O que é a vitamina K e o que as pesquisas dizem de seu efeito contra covid-19

Coronavírus: o que é a vitamina K e o que as pesquisas dizem de seu efeito contra covid-19

 

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A vitamina K ganhou destaque recentemente, depois da divulgação de um estudo holandês que apontou uma relação entre o agravamento do quadro de saúde dos pacientes com covid-19 e níveis reduzidos de vitamina K.

Mas o que é vitamina K e o que podemos aprender a partir dessas novas observações?

Vitamina K é um grupo de vitaminas conhecido por seu papel na coagulação do sangue. A letra K vem de koagulatión, que é a palavra alemã para coagulação.

A vitamina K ativa uma proteína necessária para a coagulação normal do sangue, que ajuda a curar feridas e prevenir sangramentos excessivos.

Muitos recém-nascidos recebem uma injeção de vitamina K para evitar uma condição rara, mas grave, de sangramento excessivo. Isso ocorre porque os bebês nascem com baixos níveis de vitamina K.

Existem evidências de outros benefícios da vitamina K, incluindo melhora da saúde óssea e cardíaca. No entanto, mais pesquisas são necessárias antes que esses benefícios possam ser comprovados.

As duas principais formas do pequeno grupo de vitaminas são K1 (filoquinona) e K2 (menaquinonas). Ambas têm funções semelhantes, embora sejam necessários mais estudos para entender profundamente as diferenças entre elas.

Acredita-se que a K2 possa ser absorvida melhor e armazenada por mais tempo no corpo que a K1. Mas o corpo também pode converter parte da K1 que você come em K2.

Principais fontes de vitamina K
A K1 é encontrada principalmente em vegetais de folhas verdes, como couve, espinafre e brócolis, e é identificada pelo serviço público de saúde britânico, o NHS, como a principal forma alimentar da vitamina K.

Um estudo encontrou a K2 em alguns queijos holandeses e franceses, embora o conteúdo varie substancialmente e dependa do tipo de queijo, do tempo de maturação, do teor de gordura e da área geográfica em que o queijo é produzido.

Os pesquisadores verificaram que queijos mais gordurosos e envelhecidos apresentam maiores níveis de K2: camembert, gouda e edam apresentaram boa quantidade.

A vitamina K é solúvel em gordura, o que significa que é melhor absorvida quando consumida com alimentos que contêm gorduras saudáveis, como azeite, peixe, nozes e sementes. Muitas fontes de K2 já contêm gorduras, mas ao comer verduras, pense em adicionar gorduras saudáveis ​​à sua refeição.

“Um pouco de azeite na sua salada é uma ótima maneira de ajudar na absorção da vitamina K”, diz a nutricionista Tai Ibitoye.

Os adultos precisam de aproximadamente 1 micrograma (μg) de vitamina K por dia para cada quilo de peso corporal. A maioria das pessoas pode atender às suas necessidades por meio da dieta, pois a vitamina K é “amplamente disponível nos alimentos que ingerimos”, diz Ibitoye.

Embora seja rara a deficiência de vitamina K, algumas pessoas podem ter condições que aumentam risco de deficiência, como má absorção de gordura.

A vitamina K pode ser armazenada pelo organismo. O NHS diz que quem toma suplementos de vitamina K deve ter cuidado, pois isso pode ser prejudicial, embora tomar 1 mg ou menos por dia provavelmente não cause danos.

As pessoas que tomam anticoagulantes, como a varfarina, não devem tomar suplementos de vitamina K sem consultar um médico primeiro e devem ter cuidado para não comer muitos alimentos que contenham vitamina K, pois isso pode interferir no funcionamento correto do medicamento.

Vitamina K e covid-19

E o estudo holandês que sugeriu que pacientes com covid-19 com deficiência de vitamina K poderiam ter impacto maior na saúde do que aqueles com níveis adequados de vitamina K? Ele analisou o status da vitamina K e avaliou se o nutriente desempenha algum papel na proteção das fibras elásticas nos pulmões, que o vírus pode danificar.

