID-19, foram identificados em pessoas que tiveram contato com animais, por isso acredita-se que esse vírus tenha passado para as pessoas através destes animais. Veja quais são os tipos de coronavírus já identificados.

Entretanto, muitas pessoas infectadas com o novo coronavírus não estiveram em contato com animais, porém estiveram próximas de pessoas infectadas pelos animais, confirmando que é possível a transmissão de pessoa para pessoa por meio da inalação de gotículas respiratórias e contato com pessoas infectadas.

Assim, e à semelhança do que ocorre com a gripes, que se transmite da mesma forma, é importante tomar medidas de proteção como lavar frequentemente as mãos, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca, assim como evitar locais públicos com muita gente.

Assista o vídeo seginte e confira a importância destas medidas na prevenção de uma epidemia:

Como o vírus afeta o corpo

O coronavírus COVID-19 foi descoberto recentemente, por isso não se sabe ao certo o que pode causar ao corpo das pessoas, no entanto, os sintomas podem não ser muito fortes em pessoas com o sistema imune saudável, e este vírus pode parecer gripe ou resfriado simples.

Já em pessoas com doenças que afetam o sistema imune e que têm a imunidade baixa por causa de algum tratamento, como quimioterapia ou transplante de medula óssea, o novo coronavírus pode provocar sintomas parecidos aos de pneumonia, síndrome respiratória do Oriente Médio, chamada de MERS, e síndrome respiratória aguda grave, também conhecida pelas siglas SRAG ou SARS. Saiba melhor o que é SARS.

Qual o tratamento

Se confirmada a infecção pelo coronavírus o médico vai indicar que a pessoa fique internada em isolamento, para que não contamine outras pessoas, e será feito medicamentos para aliviar os sintomas de tosse, febre e dor, além de receber soro na veia para manter a hidratação do corpo.

Além disso, ainda não existem medicamentos específicos para eliminar o coronavírus do corpo, mas estudos estão sendo realizados para que sejam definidos quais remédios antivirais podem ser usados nestes casos. De qualquer forma, o corpo humano possui células de defesa que compõem o sistema imune e que combatem esses vírus naturalmente, por isso fazer repouso e uma boa alimentação pode fortalecer a imunidade e ajudar na eliminação do coronavírus.

Fonte: Tua Saúde

Misturar álcool e energético aumenta risco de intoxicação

Foto: iStock/Getty Images

Misturar bebidas alcoólicas com energéticas aumenta o desejo por álcool. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Alcoholism: Clinical and Experimental Research, o consumo simultâneo de bebidas com cafeína e álcool pode levar a um aumento do que os especialistas chamam de beber em binge.

A prática, comum principalmente entre jovens, consiste em ingerir pelo menos cinco doses de bebida alcoólica, no caso dos homens, ou quatro doses, no caso das mulheres, em um período de duas horas. Esse comportamento é particularmente nocivo pois, além de aumentar a probabilidade de intoxicação, também está associado a um aumento do comportamento de risco, como dirigir embrigado, ter relação sexual sem preservativo e utilizar outras drogas.

No novo estudo, pesquisadores da Universidade Northern Kentucky, nos Estados Unidos, realizaram um experimento com 26 adultos (13 homens e 13 mulheres), da mesma idade e que tinham o hábito de beber socialmente. Ao longo de seis sessões, os participantes receberam uma das seis misturas seguintes: vodca com refrigerante descafeinado, vodca e uma bebida energética média, vodca e uma bebida energética grande, um refrigerante descafeinado, uma bebida energética média ou uma bebida energética grande.

Ao final de cada sessão os participantes precisavam classificar o seu desejo por álcool e realizavam um teste do bafômetro que media a concentração de álcool no organismo. Os resultados mostraram que ingerir a bebida alcoólica pura já aumenta o desejo por mais bebida. Quando ela é misturada a um energético, contudo, essa vontade fica ainda maior. Já a mistura de vodca com refrigerante descafeinado não obteve esse efeito.

