Vacina que protege contra mais tipos de meningite estará disponível no SUS

A vacina ACWY, que evita quatro subtipos da meningite meningocócica, será oferecida gratuitamente aos adolescentes de 11 e 12 anos

Foto: Gjohnstonphoto/iStock

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) aprovou a inclusão de mais uma opção contra a meningite no Programa Nacional de Imunizações (PNI). É a vacina meningocócica ACWY, que será voltada especificamente para adolescentes de 11 a 12 anos no sistema público.

Anteriormente, o imunizante estava disponível apenas na rede privada. Em 2019, o Ministério da Saúde comprou algumas doses e passou a oferecê-las aos jovens a partir de março de 2020 em todo o Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como uma espécie de teste.

Agora ela foi incorporada de maneira permanente ao Calendário Nacional de Vacinação para a turma de 11 a 12 anos. Além deles, portadores de um problema de saúde genético e raro, a hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), têm acesso a essa vacina.

O pediatra Marco Aurélio Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que essa opção combate a meningite provocada por quatro tipos de meningococo: A, C W e Y. Daí seu nome, aliás.

“Hoje circulam 12 diferentes tipos dessa bactéria. Cinco são responsáveis por praticamente todos os casos da doença no mundo. Entre eles, quatro estão contemplados nesse imunizante”, complementa Sáfadi.

Como vai funcionar a vacinação contra a meningite meningocócica

Desde 2010, o Brasil oferece um imunizante contra a meningite meningocócica no PNI. Mas ele abrange apenas o sorotipo C, o mais comum no país, respondendo por 80% dos diagnósticos.

Essa vacina é aplicada aos 3 meses de vida e mais uma vez aos 5 meses. Depois vem outras duas doses de reforço: uma entre 12 e 15 meses de idade e outra aos 5 ou 6 anos.

“Isso propiciou uma redução substancial da enfermidade no nosso país, principalmente em um grupo etário com o maior número de infecções e complicações”, informa Sáfadi.

Desde 2017, a vacina contra o sorotipo C também é dada aos jovens de 11 e 12 anos. Segundo o membro da SBIm, isso ajuda a proteger os adolescentes, que também correm risco de complicações pela meningite.

Mas há um segundo motivo por trás dessa dose de reforço. “Os jovens são responsáveis por boa parte da transmissão dos meningococos na comunidade”, afirma o pediatra. Ao alcançar uma boa cobertura vacinal nessa faixa etária, será possível controlar a disseminação do problema.

A nova vacina disponibilizada no SUS muda justamente o protocolo de atendimento entre os adolescentes. Em vez de tomarem a dose de reforço que protege apenas contra o tipo C, agora eles recebem uma versão que os blinda frente aos sorotipos A, C, W e Y.

Apesar do meningococo C ser o mais comum no Brasil como um todo, cada local possui suas particularidades. “Em Santa Catarina, o W está por trás do maior número de diagnósticos desde 2017”, exemplifica Sáfadi. “Com essa inclusão, o Brasil se coloca no mesmo patamar dos melhores programas de imunização contra a meningite meningocócica do mundo”, comemora.

A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro (as meninges). Ela pode ser provocada por vírus, bactérias e fungos. A versão bacteriana é grave, imprevisível e leva um em cada cinco infectados no Brasil à morte. “Uma parcela significativa dos sobreviventes vive com sequelas visuais, auditivas e neurológicas”, avisa Sáfadi. Fora isso, eles podem sofrer com amputação de membros.

Os meningococos estão entre os grandes responsáveis pelas meningites bacterianas, mas não são os únicos. Os pneumococos e as bactérias Haemophilus influenzae (que também causam pneumonia) e o bacilo de Koch (por trás da tuberculose) também tem potencial para atacar nossas meninges. A boa notícia é que há vacinas contra esses micro-organismos na rede pública.

Fonte: Veja Saúde

É possível e preciso prevenir o suicídio

Prevenção do suicídio é alvo da campanha de conscientização do Setembro Amarelo. Foto: Bozena Fulawka/Getty Images

 

Tema ainda rodeado de tabus e preconceitos, o suicídio é considerado um desafio de saúde pública. Um dos principais equívocos que persistem por aí é a noção de que ele é uma reação abrupta ou disparada do nada. Na maioria das vezes, o suicídio é o desfecho de um sofrimento prolongado e alimentado por transtornos mentais como a depressão.

Falamos de um problema com múltiplas causas cuja solução depende de uma abordagem multissistêmica, desempenhada por diversos setores da sociedade. O Setembro Amarelo é o mês de conscientização sobre o assunto, mas a prevenção deve ocorrer o ano inteiro. E é para ajudar nessa empreitada que surgem movimentos focados em saúde mental como o Falar Inspira Vida, do qual VEJA SAÚDE é signatária. Precisamos falar sobre suicídio — e do jeito certo!

Números que doem na alma

97% dos casos de suicídio são ligados a transtornos psiquiátricos. Em primeiro lugar aparece a depressão.

11 mil suicídios são registrados por ano no Brasil — no mundo, o número passa de 1 milhão.

Um aumento de 10% no número de suicídios foi detectado no país de 2000 a 2012 — entre os jovens, o crescimento passa de 30%.

Pelo menos 5% da população brasileira convive com a depressão hoje. Isso representa mais de 10 milhões de cidadãos.

O que precisa mudar?

Especialistas expõem seu ponto de vista sobre os desafios que cercam o suicídio.

