Provado: mortes por doenças cardiovasculares no Brasil sobem na pandemia

Pesquisa revela que número de óbitos por infarto e AVC cresceu nas seis capitais avaliadas. Entenda o porquê desse fenômeno durante a crise do Covid-19

 

As mortes por doenças cardiovasculares aumentaram durante a pandemia. Ilustração: Henrique Campeã/SAÚDE é Vital

 

Um estudo brasileiro mostra que as mortes por doenças cardiovasculares aumentaram significativamente durante a pandemia de Covid-19 nas seis capitais avaliadas. São elas: Manaus (AM), Belém (PA), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Recife (PE) — escolhidas por terem sido especialmente afetadas pelo coronavírus nos primeiros meses da crise atual.

A pesquisa foi realizada pelas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Minas Gerais (UFMG), pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e pelo Hospital Alberto Urquiza Wanderley, na Paraíba. Os dados foram extraídos dos cartórios de registro civil, por meio da Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). Os cientistas basicamente compararam a quantidade de mortes por infarto, AVC e problemas cardiovasculares não especificados de 17 de março a 22 de maio deste ano com o mesmo período de 2019.

Manaus é a cidade que mais viu os óbitos por essas causas crescerem: 132% a mais do que no ano passado. Em seguida, vêm Belém (126%), Fortaleza (87,7%), Recife (71,7%), Rio de Janeiro (38,7%) e, por último, São Paulo (31,1%).

De acordo com o cardiologista Marcelo Queiroga, presidente da SBC, quando a pandemia começou, verificou-se uma redução nos atendimentos hospitalares de AVC e ataques cardíacos. “Mas nós queríamos saber se a quantidade desses problemas havia diminuído ou se as pessoas estavam morrendo dentro de casa”, explica o cardiologista.

Os dados do trabalho são interessantes nesse sentido. Em todas as capitais investigadas, o número de mortes por doenças cardiovasculares não especificadas aumentou consideravelmente. Segundo o texto do artigo, isso provavelmente tem a ver com a falta de um diagnóstico preciso, uma situação comum quando o óbito acontece fora do ambiente hospitalar.

“As pessoas pararam de procurar atendimento médico por medo de contrair o coronavírus no hospital ou no trajeto. Os pacientes não deixaram de morrer, só passaram a sofrer com os problemas cardiovasculares em casa”, raciocina Queiroga.

Belém e Manaus foram as únicas cidades nas quais até os registros que cravam qual problema cardiovascular matou o paciente também aumentou. Segundo os autores, o colapso no sistema de saúde desses locais foi tão grave que gerou uma subida nesse índice mesmo com muitas pessoas ficando dentro do lar.

“Foi o que mais chamou nossa atenção. Esse dado é um alerta importante para o fortalecimento do SUS”, aponta Queiroga.

Além da falta de socorro médico, o profissional acredita que a Covid-19 pode estar diretamente por trás de alguns infartos ou AVCs fatais. “O Sars-CoV-2 desencadeia problemas cardíacos, como miocardite, arritmia e síndrome coronariana aguda”, justifica.

Apesar dos números expressivos, o estudo tem limitações. Elas estão relacionadas principalmente à base de dados da Arpen. “As declarações de óbito, em geral, são mal preenchidas”, pondera Queiroga. Os cartórios das capitais foram escolhidos justamente para amenizar essas possíveis inconsistências.

Uma alternativa seria recorrer ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. De acordo com Queiroga, ele é mais confiável — só que demora mais para liberar informações.

Ainda assim, o presidente da SBC afirma que os resultados são uma boa referência e que essa parece ser uma tendência mundial, já que um cenário parecido foi observado em outros países.

No norte da Itália (um dos locais mais afetados pela pandemia), as internações por síndrome coronariana aguda caíram, ao mesmo tempo em que os casos de parada cardíaca fora dos hospitais aumentaram.

“Nossa pesquisa traz um dado a mais para ajudar gestores e autoridades sanitárias do Brasil no enfrentamento da Covid-19”, finaliza o cardiologista.

Fonte: Veja / Saúde

Pfizer relata 90% de eficácia da vacina de Covid-19, em anúncio inédito

É a primeira vez que empresas farmacêuticas apresentam dados de sucesso de uma vacina com base em estudo amplo

 

Foto: GettyImages / Davizro/Reprodução

 

A vacina experimental contra Covid-19 desenvolvida pela americana Pfizer se mostrou com 90% de eficácia, segundo dados preliminares divulgados hoje pela empresa em conjunto com a empresa BioNTech, da Alemanha.

É a primeira vez que empresas farmacêuticas apresentam dados de sucesso de uma vacina contra o novo coronavírus a partir de ensaio clínico em larga escala, já na fase 3, em que se mede a segurança e a e a eficácia de uma vacina.