De acordo com os autores, esse estudo fornece evidência de que a mistura de vodca (ou qualquer outra bebida alcoólica) com energético leva a um maior desejo de beber álcool, em comparação com a mesma quantidade de álcool consumida sozinha. Os resultados também são consistentes com estudos em animais que mostraram que a cafeína incrementa as propriedades de recompensa do álcool.

Efeitos no organismo

Pesquisas anteriores já haviam advertido que a cafeína mascara os efeitos intoxicantes do álcool, o que pode levar a comportamentos mais arriscados, como o beber em binge. Isso ocorre principalmente porque as pessoas não percebem o próprio nível de embriaguez.

Inicialmente, o álcool age no sistema dopaminérgico do cérebro, causando euforia e desinibição. Com a ingestão de mais doses, a bebida passa a comprometer o sistema gabaérgico, responsável por funções vitais do corpo: controle da temperatura, respiração e batimentos cardíacos.

No início da intoxicação, os sintomas são tontura, dificuldade de ficar acordado, fala enrolada e confusão mental, que começam a se manifestar em média 20 minutos após a ingestão de álcool. Depois, ocorrem os sintomas mais graves: pulso fraco e rápido, pele fria e pálida, cheiro forte de álcool saindo da pele, respiração irregular, vômito, desmaio e coma. Beber em binge pode retardar o aparecimento dos primeiros sinais de embriaguez. Assim, sem a pessoa se dar conta, aparecem os sintomas mais graves e ela precisa ser encaminhada para o hospital com urgência.

Segundo Zila van der Meer Sanchez, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp, a mistura de alguma bebida alcoólica, em geral vodca, com energético, aumenta a chance da necessidade de atendimento em urgências hospitalares por efeitos agudos intoxicação alcoólica.

Mensagem contraditória 

“A cafeína e a taurina, estimulantes presentes nos energéticos, disfarçam os efeitos do álcool. Ou seja, eles ocultam a sensação depressiva do álcool. Esse efeito aumenta o risco de intoxicação e inclusive de morte por excesso de álcool, já que a pessoa não tem noção do quanto já bebeu.”, explica Zila van der Meer Sanchez, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp.

 

Ainda não se sabe de que forma a cafeína aumenta a fissura pelo álcool, mas a especialista, que também é coordenadora do projeto Balada com Ciência da Unifesp e pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), acredita que pode ser um mecanismo comportamental. “O álcool, inicialmente, deixa a pessoa mais descontraída, e o energético mais alerta. Como o energético mascara o efeito depressivo do álcool, a pessoa só sente a parte positiva. Com isso, a sensação de bem-estar estimula o consumo excessivo”, explica.

 

Fonte: Veja

Atenção, foliões: kit ressaca não funciona (e até prejudica a sua saúde)

Para aproveitar o Carnaval sem danos ao corpo, lembre-se: tomar remédios antes de beber álcool para evitar enjoos e vômito é um baita perigo à saúde

Foto: StGrafix – GI/Getty Images

 

Apesar do clima do Carnaval, O biomédico Jonathan Vicente, de São Paulo, ficou assustado com a repercussão de uma postagem que fez em seu Twitter:

 

Em pouco menos de 24 horas, o texto tinha recebido mais de 35 mil curtidas, 6 mil compartilhamentos e mil comentários. “Percebi que amigos e conhecidos tinham o costume de tomar alguns medicamentos antes de beber álcool. Outros possuíam dúvidas em relação ao tema. Para piorar, algumas marcas aproveitam esse momento de Carnaval para incentivar o consumo de seus produtos”, conta Vicente.

O lembrete do biomédico faz todo sentido: por causa de muitas propagandas, lendas urbanas ou recomendações ultrapassadas, as pessoas acabam fazendo combinações pra lá de perigosas. A meta, na maioria dos casos, é evitar ou minimizar o efeito da ressaca no dia seguinte. Afinal, ninguém quer acordar depois da festa com dor de cabeça, tontura, náuseas e vômitos. Só que isso pode colocar a saúde em risco, como esclareceremos mais pra frente.