Ibitoye explica que a degradação da elastina pulmonar pode levar a “mais dificuldade em respirar” e “sintomas como falta de ar”. No entanto, como é apontado que a covid-19 pode causar a formação incomum de coágulos sanguíneos e que a vitamina K está associada ao auxílio na coagulação sanguínea, a pesquisa causou debate na comunidade científica.

Embora os resultados do estudo observacional indiquem que possa haver uma ligação entre os níveis mais baixos de vitamina K e os piores resultados nos pacientes com covid-19, “a correlação não significa causalidade”, diz Ibitoye.

Os pesquisadores estão buscando financiamento para um estudo de intervenção para ver se a suplementação de vitamina K pode melhorar o resultado dos pacientes com covid-19.

Uma dieta saudável e equilibrada é importante para apoiar o sistema imunológico do seu corpo, e a má nutrição pode comprometê-lo. Procure comer uma grande variedade de frutas e legumes para garantir que você obtenha todos os nutrientes que seu sistema imunológico precisa.

“Cada micronutriente desempenha um papel diferente no sistema imunológico – não acredite em apenas um ‘herói'”, diz Sarah Stanner, diretora de ciências da Fundação Britânica de Nutrição.

 

 

Fonte: BBC Brasil

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Planos de saúde deverão cobrir testes de Covid-19, decreta ANS

Resolução publicada no ‘Diário Oficial da União’ nesta segunda-feira, 29, torna obrigatória a inclusão de exames de anticorpos IgA, IgC ou IgM

 

Os exames sorológicos detectam a presença de anticorpos e indicam se já houve exposição ao vírus. Reprodução/Getty Images

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde o teste sorológico para o novo coronavírus. Os exames sorológicos detectam a presença de anticorpos do tipo IgA, IgG ou IgM no sangue do paciente e indicam se já houve infecção.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União, vale partir desta segunda-feira, 29, para planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência quando o paciente apresentar ou tiver apresentado síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave.

A síndrome gripal é caracterizada por febre, tosse, dor de garganta, coriza ou dificuldade respiratória. Já a síndrome respiratória aguda grave (Srag) é um quadro mais grave, cujos sintomas incluem dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax e coloração azulada dos lábios ou rosto.

O teste do tipo RT-PCR, que detecta a presença no vírus no organismo e, portanto, uma infecção aguda, já estava incluído no rol de procedimentos obrigatórios da ANS desde 12 de março. A inclusão dos testes sorológicos foi tomada em cumprimento a uma decisão judicial.

Fonte: Veja

Nutrição, novo serviço oferecido pelo Hospital da Gamboa

Bianca Ratton
Nutricionista

  • Atendimento nutricional pré operatório (visando minimizar os riscos de uma cirurgia) e acompanhamento pós operatório.
  • Atenção especial aos pacientes bariátricos, pois, esses costumam apresentar algumas deficiências de vitaminas, minerais e também proteínas.
  • Apoio nutricional aos pacientes portadores de doenças crônicas (diabetes, pressão alta, dislipidemia, câncer e outras doenças).
  • Suporte nutricional aos pacientes que desejam melhorar os seus hábitos, perder peso e aumentar a autoestima.

 

 

Marque sua consulta pelo número: (21) 2206-1700

 

 

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Novos dados sobre como se prevenir do novo coronavírus

Qual a distância física ideal? Usar óculos ajuda? Quão eficazes são as máscaras faciais? Uma revisão de estudos traz respostas para essas perguntas

Novas pesquisas detalham capacidade de proteção do uso de máscaras. Ilustração: Thiago Almeida/SAÚDE é Vital

 

Cientistas da Universidade McMaster e do hospital St. Joseph’s Healthcare Hamilton, no Canadá, fizeram uma revisão de estudos para determinar detalhes práticos que aumentam a eficácia do uso de máscaras e do distanciamento social na prevenção do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A análise, publicada no periódico científico The Lancet, foi realizada para atualizar diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse é o primeiro trabalho a reunir evidências mais detalhadas sobre essas ações no controle da pandemia de Covid-19.

Os especialistas envolvidos selecionaram 172 estudos observacionais de 16 países diferentes que mensuraram medidas para evitar a transmissão de pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 a indivíduos próximos a eles (familiares, cuidadores, profissionais de saúde etc).