A imunização contra o vírus foi atingida sete dias depois da aplicação de duas doses da vacina, ministradas com intervalo de 28 dias, entre uma e outra. Não se sabe ainda, porém, por quanto tempo, a vacina proporciona a proteção.

De acordo com, a empresa são 43.538 participantes nos testes da vacina, nos Estados Unidos, Brasil e mais 4 países. Desses, 38.955 já haviam recebido uma segunda dose da vacina até o dia 8 de novembro. Se a eficácia é de 90%, isso significa que entre as pessoas vacinadas, 9 a cada 10 não ficaram doentes.

A Pfizer analisou os dados depois de 94 participantes terem Covid-19, mas não informou quantas dessas 94 pessoas tinham tomado a vacina experimental e quais tomaram placebo, ou seja, uma substância inativa.

Os dados ainda não foram revisados por cientistas, nem divulgados em publicação médica. A Pfizer diz que isso será feito assim que forem apresentados todos os resultados do estudo.

Se a vacina for autorizada, a expectativa das duas empresas é fornecer 50 milhões de doses em todo mundo ainda neste ano e até 1,3 bilhão no ano que vem. As empresas esperam obter a autorização para aplicação emergencial da vacina nos Estados Unidos, ainda neste em novembro.

Nos últimos dias, outra notícia animadora foi a da descoberta de um spray nasal que bloqueia o contágio pelo novo coronavírus.

Fonte: Claudia

IBGE: obesidade mais do que dobra na população com mais de 20 anos

Resultados são da Pesquisa Nacional de Saúde 2019

© Divulgação/Sec. de Estado de Saúde – RJ

Entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade do país mais que dobrou, passando de 12,2% para 26,8%. No período, a obesidade feminina passou de 14,5% para 30,2% e se manteve acima da masculina, que subiu de 9,6% para 22,8%.

Já a proporção de pessoas com excesso de peso na população com 20 anos ou mais de idade subiu de 43,3% para 61,7% nos mesmos 17 anos. Entre os homens, foi de 43,3% para 60% e, entre as mulheres, de 43,2% para 63,3%.

Os dados constam do segundo volume da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, e foram divulgados hoje (21), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2019, uma em cada quatro pessoas de 18 anos ou mais de idade no Brasil estava obesa, o equivalente a 41 milhões de pessoas. Eram 29,5% das mulheres e 21,8% dos homens.

Já o excesso de peso atingia 60,3% da população de 18 anos ou mais de idade, o que corresponde a 96 milhões de pessoas, sendo 62,6% das mulheres e 57,5% dos homens.

O excesso de peso também ocorria em 19,4% dos adolescentes de 15 a 17 anos de idade, o que corresponde a um total estimado em 1,8 milhão de pessoas, sendo 22,9% de moças e 16% dos rapazes. A obesidade atingia 6,7% dos adolescentes: 8% no sexo feminino e 5,4 % no sexo masculino.

Para a responsável pela pesquisa, a analista Flávia Vinhaes, as causas para o excesso de peso e a obesidade são a baixa qualidade da alimentação do brasileiro e a escassez de atividades físicas. “Faltam políticas públicas estruturadas de combate à obesidade e ao excesso de peso, como o incentivo à ingestão de alimentos saudáveis e à prática esportiva”, indica.

É considerado como excesso de peso o índice de massa corporal (IMC) maior do que 25. A pessoa obesa tem IMC maior do que 30. O IMC é calculado pelo peso em quilograma dividido pelo quadrado da altura em metro.

Segundo o IBGE, a prevalência de déficit de peso em adultos com 18 ou mais anos de idade foi de 1,6%, (1,7% para homens e 1,5% para mulheres), ficando, portanto, bem abaixo do limite de 5% fixado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como indicativo de exposição da população adulta à desnutrição.

Atenção Primária à Saúde

Em 2019, pela primeira vez a Pesquisa Nacional de Saúde coletou informações sobre a Atenção Primária à Saúde (APS). O questionário foi aplicado aos moradores com 18 anos ou mais de idade que tiveram pelo menos dois atendimentos com o mesmo médico em unidades básicas de saúde ou unidades de saúde da família. A meta era avaliar o cuidado médico prestado nessas unidades.

No ano passado, 17,3 milhões de pessoas de 18 anos ou mais de idade utilizaram algum serviço da Atenção Primária à Saúde, nos seis meses anteriores à data da entrevista, em mais de um atendimento médico.