Se você está com pressa e precisa correr para desfilar na avenida, pular no bloquinho ou ir atrás do trio elétrico, aqui vai um resumo de recomendações para não dar mancada com a sua saúde durante o Carnaval:

  1. Nunca tome remédios antes ou durante a bebedeira.
  2. Forre o estômago: coma algo saudável e equilibrado minutos antes de cair na festa.
  3. Capriche na hidratação: tome goles d’água entre um drinque e outro.
  4. Evite os excessos: exagerar nas doses pode ser prejudicial para sua saúde e para o seu próprio divertimento.
  5. Respeite seus limites: se estiver com vontade de vomitar ou muita sonolência, já passou da hora de largar o copo ou a latinha.
  6. Álcool e direção não combinam. Se for beber, deixe o carro em casa.
  7. Se a ressaca aparece no dia seguinte, você pode utilizar alguns medicamentos para aliviar a dor e as náuseas. Repouso também é sempre bem-vindo.
  8. Caso os sintomas estejam mais severos, procure um pronto-socorro com rapidez.

Se você tem um tempinho a mais, vem com a gente que explicaremos com mais detalhes esse assunto nos próximos parágrafos.

A viagem da bebida alcoólica pelo tubo digestivo

Para entender essa história direitinho, precisamos dar um passos atrás e explicar o efeito de cerveja, uísque e afins no corpo. O álcool passa pelo sistema digestivo e é absorvido no estômago e no intestino. A partir daí, cai na corrente sanguínea e começa aos poucos a produzir as sensações mais conhecidas, como o relaxamento, a desinibição, a leveza e a confusão mental.

Quem fica responsável por metabolizar esse álcool ingerido é o fígado. Esse órgão trabalha duro para quebrar as moléculas etílicas e eliminá-las rapidamente por meio da urina, do suor e do hálito — é daí, aliás, que vem o famoso bafo de bêbado!

“O álcool tem um efeito diurético que promove as idas ao banheiro para urinar. Ele ainda estimula a liberação das reservas de glicogênio do fígado. Quando há exagero, esses dois fenômenos levam à desidratação e quadros de hipoglicemia”, descreve o médico Raymundo Paraná, professor titular de hepatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e presidente da Associação Latino-Americana para o Estudo do Fígado.

Se você exagera na dose, o corpo vai dar dois sinais de que é preciso pegar leve ou pisar no freio: vômito e sonolência. São evidências claras de que a festança passou dos limites toleráveis pelo organismo.

Como se sabe, a ressaca dá as caras no despertar do dia seguinte, como resultado de toda essa bagunça. A desidratação e a falta de glicose dão dor de cabeça, enjoo, sonolência e todos os outros sintomas tão comuns numa Quarta-Feira de Cinzas.

Nada de misturar álcool com remédio

Depois da pequena aula de biologia, voltemos ao nosso assunto principal: por que não se deve tomar remédios como o Engov antes de partir para a bebedeira? Esse comprimido, vendido livremente nas farmácias, é composto de quatro ingredientes: ácido acetilsalicílico (anti-inflamatório), mepiramina (anti-alérgico), hidróxido de alumínio (antiácido) e cafeína (estimulante do sistema nervoso).

Se você ingere esse composto antes da folia, ele vai ser extremamente eficaz em impedir aqueles dois sinais clássicos de pane no sistema: vômito e sonolência. O que parece positivo num primeiro olhar pode trazer sérias consequências à saúde. Ora, sem essas pistas de que algo não vai bem, o sujeito continua a beber como se não houvesse amanhã. Isso, por sua vez, eleva o risco de um coma alcoólico, além de outras repercussões de longo prazo na saúde.

A própria bula do Engov, produzido pelo laboratório Hypera Pharma, contraindica o uso em conjunto com as bebidas alcoólicas. A empresa também informa que o fármaco não está oficialmente indicado para ressacas, apesar do senso comum apontar o contrário. Sua principal função, segundo a fabricante, é aliviar dores de cabeça ou alergias.

A utilização dessa medicação misturada com o álcool traz outra ameaça: o sangramentos no estômago. “Juntos, as bebidas e o ácido acetilsalicílico irritam a mucosa gástrica, o que pode levar a quadros de gastrite em pessoas suscetíveis”, alerta Paraná. Por essas e outras, melhor nem misturar as duas coisas.