Além disso, foram incluídas mais 44 pesquisas comparativas envolvendo 25 697 pessoas e trabalhos que checaram a disseminação nos surtos de Sars e Mers, males provocados por outros tipos de coronavírus.

Então vamos aos resultados. Os experts constataram que o risco de se infectar com o vírus estando a menos de um metro de alguém com confirmação ou suspeita da doença é de 12,8%. O número diminui para 2,6% quando se permanece a mais de um metro. E cai pela metade se a distância ficar em dois metros.

Já se você cruza com alguém infectado e ninguém está de máscara, a probabilidade de pegar o coronavírus é de 17,4%, de acordo com o trabalho. Com o uso desse equipamento, a taxa para 3,1%.

E protetores oculares? Não utilizá-los traria um risco de infecção de 16%. Apostar nesse item faria o índice diminuir para 5,5%. Mas atenção: os cientistas apontam que as evidências são especialmente frágeis nesse ponto específico.

No mais, os autores frisam que as máscaras N95 e respiradoras devem ser priorizadas para profissionais da saúde. “É necessário aumentar e redirecionar a capacidade de fabricação para superar a escassez global”, alerta, em comunicado à imprensa, o pesquisador Derek Chu, professor da Universidade McMaster.

A epidemiologista Raina MacIntyre, professora da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, que não participou da investigação, acrescenta que a revisão é importante por estabelecer que máscaras multicamadas resguardam melhor que as de camada única.

“Esse achado é vital em meio à proliferação das máscaras caseiras, feitas de pano. Elas devem ter várias camadas de tecido e um bom ajuste facial”, pontua Raina.

Apesar da relevância dos achados, o artigo tem suas limitações. Dentre os estudos contemplados nele, poucos testaram o efeito dessas intervenções fora de hospitais ou ambientes ligados ao atendimento à saúde, como mercados e casas. Fora que, como dissemos, parte das pesquisas incluídas são focadas nos surtos de Sars e Mers, que ocorreram no passado.

Os especialistas concluem que, mesmo ajudando a evitar a Covid-19, nem o uso combinado dessas estratégias oferece proteção completa. Portanto, as melhores formas de prevenir o novo coronavírus ainda são ficar em casa e seguir as normas de higiene.

“As pessoas precisam entender que a máscara não é uma alternativa ao espaçamento físico ou à lavagem das mãos. Mas elas podem adicionar uma defesa extra”, finaliza Chu.

 

Fonte: Saúde / Editora Abril

Além da falta de ar: sequelas que o coronavírus pode deixar após a cura

Pulmão, rins e outros órgãos podem ficar prejudicados por semanas ou meses depois que a pessoa se recuperou da fase aguda da Covid-19. Veja os sintomas

O pulmão é um dos órgãos que pode sofrer com os estragos do coronavírus mesmo depois que ele foi embora. Ilustração: Jonatan Sarmento/SAÚDE é Vital

 

Nem sempre receber a notícia de que a Covid-19 foi curada significa que a pessoa se recuperou plenamente de todas as complicações do coronavírus. Para uma parcela de acometidos, em especial os casos mais graves, que exigem internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), há risco de sequelas no cérebro, nos rins, nos pulmões e no coração.

“Podemos dizer que saímos da urgência para um quadro com características crônicas, que pede cuidados prolongados de uma equipe multidisciplinar”, aponta Gustavo Prado, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Prado é autor de uma nota técnica do Ministério da Saúde que trata justamente dos cuidados após a fase aguda da doença.

O pulmão, alvo favorito do Sars-CoV-2, tende a demorar mais para se recuperar. Depois que o vírus vai embora, a inflamação pode persistir por semanas, comprometendo o funcionamento do órgão.

Em casos específicos, a batalha travada no local deixa suas cicatrizes, chamadas de fibroses, que normalmente são irreversíveis (pelo menos para outras infecções respiratórias). Isso ocorre porque o coronavírus deflagra uma inflamação intensa nos alvéolos, estruturas que realizam as trocas gasosas, e no interstício, uma espécie de rede localizada entre o alvéolo e pequenos vasos sanguíneos (os capilares).