As respostas dos questionários receberam valores que foram usados para se calcular o escore geral da APS, que varia de 0 a 10. Segundo o IBGE, um escore igual ou superior a 6,6 aponta excelente qualidade de atenção primária à saúde. O escore geral da Atenção Primária à Saúde obtido na pesquisa no Brasil foi de 5,9.

Para o IBGE, um resultado abaixo de 6,6 significa baixa classificação e revela serviços com baixa presença de atributos da APS, como a facilidade para utilizar os serviços de saúde; a regularidade do serviço de saúde e a relação humanizada entre equipe de saúde e pacientes; a capacidade de garantir a continuidade da atenção ao paciente; a orientação familiar e comunitária.

“Como é a primeira vez que o IBGE faz esse tipo de avaliação, a gente ainda não tem uma forma de avaliar se houve evolução ou não nessa pontuação. A gente, agora, está trabalhando numa linha de base que é esse 5,9”, disse a responsável pela pesquisa.

Pontuação

Ao todo, 69,9% das pessoas de 18 anos ou mais de idade que utilizaram algum serviço da Atenção Primária à Saúde, nos últimos seis meses anteriores à data da entrevista, eram mulheres; 60,9% das pessoas eram pretas ou pardas; 65% tinham cônjuges; e 35,8%, 40 a 59 anos de idade.

Os homens pontuaram a APS com 5,9 e as mulheres, com 5,8. Entre os mais jovens (18 a 39 anos) o escore ficou em 5,6 e, entre os mais velhos (60 anos ou mais de idade), 6,1.

No país, 53,8% dos usuários de APS não tinham uma ocupação, sendo que 64,7% tinham renda domiciliar per capita inferior a um salário mínimo e 32,3%, e se inseriam na faixa de 1 a 3 salários mínimos. As pessoas não ocupadas pontuaram 5,9 e as ocupadas, 5,8.

Das pessoas de 18 anos ou mais de idade que se consultaram com o mesmo médico pelo menos duas vezes, em unidades básicas de saúde, nos seis meses anteriores à entrevista, 94,4% não tinham plano de saúde. Sua avaliação dos atributos da APS teve nota 5,9.

Os moradores cujos domicílios eram cadastrados na unidade de saúde atribuíram um escore geral de 6. Já os moradores de lares não cadastrados avaliaram a APS com escore geral de 5,5. Entre aqueles que receberam pelo menos uma visita de algum agente comunitário ou membro da equipe de saúde, o escore foi 6,1, e para os que nunca receberam qualquer visita destes profissionais, o escore foi de 5,7.

No Brasil, o motivo mais frequente da procura por atendimento médico foi doença ou outro problema de saúde ou continuação de tratamento (52,5%), vindo, a seguir, exames periódicos (40,2%).

Fonte: Agência Brasil

As novas perspectivas da ciência para o câncer de mama

As boas notícias são tanto para os tumores iniciais quanto os mais avançados

Saúde – Câncer de mama Sebastian Kaulitzki/Getty Images

O câncer de mama é um tumor extremamente frequente no Brasil e no mundo. Uma a cada 10 mulheres terá a doença durante a vida. Globalmente, são mais de 2,1 milhões de casos novos por ano, com grande  impacto na vida destas pacientes.

Por outro lado, é um dos tumores mais curáveis do corpo humano, quando diagnosticado precocemente, a partir de uma rotina de exames de rastreamento. No Brasil, o Ministério da Saúde indica que a mamografia deve ser feita a partir dos 50 anos; para a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica,este acompanhamento deve ter início aos 40 anos.

O câncer de mama, por ser tão comum, é uma das áreas em que as pesquisas são mais intensas e onde há grande investimento, com boas notícias para o prognóstico das pacientes. No Congresso anual da European Society for Medical Oncology, realizado virtualmente em setembro, foram apresentados trabalhos que mostram claramente uma elevação nas taxas de cura, uma queda na recorrência da doença e um prolongamento da vida de um modo muito mais importante, com qualidade.

Um destes estudos, envolvendo 5.637 mulheres com doença avançada localmente, mostrou benefícios de uma nova droga oral chamada abemaciclibe, que inibe a proteína ciclina (responsável pelo crescimento e crescimento e proliferação de células malignas). O medicamento, usado em conjunto com tratamento hormonal, reduziu o risco de recorrência da doença em 25%, comparado com o tratamento que utilizou somente a hormonioterapia.

Neste mesmo cenário, para tumores de mama triplo negativo – o mais agressivo de todos – uma pesquisa com 333 mulheres comparou a quimioterapia pré-operatória e a quimioterapia aliada a um novo imunoterápico, chamado atezolizumabe, que estimula as células de defesa do organismo a atacarem o tumor de forma mais veemente. Quando essas pacientes são encaminhadas para a cirurgia, depois de passar pelo tratamento com quimio e imunoterapia, sem mais células tumorais viáveis, têm as chances de cura muito mais altas. Então, este estudo comprova a eficácia e o incremento da imunoterapia ao tratamento padrão. Provavelmente estas drogas devem chegar em breve na prática clínica, ampliando o número de mulheres que têm chance de cura neste tipo de doença.