O kit ressaca e suas ameaças

É muito comum ver em casamentos ou até mesmo nos bailes carnavalescos o “kit ressaca”, que inclui, além do Engov, drogas para proteger o fígado, antiácidos, anti-inflamatórios e analgésicos. Mais uma vez, os especialistas pedem cautela com esses pacotes. Não se sabe ao certo como os fármacos interagem entre si e os efeitos indesejáveis deles na saúde do consumidor.

O Epocler, por exemplo, também é comercializado sem receita médica e traz três aminoácidos (citrato de colina, betaína e racemetionina) que agem sobre o fígado e impediriam o acúmulo de gordura nesse órgão. Fabricado pela mesma Hypera Pharma, ele não está indicado para a ressaca.

A coisa é ainda mais séria quando o sujeito toma remédios de uso contínuo. “Antibióticos, anti-inflamatórios e outros fármacos não combinam com álcool ou com o kit ressaca. Isso pode diminuir o efeito terapêutico do tratamento ou trazer danos ao fígado e ao sistema digestivo”, chama a atenção o farmacêutico bioquímico Marcos Machado, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo.

Os kits ressaca chegaram a ser proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária: o caso se passou em 2009, quando a empresa Cifarma vendia um combo de remédios que silenciam dores, queimação no estômago e danos ao fígado. “A venda desses produtos combinados em farmácia não é aconselhada e nem permitida. Os profissionais que fazem isso cometem graves falhas éticas e podem ser punidos pelo conselho”, avisa Machado.

Aliás, a VEJA já havia escrito uma reportagem sobre como algumas pessoas usam energéticos para mascarar os efeitos do álcool. E sim: essa tática também aumenta o risco de intoxicação.

O limite é o bom senso

Claro que recorrer a esses medicamentos com consciência não traz problemas: afinal, eles ajudam a silenciar incômodos menos preocupantes no dia seguinte. Além disso, evitam viagens desnecessárias ao pronto-socorro.

O problema está no exagero ou no uso contínuo. Isso pode mascarar doenças sérias, que exigem uma avaliação mais aprofundada de um especialista — como diz o famoso anúncio de fim de propaganda, ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser procurado.

No meio de tanto disse-me-disse, existe algo que funciona pra valer para acabar com a ressaca? Lamentamos desapontá-lo, bravo leitor: o único remédio 100% eficaz para não ficar molenga no dia seguinte é… não beber.

Mas se você deseja curtir as festas com uns bons drinques, existem alguns macetes básicos que ajudam a aliviar um pouco o quadro. O primeiro é ficar com o estômago cheio. Se alimentar bem impede que o álcool caia muito rápido na corrente sanguínea, o que alivia o trabalho do fígado. “Não existe nenhum alimento ou remédio milagroso, muito menos receitas caseiras, como engolir uma colher de azeite”, complementa Paraná.

Outra dica preciosíssima é cuidar da hidratação. Esteja sempre com uma garrafinha d’água a tiracolo e dê uns goles vez ou outra. Sucos naturais também são uma boa pedida, pois trazem doses de glicose. Essa prática evita a perda de muito líquido por meio da urina e minimiza aquelas sensações desagradáveis do dia seguinte.

Se mesmo com esses cuidados prévios a ressaca der as caras, faça o que puder para amenizar os incômodos: repouso, copos d’água e um remédio para dor de cabeça ou enjoo costumam dar conta do recado. Sim, é possível curtir a folia sem precisar passar o dia seguinte na fila do pronto-socorro!

Fonte: Tua Saúde

Como o ácido úrico na saliva pode indicar o percentual de gordura?

 

Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores brasileiros teve como objetivo identificar a relação das concentrações do ácido úrico salivar com o percentual de gordura de adolescentes, podendo ser utilizado como biomarcador da obesidade, por exemplo. Esse estudo foi motivado pelo fato de que a obesidade é uma problema de saúde pública e que o Brasil possui mais de 50% da população adulta acima do peso e que cerca de 18,9% dos brasileiros são obesos.