“Apesar de ser pouco mencionado, o interstício, quando fica comprometido, está ligado a sequelas como insuficiência respiratória”, aponta Prado.

Esse déficit ocorre em diversos graus. Os sintomas podem ser um cansaço leve, uma redução da resistência na prática de atividades físicas ou alterações em exames.

Já quando pulmão fica mais prejudicado, o tratamento exige fisioterapia. “É possível que 10 a 20% dos entubados evoluam com necessidade permanente de oxigênio”, explica Ludhmilla Hajjar, cardiologista e professora da Universidade de São Paulo (USP).

Sequelas são mais frequentes nos casos graves de Covid-19
Antes de listarmos as outras marcas que podem ser deixadas pela doença, vale destacar alguns pontos. Primeiro: as sequelas mais prolongadas são observadas em pessoas com versões severas da doença, que desenvolvem a tal tempestade inflamatória. Trata-se de uma enxurrada de substâncias que deveriam ajudar na defesa contra o vírus, mas que, em excesso, acabam danificando o organismo.

Segunda observação: ainda não sabemos se os abalos na saúde são permanentes. Afinal, convivemos há poucos meses com a infecção, tempo que muitas vezes não é suficiente para a recuperação completa de uma vítima grave de outras infecções.

Aliás, essa é outra questão: boa parte das consequências do novo coronavírus, inclusive as pulmonares, são semelhantes às deixadas por outras mazelas respiratórias agressivas, que exigem entubação e longos períodos na UTI. Não estamos falando, portanto, só de particularidades dessa pandemia.

É o caso da fraqueza muscular, outra consequência encontrada em pacientes graves de Covid-19. Ora, o tempo acamado resulta em perda de massa magra e dificuldades para realizar movimentos simples, como andar e mesmo comer.

Outra sequela já conhecida de infecções que geram longas internações são os danos neurológicos. Entram na lista déficits de concentração, alterações de apetite, humor e outros. “Nos estudos já publicados sobre o assunto, até um terço dos pacientes mais graves demonstra algum grau de comprometimento mesmo depois de um mês em casa”, aponta Gisele Sampaio, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia. “Não sabemos se isso irá se resolver no caso da Covid-19, mas outras doenças que atrapalham a oxigenação do cérebro podem deixar danos cerebrais permanentes”, completa.

Pesquisas anteriores à crise atual mostram, por exemplo, que até 20% dos indivíduos afetados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma das complicações que a Covid-19, a gripe e outras infecções podem provocar, apresentam déficits cognitivos até cinco anos depois da alta. Entre eles, além de dificuldade de raciocínio e memória prejudicada, surgem sintomas de ansiedade, depressão, estresse pós-traumático etc.

Agora, uma chateação que parece ser exclusiva do novo coronavírus é a perda prolongada do olfato. “Mas, na maioria dos casos, o sentido volta semanas depois da resolução do quadro”, diz Prado.

Ameaça do coronavírus ao coração e aos rins
Seja pela inflamação exacerbada ou por um ataque direto do vírus, o peito também pode sofrer no longo prazo. Ainda é cedo para falar de incidência, porém há relatos de insuficiência cardíaca pós-internação por Covid-19. Esse risco aumenta quando há algum transtorno cardiovascular pré-existente.

Quanto aos rins, até 40% das pessoas que vão para a UTI sofrem com insuficiência renal e precisam de hemodiálise durante a internação (máquina que realiza o trabalho de filtragem do sangue). Geralmente, são pelo menos três meses para a recuperação completa.

Quando a Covid-19 vira doença crônica
Dada a complexidade do quadro, os médicos temem que o avanço da pandemia gere uma segunda sobrecarga à saúde pública brasileira: a de cuidados com os recuperados. “Muitos precisarão de reabilitação em longo prazo, com acompanhamento de médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros e outros”, lista Prado.

São atendimentos relativamente simples — no sentido de que não exigem grande infraestrutura física. Ainda assim, podem sobrecarregar as redes públicas e privadas.

 

Fonte: Saúde / Editora Abril

Máscaras caseiras: 11 erros comuns que favorecem o coronavírus

Descansar a máscara no queixo, ajeitá-la sem lavar as mãos e outros deslizes chegam a aumentar o risco de contrair o coronavírus

Ilustração: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital

As máscaras faciais podem ajudam a evitar a disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2), como reconhece o Ministério da Saúde. Só que elas precisam ser bem utilizadas para que a proteção realmente aconteça.