Para pacientes com a doença a avançada do tipo HER2 positivo, duas novas drogas (tucatinibe e trastuzumabe) mostraram resultados muito relevantes para casos em que outros tratamentos já haviam falhado.

As pesquisas clínicas têm apontado caminhos para conquistarmos um aumento nas taxas de cura em mulheres com a doença avançada localmente, para evitarmos uma recidiva e, na doença avançada, conseguirmos prolongar a vida com melhor qualidade e com uma extensão muito maior que num passado recente.

Estes avanços aumentam o desafio de informar e empoderar nossas pacientes, para que sejam mais críticas e conscientes sobre seu tratamento, não importa o tipo de câncer ou onde será tratada.

Assim, ao lado dos meus colegas oncologistas Antonio Carlos Buzaid e Débora Gagliato, com o auxílio de uma equipe de profissionais de Saúde de diversas áreas, lançamos neste Outubro Rosa a segunda edição do livro “Vencer o Câncer de Mama”, em que abordamos a doença em seus mais diversos aspectos: os fatores de risco e o diagnóstico, a prevenção, os tipos de tumores e os tratamentos existentes. Além da versão impressa, a publicação também estará disponível em formato online e pode ser acessada, gratuitamente, pelo link https://vencerocancer.org.br/

 

Fonte: Veja Saúde

 

Vacina que protege contra mais tipos de meningite estará disponível no SUS

A vacina ACWY, que evita quatro subtipos da meningite meningocócica, será oferecida gratuitamente aos adolescentes de 11 e 12 anos

Foto: Gjohnstonphoto/iStock

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) aprovou a inclusão de mais uma opção contra a meningite no Programa Nacional de Imunizações (PNI). É a vacina meningocócica ACWY, que será voltada especificamente para adolescentes de 11 a 12 anos no sistema público.

Anteriormente, o imunizante estava disponível apenas na rede privada. Em 2019, o Ministério da Saúde comprou algumas doses e passou a oferecê-las aos jovens a partir de março de 2020 em todo o Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como uma espécie de teste.

Agora ela foi incorporada de maneira permanente ao Calendário Nacional de Vacinação para a turma de 11 a 12 anos. Além deles, portadores de um problema de saúde genético e raro, a hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), têm acesso a essa vacina.

O pediatra Marco Aurélio Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que essa opção combate a meningite provocada por quatro tipos de meningococo: A, C W e Y. Daí seu nome, aliás.

“Hoje circulam 12 diferentes tipos dessa bactéria. Cinco são responsáveis por praticamente todos os casos da doença no mundo. Entre eles, quatro estão contemplados nesse imunizante”, complementa Sáfadi.

Como vai funcionar a vacinação contra a meningite meningocócica

Desde 2010, o Brasil oferece um imunizante contra a meningite meningocócica no PNI. Mas ele abrange apenas o sorotipo C, o mais comum no país, respondendo por 80% dos diagnósticos.

Essa vacina é aplicada aos 3 meses de vida e mais uma vez aos 5 meses. Depois vem outras duas doses de reforço: uma entre 12 e 15 meses de idade e outra aos 5 ou 6 anos.

“Isso propiciou uma redução substancial da enfermidade no nosso país, principalmente em um grupo etário com o maior número de infecções e complicações”, informa Sáfadi.

Desde 2017, a vacina contra o sorotipo C também é dada aos jovens de 11 e 12 anos. Segundo o membro da SBIm, isso ajuda a proteger os adolescentes, que também correm risco de complicações pela meningite.

Mas há um segundo motivo por trás dessa dose de reforço. “Os jovens são responsáveis por boa parte da transmissão dos meningococos na comunidade”, afirma o pediatra. Ao alcançar uma boa cobertura vacinal nessa faixa etária, será possível controlar a disseminação do problema.

A nova vacina disponibilizada no SUS muda justamente o protocolo de atendimento entre os adolescentes. Em vez de tomarem a dose de reforço que protege apenas contra o tipo C, agora eles recebem uma versão que os blinda frente aos sorotipos A, C, W e Y.

Apesar do meningococo C ser o mais comum no Brasil como um todo, cada local possui suas particularidades. “Em Santa Catarina, o W está por trás do maior número de diagnósticos desde 2017”, exemplifica Sáfadi. “Com essa inclusão, o Brasil se coloca no mesmo patamar dos melhores programas de imunização contra a meningite meningocócica do mundo”, comemora.