Por isso, na tentativa de diminuir esse índice, os pesquisadores estudaram as concentrações de ácido úrico salivar e a sua relação com o percentual de gordura da pessoa, ou seja, utilizaram o ácido úrico salivar como biomarcador preditor de obesidade.

Como foi feito o estudo

O estudo foi realizado com 248 adolescentes entre 14 e 17 anos, no período de 2014 e 2015, e foram incluídos no estudo tanto meninos quanto meninas, meninas que já haviam tido a primeira menstruação e adolescentes que já possuíam a dentição completa.

Alguns critérios de exclusão também foram definidos, como presença de cáries, ausência de dentes, doenças periodontais, doenças crônicas, uso de remédios por um longo período, uso de cigarro, consumo de drogas ilícitas, uso de antibióticos e recusa para colaborar com as atividades propostas pelos pesquisadores. Dessa forma, caso o adolescente apresentasse qualquer um desses critérios, não era incluído no estudo, uma vez que qualquer uma dessas situações poderia interferir na concentração de ácido úrico salivar.

Após estabelecido o grupo de estudo, os pesquisadores iniciaram a coleta de saliva, e as amostras coletadas foram enviadas para o laboratório para que fossem avaliadas algumas características como pH, concentração de fósforo, ureia e cálcio. Além disso, foi dosada a quantidade de colesterol, vitaminas D2 e D3 e ácido úrico, no entanto para essas análises foi necessário recorrer a uma segunda coleta, que foi indicada para ser feita em casa, dessa vez com o adolescente em 12 horas de jejum.

Além da análise das salivas, foi também feito exame físico, em que foram verificados altura, peso, percentual de gordura, massa óssea e quantidade de masa muscular. A partir dos dados obtidos, foi calculado o Índice de Massa Corporal (IMC), podendo ser feita a classificação dos adolescentes em três grupos de acordo com o IMC: normal, acima do peso e obesos.

Os resultados obtidos foram analisados utilizando uma ferramenta estatística com o objetivo de verificar a relação entre os parâmetros avaliados.

O que foi verificado

Após a análise dos resultados obtidos, os pesquisadores verificaram que não havia relação entre as concentrações de fósforo, ureia, cálcio, colesterol e vitaminas D2 e D3 e o percentual de gordura. No entanto verificaram relação entre o percentual de gordura e a quantidade de ácido úrico salivar, sendo a concentração maior em meninos e naqueles adolescentes que apresentavam maior percentual de gordura.

Dessa forma, como os resultados obtidos confirmava a hipótese do estudo, os pesquisadores puderam propor um modelo preditivo para o percentual de gordura baseado no gênero e na quantidade de ácido úrico salivar.

Esse foi o primeiro estudo que encontrou relação positiva entre o ácido úrico salivar e o percentual de gordura em um grupo grande. Por isso, são necessários mais estudos para que essa correlação seja de fato comprovada e esses parâmetros possam ser utilizados na prática clínica.

Por que a saliva?

A saliva pode ser obtida de forma não invasiva e indolor e pode conter produtos do metabolismo que podem ser indicativos de alterações e, consequentemente, preditores de doença. Por isso, a avaliação do ácido úrico poderia refletir o metabolismo das proteínas, além de também poder estar relacionado com a síndrome metabólica e aumento do risco de doenças cardiovasculares.

A avaliação da concentração de ácido úrico na salivar como fator preditor de maior percentual de gordura e, consequentemente, de síndrome metabólica é pouco explorado, havendo sido realizados apenas 2 estudos pilotos com um grupo amostral pequeno que identificaram essa correlação. Por isso, a saliva é uma amostra que deve ser estudada para que no futuro possa ser incorporada na prática clínica diária.

 

Fonte: Tua Saúde

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Tudo sobre a cirurgia para curar a Diástase Abdominal

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A cirurgia é uma das últimas formas de tratamento para a diástase abdominal, que é feita quando as outras formas menos invasivas não apresentam os resultados esperados.