Em carta recentemente publicada pelo periódico British Medical Journal (BMJ), epidemiologistas do University College London, no Reino Unido, alertam para possíveis efeitos colaterais do uso inadequado do acessório.

Entre as principais “reações adversas” está a sensação de falsa segurança. É aquele sujeito que, ao vestir o item, acha que está completamente protegido e se descuida de outras medidas importantes de prevenção, como a lavagem constante das mãos.

Toques frequentes no rosto e nas máscaras e a proximidade com outras pessoas para escutar melhor uma conversa também foram ciladas destacadas pelos autores.

Esses problemas, como o texto explica, podem comprometer uma das principais estratégias empregadas na contenção da pandemia de Covid-19.

1) Tocar ou coçar o rosto enquanto está com a máscara

Está aí um dos deslizes mais comuns. “Naturalmente, já temos o impulso de tocar no rosto muitas vezes ao dia”, explica Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz, em São Paulo.

O uso da máscara deveria ajudar a mudar esse hábito, mas não é tão simples assim. Quem nunca se pegou encostando na testa ou na sobrancelha enquanto estava de máscara? O problema é que o vírus pode estar na mão e ganhar, com a cutucadinha inocente, uma carona até o rosto.

Além disso, toques na máscara em si podem contaminar as mãos. Assunto para o próximo item.

2) Ajeitar a posição da máscara tocando no tecido sem lavar as mãos antes

Convenhamos que usar esse apetrecho não é coisa mais confortável do mundo. O ideal é evitar qualquer contato, porém, se precisar ajeitá-lo, não esqueça de lavar as mãos antes com água e sabão ou álcool em gel 70%. E busque encostar sempre na parte interna, porque o risco de contaminação ali é menor.

Se a higiene for impossível no momento, procure acertar o posicionamento da máscara tocando apenas nos elásticos. O mesmo vale para tirá-la.

3) Colocar a máscara no queixo

“Parece que há um efeito psicológico nas pessoas, que acham que estão protegidas quando usam a máscara nessa posição. Mas isso está errado”, alerta Raquel. Ora, o pescoço ou as roupas podem estar contaminados. Se ela depois for voltar para o rosto, já viu…

Caso precise tirá-la por poucos instantes para tomar água, por exemplo, é mais seguro deixá-la pendurada em uma das orelhas, na lateral do rosto.

Atenção: e não é para remover a máscara na hora de conversar! Quando conversamos, expelimos gotículas de saliva que podem estar infectadas. Se estiver difícil de se fazer entender, fale mais alto — sem se aproximar muito do interlocutor.

4) Deixar os óculos embaçados

É um sinal clássico de que ela não está bem acomodada ou tem um tamanho inadequado. Se os óculos estão embaçando, é porque muito ar está escapando pela parte de cima da máscara — o que favoreceria contaminações.

Outro ponto a respeito do escape de ar, mencionado no artigo do BMJ, é que ele gera um impulso de tocar nos olhos. Fique atento.

Algumas máscaras caseiras possuem uma espécie de arame ou estrutura que facilita o encaixe no nariz.

5) Adquirir máscaras grandes ou pequenas demais

Para que seja eficaz, ela precisa ficar bem presa ao rosto, sem escapes nas laterais. O Ministério da Saúde recomenda um tamanho padrão de 21x34cm para os adultos.

E para crianças, que tendem a mexer mais na máscara? “É necessário medir o rosto na altura do nariz e no queixo”, orienta Raquel.

6) Ficar muito tempo com a mesma máscara

Elas devem ser trocadas a cada duas horas ou sempre que estiverem úmidas. Pessoas com nariz entupido ou que falaram bastante tendem a deixar o equipamento molhado rapidamente.

O texto publicado pelos britânicos destaca que, no ambiente umedecido, o Sars-CoV-2 poderia permanecer ativo por mais tempo. Logo, se a pessoa estiver carregando o novo coronavírus no organismo, entra em um ciclo de expelir e inalar o vírus, o que levaria a um aumento de sua carga viral — fator que influenciaria na progressão da doença.