A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro (as meninges). Ela pode ser provocada por vírus, bactérias e fungos. A versão bacteriana é grave, imprevisível e leva um em cada cinco infectados no Brasil à morte. “Uma parcela significativa dos sobreviventes vive com sequelas visuais, auditivas e neurológicas”, avisa Sáfadi. Fora isso, eles podem sofrer com amputação de membros.

Os meningococos estão entre os grandes responsáveis pelas meningites bacterianas, mas não são os únicos. Os pneumococos e as bactérias Haemophilus influenzae (que também causam pneumonia) e o bacilo de Koch (por trás da tuberculose) também tem potencial para atacar nossas meninges. A boa notícia é que há vacinas contra esses micro-organismos na rede pública.

Fonte: Veja Saúde

Glaucoma segue uma doença invisível no país

Levantamento inédito revela o desconhecimento da população sobre esse problema oftalmológico

De cada dez brasileiros, quatro não sabem o que é o glaucoma. Esse é apenas um dos diagnósticos de uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência a pedido da Upjohn, divisão da farmacêutica Pfizer voltada a condições crônicas não transmissíveis.

No total, foram entrevistados pela internet 2 700 cidadãos residentes em sete regiões metropolitanas espalhadas por Nordeste, Sudeste e Sul.

A falta de informações a respeito da enfermidade, que é a segunda principal causa de cegueira no mundo (só fica atrás da catarata), chamou a atenção dos especialistas.

Ilustrações: Eduardo Pignata/SAÚDE é Vital

 

“Se as pessoas nem sequer ouviram falar da doença, elas não procuram o médico e, por consequência, correm risco de o quadro evoluir para estágios irreversíveis”, analisa o oftalmologista Augusto Paranhos Junior, presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

Fonte: Veja/Saúde

Coronavírus: 7 avanços científicos conquistados em meio à pandemia

GETTY/BBC

 

Há quanto tempo o novo coronavírus chegou para colocar nosso mundo de cabeça para baixo? O isolamento fez o ano passar mais rápido ou devagar? Quando chegará o “novo normal”?

A pandemia de coronavírus — que, aliás, foi declarada como tal pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há (apenas?) seis meses — está afetando de diversas formas nossa percepção do tempo.

E se tem um campo em que os limites do tempo parecem ter sido alterados de forma inédita foi o da ciência.

“Embora possa parecer uma eternidade, é um período (o da pandemia) muito curto para se obter avanços em pesquisas”, dizem os professores Begoña Sanz e Gorka Larrinaga, do Departamento de Fisiologia Humana da Universidade do País Basco, em conversa com a BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).

E, ainda assim, os avanços estão acontecendo.

“A verdade é que a área de pesquisas está recebendo um grande estímulo de outros campos”, levando a “muitas mudanças pioneiras e revolucionárias”, afirma Miguel Pita, doutor em genética e biologia celular.

As profundas crises sociais, econômicas e de saúde causadas pela pandemia mobilizaram investimentos de milhões de dólares e o trabalho incansável de milhares de cientistas de todo o mundo — e, com isso, pelo menos sete aspectos da ciência já mudaram, de acordo com cientistas entrevistados pela reportagem.

1. Colaboração entre equipes
“O coronavírus promoveu a colaboração entre muitas equipes. E essa é uma notícia muito boa”, diz Pita, professor na Universidade Autônoma de Madrid.

“Os pesquisadores tendem a ser muito colaborativos, mas a pandemia foi um estímulo adicional. E os resultados têm sido compartilhados rapidamente para todos os grupos”.

Begoña Sanz e Larrinaga concordam.

“Obviamente, a pressão exercida pela gravíssima situação sanitária e socioeconômica mundial fez aumentar a colaboração de muitas universidades, grupos e centros de pesquisa”, explicam.

2. Sequenciamento do vírus
Uma destas áreas com forte colaboração internacional é também uma das que registra “grandes avanços”, segundo Pita.

“De forma resumida, diria que, no campo da bioinformática, tem havido grandes inovações na análise de sequências do material genético de cada vírus que infecta as pessoas. Isso nos permite ver como ele evolui com o passar do tempo”, explica o pesquisador.

Desde que a China relatou a existência do novo coronavírus à Organização Mundial da Saúde (OMS), no final de dezembro de 2019, até os primeiros dias de setembro, pesquisadores de todo o mundo registraram 12 mil mutações em seu genoma, de acordo com a revista científica Nature.

E o número cresce a cada dia.

Nas palavras de Pita: “A comunidade científica está colocando suas melhores ferramentas a serviço desta investigação — aumentando muito a capacidade de cálculo e de revisão das alterações genéticas do coronavírus.”