Durante este tipo de cirurgia, o médico costura os músculos abdominais usando uma linha especial que não se rompe, nem se deteriora. Geralmente este procedimento é realizado por laparoscopia, na qual o cirurgião faz três pequenos cortes na barriga para inserir os instrumentos e conseguir costurar os músculos, sem precisar deixar uma cicatriz grande. Mas se existir pele em excesso, o cirurgião também pode optar pro fazer uma cirurgia convencional, de forma a dar melhor aparência para a barriga.

A diástase abdominal é o afastamento dos músculos abdominais que deixa a barriga flácida, com excesso de pele, acumulo de gordura e ao pressionar os dedos contra a parede abdominal, pode-se sentir um ‘buraco na barriga’. Saiba os exercícios que podem evitar essa cirurgia plástica.

Como é a recuperação dessa cirurgia plástica

A recuperação da cirurgia para corrigir a diástase abdominal é um pouco demorada e requer alguns cuidados para evitar uma infecção, por exemplo.

O que se sente:

Após acordar da cirurgia muitas pessoas relatam que sentem seus músculos muito apertados, mas isso tende a melhorar em 6 a 8 semanas, quando o corpo começa a se habituar ao novo espaço abdominal.

É normal que a sensibilidade fique reduzida, principalmente nos locais da cicatriz, mas isso tende a ir melhorando com o passar dos meses, e geralmente em 1 ano, já houve uma grande melhora.

A pessoa acorda algumas horas depois da cirurgia e deverá usar uma cinta durante 3 semanas. Após o 2º ou 3º dia da cirurgia a pessoa pode voltar para casa, onde deverá seguir alguns cuidados para se recuperar completamente.

Cuidados diários:

É aconselhado fazer uma sessão de Drenagem Linfática por dia, nos primeiros 15 dias para remover o excesso de líquidos e evitar o risco de criar seroma, que é o acumulo de líquido no local da cicatriz. Leia mais sobre a drenagem linfática e seus benefícios.

Os exercícios e levantar objetos pesados, com mais de 10% do seu próprio peso corporal só deve ser feito após 6 semanas da cirurgia. E no regresso ao exercício físico, é aconselhado começar pelos exercícios aeróbicos, como fazer caminhada, correr, andar de bicicleta ou nadar, por exemplo.

Para uma melhor recuperação, o ideal é que até mesmo as pessoas que trabalham sentadas, tirem 1 ou 2 semanas de férias para fazer a cirurgia.

Como se alimentar:

O ideal é comer alimentos ricos em fibras para não ficar com prisão de ventre, além disso, deve-se beber cerca de 2 litros de água ou chá sem açúcar diariamente para amolecer as fezes. Frutas e legumes são bem-vindos, mas deve-se evitar alimentos fritos ou ricos em gordura. As proteínas presente no ovo e nas carnes brancas ajudam a acelerar a cicatrização e podem ser consumidos 1 vez ao dia.

Como tomar banho:

Só é permitido tomar banho de chuveiro 7 a 8 dias depois da cirurgia, por isso, antes disso o banho só deve ser realizado sentado no chuveiro com uma outra pessoa para ajudar. É importante não dobrar o corpo para frente e por isso também não se deve andar muito, sendo ideal permanecer deitado com a barriga virada para cima, sem deixar que se forme nenhuma dobrinha na barriga, nem que se estique muito a pele, porque se isso acontecer, o abdômen poderá ficar marcado, sendo necessária uma correção da cirurgia.

Sinais de alerta para ir ao médico
Após 7 dias deve-se voltar ao médico que fez a operação para que ele avalie como está sendo a recuperação. Se necessário, os curativos podem ser trocados nesta data, mas é aconselhado ir ao médico ou no pronto-socorro, caso apresente sinais e sintomas como:

  • Febre;
  • Vazamento de sangue ou líquido no curativo;
  • Saída dos drenos;
  • Dificuldade para respirar;
  • Mau cheiro na cicatriz.

Estes sinais podem indicar que está se formando uma infecção, sendo preciso uma avaliação de um especialista.

Fonte: Tua Saúde