Mais importante do que isso, um tecido umedecido perde parte de sua capacidade de bloquear agentes infecciosos. Para se livrar de riscos desnecessários, faça as contas de quantas máscaras precisa levar ao sair de casa.

7) Guardar a máscara suja na bolsa ou no bolso

Ora, caso o Sars-CoV-2 esteja de fato ali, irá se espalhar para outras superfícies e objetos. “O certo é sair de casa com dois saquinhos, um para as limpas e outro para as sujas”, recomenda Raquel.

8) Fazer um X com os elásticos

É comum encontrar máscaras presas com os elásticos cruzados, formando um X na cabeça. Nessa posição, o tecido dobra, o que gera uma abertura na lateral do rosto por onde o coronavírus pode escapar.

Se o elástico estiver largo, melhor dar um nozinho. Ou buscar uma nova máscara.

9) Usar bandanas ou cachecol como máscara

Não há comprovação de que os acessórios ofereçam alguma proteção contra o novo coronavírus. O cachecol tende a ficar largo, abrindo espaço para a entrada de ar, assim como a bandana, com as pontas penduradas embaixo do queixo.

10) Deixar o nariz fora da máscara

Se o nariz é uma das principais portas de entrada do Sars-CoV-2 no organismo, para quê deixá-lo de fora? O tecido deve estar bem ajustado no início da cavidade nasal, mais próximo dos olhos — na pontinha do nariz, a proteção também fica prejudicada.

11) Compartilhar máscaras

O Ministério da Saúde reforça que elas são de uso individual. Mesmo sem sintomas, alguém pode estar com o coronavírus no corpo. Se ele dividir uma máscara com você, o risco de infecção cresce enormemente.

 

 

Fonte: Saúde / Editora Abril

Coronavírus e tireoide: 5 perguntas e respostas

Uma especialista aborda questões comuns sobre a Covid-19 entre pessoas com hipertireoidismo, hipotireoidismo, nódulos ou câncer na tireoide

 

Em geral, pessoas com problemas na tireoide não fazem parte do grupo de risco para o coronavírus. Ilustração: Jonatan Sarmento/SAÚDE é Vital

 

Para fechar o mês de maio, dedicado à tireoide, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo decidiu esclarecer dúvidas comuns sobre o coronavírus entre quem possui algum problema nessa glândula. A entidade escalou a médica Carolina Ferraz para abordar como a Covid-19 pode interferir no tratamento e no diagnóstico de hiper e hipotireoidismo e de nódulos ou câncer na tireoide.

Vamos às perguntas:

1. Estou infectado com o coronavírus. Devo suspender a medicação para hiper ou hipotireoidismo?
Seja para o hipotireoidismo ou para o hipertireoidismo, o remédio deve ser mantido.Não mude a dosagem do tratamento sem indicação médica.

O recado mais importante: indivíduos com esses distúrbios não integram o grupo de risco do coronavírus. Isso significa que eles não são especialmente suscetíveis a suas complicações, embora possam sofrer com elas, como qualquer um.

2. Nódulo de tireoide é um fator de risco para complicações pelo coronavírus?
Não. Pessoas com nódulos também não entram no grupo de risco. Mas devem adotar medidas preventivas como toda a população.

3. E as pessoas com câncer na tireoide, fazem parte do grupo de risco para a Covid-19?
Em geral, não. Isso vale mesmo para quem passou pela cirurgia de retirada da glândula e se submeteu à terapia com iodo radioativo.

A única ressalva é para pacientes com metástases, principalmente nos pulmões. Esses indivíduos podem apresentar um maior risco de apresentar casos graves da infecção, tanto pela extensão da doença quanto pelos possíveis efeitos dos medicamentos. A recomendação é buscar orientação médica.

4. Minha cirurgia para retirar a tireoide foi adiada. Meu nódulo pode virar um câncer por causa dessa demora?
Não. Vale lembrar que o percentual de nódulos da tireoide que evoluem para câncer gira em torno de 5-10%. E leva muito tempo para isso acontecer.