3. Testes

Um dos grandes desafios no combate à covid-19 tem sido detectar pessoas infectadas a fim de isolá-las e, assim, conter a disseminação da doença.

Sobre isso, Pita destaca “o desenvolvimento de técnicas de diagnóstico muito poderosas e que usam ferramentas de edição de genes — um elemento muito importante da genética hoje”.

O pesquisador reconhece que testes de diagnóstico rápido são “menos sensíveis” que os testes moleculares (PCR), e portanto muitos acabam não sendo confiáveis para a tomada de decisões, mas têm a vantagem de oferecer resultados imediatos e ajudar epidemiologistas a traçar um cenário sobre o avanço (ou não) da doença em determinadas comunidades.

Pita cita também o desenvolvimento de técnicas de diagnóstico diferencial para distinguir o SARS-CoV-2 de outros vírus, “o que é de grande importância para o diagnóstico correto dos doentes e, portanto, para a escolha do tratamento”.

4. A corrida da vacina
O fato deste coronavírus e a doença que ele causa serem novos significa que ainda há muito desconhecimento sobre eles. Mas há algo que para os especialistas é evidente: a única maneira de chegar a uma imunidade coletiva é com uma vacina.

E o sucesso disto depende do cumprimento de alguns requisitos: é preciso encontrar uma candidata que se mostre eficaz, segura e passível de ser administrada à população de forma massiva, dizem Begoña Sanz e Larrinaga.

“Se, como diz a OMS, isso acontecesse em 2022 — embora nos pareça distante —, seria um grande sucesso, considerando o tempo que se levou para obter outras vacinas e aplicá-las em grande parte da população mundial.”

Na verdade, o prazo usual para o desenvolvimento de vacinas é de 15 a 20 anos; agora, pode ser que cheguemos a um recorde de um ou um ano e meio.

Isso foi destacado em um artigo publicado no mês passado no periódico JAMA e liderado por Paul Offit, um imunologista americano famoso por ter participado da criação de uma vacina contra o rotavírus.

O texto diz que o projeto de uma vacina contra o SARS-CoV-2 está caminhando em “velocidade vertiginosa”.

Mas a novidade não está apenas no tempo, mas também nas diferentes metodologias utilizadas para o seu projeto — “algumas delas com características nunca antes consideradas”, diz Pita.

“São vacinas que, tendo eficácia comprovada, representariam um processo de produção industrial muito mais rápido do que de vacinas com desenhos clássicos — algo muito útil em uma situação como a atual (de pandemia)”, afirma o pesquisador.

O artigo no JAMA explica duas novas metodologias que estão sendo utilizadas no desenvolvimento das vacinas.

Uma é o das vacinas de RNA mensageiro (mRNA), que “nunca foram usadas comercialmente para prevenir infecções”, afirma o artigo. É o caso dos projetos da Moderna e também da parceria entre Pfizer e BioNTech.

A outra metodologia é baseada na modificação genética de uma família do vírus da gripe comum, como vem sendo testado pela Johnson & Johnson e pela parceria entre Universidade de Oxford e AstraZeneca.

“Semelhante às vacinas de mRNA, não existem vacinas disponíveis comercialmente para prevenir doenças humanas usando esta estratégia (da alteração genética). Seu uso clínico foi limitado a uma vacina licenciada contra a raiva animal”, diz o estudo publicado no JAMA.

De acordo com Offit e sua equipe, vários fatores como “a natureza trágica de uma pandemia em curso criaram um terreno fértil para a inovação”.

“Embora o sucesso definitivo de uma candidata, ou candidatas, a vacina ainda seja desconhecido, as mudanças na área das imunizações que estas exigentes circunstâncias trouxeram provavelmente vieram para ficar”, dizem os pesquisadores.

5. Outros tratamentos
Além da corrida por uma vacina, pesquisadores também estão dedicados ao desenvolvimento de tratamentos para pacientes infectados com o novo coronavírus — seja com medicamentos existentes, completamente novos, apostando no vírus como alvo ou no fortalecimento do sistema imunológico.

Há também terapias em teste que focam em diferentes fases da doença, desde as mais leves às mais graves.

A OMS monitora mais de 1,7 mil estudos com terapias em potencial pelo mundo, dos quais 990 já estão recrutando pacientes para experimentos.

A organização também coordena um projeto internacional, o Solidarity, que foca em três tratamentos promissores (e já existentes para outras doenças): remdesivir; lopinavir/ritonavir apenas ou associado ao interferon beta. Já foram recrutados 5,5 mil pacientes para estudos clínicos em 21 países. Segundo a OMS, “embora ensaios clínicos randomizados normalmente levem anos para serem elaborados e conduzidos, o Solidarity reduzirá o tempo gasto em 80%”.

6. Práticas de higiene
“Outro grande avanço, não diretamente relacionado às pesquisas nos laboratórios mas que é fundamental para o futuro, é a introdução na cultura dos cidadãos de certos hábitos de higiene e prevenção que ajudarão a conter este e outros surtos causados por vírus”, afirmam Begoña Sanz e Larrinaga.

É o caso do uso de máscaras e de se evitar locais com aglomeração, principalmente fechados, quando há pessoas com sintomas gripais.

Na verdade, estudos em diferentes países já mostram que as medidas tomadas contra a covid-19 tornaram a temporada de outras doenças respiratórias virais menos extensa e mortal.

Por exemplo, uma pesquisa publicada no mês passado no periódico British Medical Journal (BMJ) analisou dados sobre resfriados, gripes e bronquite de 500 clínicas na Inglaterra e descobriu que, em média, nove vezes menos casos foram registrados na comparação com os cinco anos anteriores.

7. A importância da ciência

Para Mercedes Jiménez Sarmiento, bioquímica do Centro de Pesquisas Biológicas Margarita Salas, na Espanha, “uma mudança profunda e resultado da pandemia é que a sociedade entendeu que a solução passa pela ciência”, disse ela à BBC News Mundo.

Os cidadãos, explica, “quiseram saber sobre saúde e ciência, e fizeram-no diretamente com os especialistas. Estes, por sua vez, têm se esforçado para se comunicar melhor, estimulados pela busca por informação de qualidade por parte dos jornalistas e sociedade”.

Jiménez Sarmiento enfatiza que “comunicar ciência não é fácil”: “São conteúdos complexos com uma linguagem segmentada. Os avanços também são lentos e com base em evidências muitas vezes não óbvias, que se modificam quando surgem novas evidências. E isso é difícil de aceitar”.

Por isso, ela acredita que “tem havido um grande avanço mútuo da ciência e da sociedade, porque agora estão mais próximas do que nunca e devem se apoiar”.

 

Fonte: BBC News

É possível e preciso prevenir o suicídio

Prevenção do suicídio é alvo da campanha de conscientização do Setembro Amarelo. Foto: Bozena Fulawka/Getty Images

 

Tema ainda rodeado de tabus e preconceitos, o suicídio é considerado um desafio de saúde pública. Um dos principais equívocos que persistem por aí é a noção de que ele é uma reação abrupta ou disparada do nada. Na maioria das vezes, o suicídio é o desfecho de um sofrimento prolongado e alimentado por transtornos mentais como a depressão.

Falamos de um problema com múltiplas causas cuja solução depende de uma abordagem multissistêmica, desempenhada por diversos setores da sociedade. O Setembro Amarelo é o mês de conscientização sobre o assunto, mas a prevenção deve ocorrer o ano inteiro. E é para ajudar nessa empreitada que surgem movimentos focados em saúde mental como o Falar Inspira Vida, do qual VEJA SAÚDE é signatária. Precisamos falar sobre suicídio — e do jeito certo!

Números que doem na alma

97% dos casos de suicídio são ligados a transtornos psiquiátricos. Em primeiro lugar aparece a depressão.

11 mil suicídios são registrados por ano no Brasil — no mundo, o número passa de 1 milhão.

Um aumento de 10% no número de suicídios foi detectado no país de 2000 a 2012 — entre os jovens, o crescimento passa de 30%.

Pelo menos 5% da população brasileira convive com a depressão hoje. Isso representa mais de 10 milhões de cidadãos.

O que precisa mudar?

Especialistas expõem seu ponto de vista sobre os desafios que cercam o suicídio.

Carlos Correia, porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV):

“A prevenção do suicídio é de responsabilidade de toda a sociedade. Quando a importância de estar bem com as próprias emoções passa a ser reconhecida, as pessoas aprendem a identificar se o que sentem não é um estado de ânimo passageiro e ficam mais abertas a procurar ajuda. Ainda é comum ter vergonha, culpa e se sentir julgado por não estar bem. À medida que falamos a respeito, percebemos que isso não é tão incomum e que podemos necessitar de apoio. Foi assim com o câncer de mama: antes nem sequer falávamos o nome da doença. Em termos prático, podemos sensibilizar as pessoas para a escuta empática, que deixa o outro desabafar sem cortes, críticas ou conselhos. Ouvir de forma atenta e empática é algo que muitos podem fazer. Além disso, precisamos trabalhar a educação emocional desde cedo e ampliar a oferta de serviços gratuitos de atendimento.”