Portanto, muito dificilmente esse atraso trará qualquer repercussão. Se o médico cancelou a cirurgia, é porque ela não tem urgência. Mantenha a calma e o tratamento recomendado.

5. Biópsias para avaliar nódulos suspeitos na tireoide devem ser feitos agora?

A punção por agulha fina (PAAF), procedimento comum para fazer a biópsia, é considerada um procedimento eletivo nesses casos. Ou seja, não compromete a vida do paciente se for postergada. Esperar a pandemia passar é uma decisão prudente.

 

Fonte: Saúde / Editora Abril

 

 

Precisamos falar mais sobre as doenças inflamatórias intestinais

Maio Roxo: mês de conscientização busca alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes

 

As terapias disponíveis para doenças inflamatórias intestinais reduzem a inflamação e controlam os sintomas Abril Branded Content/iStock

 

Apesar de possuir uma data oficial, 19 de maio é o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (DII), as discussões sobre esse assunto ganharam relevância nos últimos anos, expandindo as campanhas de conscientização para todo o mês, conhecido como Maio Roxo. Durante esse período, ao redor de todo o globo, palestras, simpósios e campanhas na mídia levam informações sobre as DIIs, que acometem cerca de 5 milhões de pessoas no mundo.[1]

Pesquisa enfocada no público respondente da Jornada do Paciente com Doença Inflamatória Intestinal, realizada pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD), aponta que a maioria tem entre 18 e 34 anos e é do sexo feminino.[2]

“As doenças inflamatórias intestinais são uma forma de defesa exagerada do organismo, que acaba causando lesões no próprio intestino. Isso resulta em alterações estruturais que provocam uma inflamação crônica do aparelho digestivo”, explica o dr. Flavio Steinwurz, gastroenterologista e presidente da Organização Panamericana de Crohn e Colite (Pancco).

As duas principais doenças inflamatórias intestinais são a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn, que, apesar de possuírem sintomas similares, apresentam diferenças significativas. A retocolite ulcerativa acomete a mucosa – eventualmente a submucosa — do cólon e do reto, enquanto a doença de Crohn pode ocorrer em qualquer parte do tubo digestivo, da boca ao ânus, com predileção pelas regiões ileal e ileocecal.[3]

Ambas possuem causas ainda desconhecidas. “Indícios apontam para uma predisposição genética, não hereditária, pela associação de vários genes. O indivíduo também precisa entrar em contato com um fator ambiental que funcione como gatilho desencadeador”, detalha Steinwurz.

Identificando sintomas para o diagnóstico precoce

De acordo com o estudo conduzido pela ABCD, a jornada do paciente no Brasil se inicia com o surgimento dos primeiros sintomas, seguidos de vários meses de “tentativas e erros” e visitas a diversos especialistas, salas de emergência e prontos-socorros.[2]

Segundo o gastroenterologista Flavio Steinwurz, diarreia, sangue e muco nas fezes, cólica abdominal e urgência evacuatória são sintomas típicos da retocolite ulcerativa. Os traços sintomáticos da doença de Crohn costumam ser similares e podem até se confundir. Além de cólica e diarreia, os pacientes de Crohn apresentam dores e distensão abdominal, devido à grande formação de gases, perda de peso e até febre. Em alguns casos, ambas as condições podem desencadear manifestações extraintestinais, como incômodos nas articulações, dor nas juntas, lesões na pele e nos olhos e alterações no fígado.

Levando em conta os respondentes da pesquisa Jornada do Paciente com Doença Inflamatória Intestinal, estima-se que 41% dos pacientes demoraram mais de 12 meses para receber seu diagnóstico final. O diagnóstico tardio é devido, entre outros fatores, à falta de informação da rede primária de atendimento em reconhecer os sinais da doença. Assim, o paciente demora muito até chegar a um especialista e realizar os testes adequados.[2]

“Se o indivíduo está com diarreia prolongada – com duração de mais de um mês –, sente dores, cólicas e perda de peso, a recomendação é procurar um médico imediatamente, de preferência um gastroenterologista”, alerta o presidente da Pancco. Ele ainda complementa que caberá ao especialista levantar o histórico detalhado do paciente e, a partir daí, realizar exames que excluam ou ajudem a confirmar o diagnóstico de doença inflamatória intestinal.