Leia mais em: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/e-possivel-e-preciso-prevenir-o-suicidio/

Fonte: VEJA SAÚDE

Coronavac: primeiros dados sobre eficácia da vacina devem sair em outubro

Segundo diretor do Instituto Butantan, a pesquisa com essa vacina criada na China para o coronavírus está avançando sem intercorrências até o momento

As pesquisas com as vacinas contra o coronavírus estão avançando rapidamente. Ilustração: Erika Onodera/SAÚDE é Vital

 

O ensaio clínico de fase 3 com a vacina Coronavac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac Biotech, está evoluindo rapidamente no Brasil, sem qualquer intercorrência registrada até o momento. A afirmação é de Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, em coletiva de imprensa realizada no dia 9 de setembro. A expectativa é que, até o fim de setembro, todos os 8 870 voluntários já tenham recebido as duas doses desse imunizante contra o coronavírus. A análise da eficácia teria início em meados de outubro.

“Havendo comprovação da eficácia, a vacina poderá ser registrada pela Anvisa e, em seguida, disponibilizada ao Ministério da Saúde. Em dezembro, o Butantan terá 46 milhões de doses disponíveis para o Ministério da Saúde dar início ao programa de imunização. Entendo que esta é uma perspectiva realista”, disse Covas.

Até o momento, mais de 4 mil voluntários brasileiros receberam a primeira dose da vacina contra o Sars-CoV-2. Uma parte também já tomou a segunda aplicação. “Na etapa atual, além da inclusão dos voluntários, fazemos o seguimento de segurança e o monitoramento dos casos de Covid-19 entre os participantes. Caso algum deles apresente qualquer sintoma respiratório, é feito o teste de RT-PCR [capaz de detectar o material genético do vírus em amostra biológica] para confirmar se contraiu ou não a doença. Mas ainda não temos resultados preliminares sobre a eficácia”, afirmou à Agência Fapesp o médico Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e coordenador do estudo clínico no Brasil.

Como explicou Kallás, a eficácia da vacina será medida por sua capacidade de prevenir casos de Covid-19 entre a população vacinada. Segundo o pesquisador, o ensaio clínico de fase 3 não tem como objetivo primário avaliar quanto a formulação é capaz de induzir a produção de anticorpos, mas sim quanto ela de fato é capaz de prevenir casos da doença.

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Fonte: Veja / Saúde

Excesso de álcool aumenta os riscos de câncer e compromete tratamentos

O consumo de bebidas alcoólicas parece ter aumentado durante a quarentena, mas é importante se atentar aos seus malefícios e sua associação com tumores

Foto: Alex Silva/A2 Estúdio

 

Durante a quarentena, a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) observou um aumento de 40% nas vendas de bebidas alcoólicas. Os motivos podem ser inúmeros: estresse, ansiedade, preocupação, ou mesmo distração, principalmente através de encontros virtuais.

O consumo precisa ser responsável, já que o abuso traz muitos malefícios para o corpo. Além de depressora, essa droga está relacionada ao desenvolvimento de diversas doenças, inclusive o câncer. Tumores de boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, fígado e intestino são mais comuns entre usuários de álcool.

A verdade é que mesmo baixas doses são tóxicas para o organismo — embora o exagero seja muito mais prejudicial. Não existe quantidade segura para o corpo. O álcool e os subprodutos de seu metabolismo, como o acetaldeído, podem ser classificados como carcinogênicos.

Um ponto importante é que os tumores relacionados ao consumo de álcool também são fomentados pelo cigarro. A combinação desses dois fatores potencializa o risco de câncer. Para reduzi-lo, é imprescindível controlar o consumo.

Para pacientes oncológicos em tratamento, as bebidas alcoólicas são desaconselhadas, porque podem provocar diversos sintomas, como a alteração do hábito intestinal, náuseas, vômitos e diarreia. Isso, junto com os efeitos da doença e das terapias, compromete o bem-estar e a própria continuidade do tratamento.

Aliás, o álcool também pode interferir na absorção de medicamentos oncológicos que tenham sido utilizados via oral. Ele chega até a afetar a metabolização de tratamentos injetáveis. Ou seja, pode diminuir a eficácia ou exacerbar reações adversas da quimioterapia.

As estratégias mais eficientes para evitar o câncer ainda são reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, não fumar, praticar atividades físicas, proteger-se do sol e manter a rotina de exames preventivos (como Papanicolau, mamografia e colonoscopia). A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) disponibiliza em seu site materiais educativos de prevenção, que estão ao alcance de todos.

*Por Dra. Angélica Nogueira, diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) e Coordenadora do Comitê de Tumores Ginecológicos.

 

Fonte: Veja / SAÚDE é Vital