Tratamento e qualidade de vida

Flavio Steinwurz explica que, de maneira geral, o tratamento é dividido em duas etapas. Na primeira, o objetivo é tirar o paciente da crise, depois a intenção é manter o período de remissão. “Até 1999 não havia muitas opções de tratamento. De lá para cá, houve um grande avanço. Em abril deste ano, por exemplo, tivemos a aprovação do novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Retocolite Ulcerativa, que não era revisado há quase duas décadas. Trata-se de uma conquista muito importante. Vale lembrar que, em momentos de crise, as doenças inflamatórias intestinais podem, sim, impactar a vida dos pacientes. Entretanto, em situações controladas, a rotina social segue normalmente”, completa.

Tempos de pandemia

“Durante esse período de pandemia provocada pelo novo coronavírus, é de extrema importância que os pacientes não suspendam o uso de seus medicamentos sem a orientação de um especialista, pois isso pode comprometer o andamento e o sucesso do tratamento”, finaliza o gastroenterologista.

Referências

[1] ABCD. Especialista tira dúvidas sobre doenças inflamatórias intestinais. 2020. Disponível em https://abcd.org.br/blog/noticias/especialista-tira-duvidas-sobre-doencas-inflamatorias-intestinais/. Acesso em 18 de Maio de 2020.

[2] ABCD. Jornada do paciente com doença inflamatória intestinal. Estudo quantitativo e qualitativo sobre a vida do paciente com DII no Brasil. 2017. Disponível em https://abcd.org.br/wp-content/uploads/2017/12/JORNADA_DO_PACIENTE_PRINCIPAIS_RESULTADOS.pdf?utm_source=jornada&utm_medium=site&utm_campaign=resumido. Acesso em 18 de Maio de 2020.

[3] GEDIIB. International Journal of Inflammatory Bowel Disease. Volume 5 – Número 1. Diretriz sobre retocolite ulcerativa. 2019. Disponível em

https://gediib.org.br/wp-content/uploads/2019/10/L3_REVISTA-INTERNATIONAL-JOURNAL_VOL5-N1_PORTUGUES_16-08-2019-1.pdf. Acesso em 18 de Maio de 2020.

Material destinado ao público geral e imprensa. Em caso de dúvidas, ligue gratuitamente. SAC: 0800 771 0345. BR/EYV/2005/0030 – Maio de 2020.

 

Fonte: Saúde / Editora Abril

Coronavírus: Novavax começa a testar vacina em humano

Arte 3D baseada em imagens microscópicas do coronavírus. Reprodução / Getty Images

A empresa de biotecnologia Novavax anunciou na segunda-feira, 25, a primeira fase de testes em humanos para uma vacina experimental do novo coronavírus.

Esta primeira fase clínica será controlada por placebo e terá a participação de aproximadamente 130 participantes saudáveis com idades entre 18 e 59 anos em duas regiões na Austrália. A avaliação demandará duas aplicações.

“Administrar nossa vacina aos primeiros participantes desta fase clínica é um feito significante, nos leva um passo a frente à conquista de uma necessidade fundamental na luta contra a pandemia da Covid-19“, disse Stanley Erck, CEO da empresa. “Estamos planejando divulgar os resultados clínicos em julho, se a resposta for positiva, logo iniciaremos a fase 2 do desenvolvimento”, apontou.

Já a segunda etapa deve incluir diversos países, como os Estados Unidos, e avaliará o nível de imunização, segurança e redução de casos da Covid-19 em uma faixa mais ampla de idade, descreveu a empresa em comunicado.

Em testes pré-clínicos, a vacina da Novavax demonstrou alto nível de imunidade à doença e de anticorpos neutralizadores. Esses resultados, diz o laboratório, são evidências de que esta candidata a antídoto terá grande eficácia em humanos ajudando a controlar o avanço do novo coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou na sexta-feira, 22, que dez vacinas experimentais estão sendo testadas em humanos, incluindo a da Novavax.

Fonte: Veja

Fisioterapia Respiratória

 

 

 

 

 

 

Foto de capa: Ilustração: André Moscatelli/SAÚDE é Vital