Carlos Correia, porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV):

“A prevenção do suicídio é de responsabilidade de toda a sociedade. Quando a importância de estar bem com as próprias emoções passa a ser reconhecida, as pessoas aprendem a identificar se o que sentem não é um estado de ânimo passageiro e ficam mais abertas a procurar ajuda. Ainda é comum ter vergonha, culpa e se sentir julgado por não estar bem. À medida que falamos a respeito, percebemos que isso não é tão incomum e que podemos necessitar de apoio. Foi assim com o câncer de mama: antes nem sequer falávamos o nome da doença. Em termos prático, podemos sensibilizar as pessoas para a escuta empática, que deixa o outro desabafar sem cortes, críticas ou conselhos. Ouvir de forma atenta e empática é algo que muitos podem fazer. Além disso, precisamos trabalhar a educação emocional desde cedo e ampliar a oferta de serviços gratuitos de atendimento.”

Leia mais em: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/e-possivel-e-preciso-prevenir-o-suicidio/

Fonte: VEJA SAÚDE

Além da falta de ar: sequelas que o coronavírus pode deixar após a cura

Pulmão, rins e outros órgãos podem ficar prejudicados por semanas ou meses depois que a pessoa se recuperou da fase aguda da Covid-19. Veja os sintomas

O pulmão é um dos órgãos que pode sofrer com os estragos do coronavírus mesmo depois que ele foi embora. Ilustração: Jonatan Sarmento/SAÚDE é Vital

 

Nem sempre receber a notícia de que a Covid-19 foi curada significa que a pessoa se recuperou plenamente de todas as complicações do coronavírus. Para uma parcela de acometidos, em especial os casos mais graves, que exigem internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), há risco de sequelas no cérebro, nos rins, nos pulmões e no coração.

“Podemos dizer que saímos da urgência para um quadro com características crônicas, que pede cuidados prolongados de uma equipe multidisciplinar”, aponta Gustavo Prado, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Prado é autor de uma nota técnica do Ministério da Saúde que trata justamente dos cuidados após a fase aguda da doença.

O pulmão, alvo favorito do Sars-CoV-2, tende a demorar mais para se recuperar. Depois que o vírus vai embora, a inflamação pode persistir por semanas, comprometendo o funcionamento do órgão.

Em casos específicos, a batalha travada no local deixa suas cicatrizes, chamadas de fibroses, que normalmente são irreversíveis (pelo menos para outras infecções respiratórias). Isso ocorre porque o coronavírus deflagra uma inflamação intensa nos alvéolos, estruturas que realizam as trocas gasosas, e no interstício, uma espécie de rede localizada entre o alvéolo e pequenos vasos sanguíneos (os capilares).

“Apesar de ser pouco mencionado, o interstício, quando fica comprometido, está ligado a sequelas como insuficiência respiratória”, aponta Prado.

Esse déficit ocorre em diversos graus. Os sintomas podem ser um cansaço leve, uma redução da resistência na prática de atividades físicas ou alterações em exames.

Já quando pulmão fica mais prejudicado, o tratamento exige fisioterapia. “É possível que 10 a 20% dos entubados evoluam com necessidade permanente de oxigênio”, explica Ludhmilla Hajjar, cardiologista e professora da Universidade de São Paulo (USP).

Sequelas são mais frequentes nos casos graves de Covid-19
Antes de listarmos as outras marcas que podem ser deixadas pela doença, vale destacar alguns pontos. Primeiro: as sequelas mais prolongadas são observadas em pessoas com versões severas da doença, que desenvolvem a tal tempestade inflamatória. Trata-se de uma enxurrada de substâncias que deveriam ajudar na defesa contra o vírus, mas que, em excesso, acabam danificando o organismo.

Segunda observação: ainda não sabemos se os abalos na saúde são permanentes. Afinal, convivemos há poucos meses com a infecção, tempo que muitas vezes não é suficiente para a recuperação completa de uma vítima grave de outras infecções.

Aliás, essa é outra questão: boa parte das consequências do novo coronavírus, inclusive as pulmonares, são semelhantes às deixadas por outras mazelas respiratórias agressivas, que exigem entubação e longos períodos na UTI. Não estamos falando, portanto, só de particularidades dessa pandemia.

É o caso da fraqueza muscular, outra consequência encontrada em pacientes graves de Covid-19. Ora, o tempo acamado resulta em perda de massa magra e dificuldades para realizar movimentos simples, como andar e mesmo comer.

Outra sequela já conhecida de infecções que geram longas internações são os danos neurológicos. Entram na lista déficits de concentração, alterações de apetite, humor e outros. “Nos estudos já publicados sobre o assunto, até um terço dos pacientes mais graves demonstra algum grau de comprometimento mesmo depois de um mês em casa”, aponta Gisele Sampaio, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia. “Não sabemos se isso irá se resolver no caso da Covid-19, mas outras doenças que atrapalham a oxigenação do cérebro podem deixar danos cerebrais permanentes”, completa.

Pesquisas anteriores à crise atual mostram, por exemplo, que até 20% dos indivíduos afetados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma das complicações que a Covid-19, a gripe e outras infecções podem provocar, apresentam déficits cognitivos até cinco anos depois da alta. Entre eles, além de dificuldade de raciocínio e memória prejudicada, surgem sintomas de ansiedade, depressão, estresse pós-traumático etc.

Agora, uma chateação que parece ser exclusiva do novo coronavírus é a perda prolongada do olfato. “Mas, na maioria dos casos, o sentido volta semanas depois da resolução do quadro”, diz Prado.

Ameaça do coronavírus ao coração e aos rins
Seja pela inflamação exacerbada ou por um ataque direto do vírus, o peito também pode sofrer no longo prazo. Ainda é cedo para falar de incidência, porém há relatos de insuficiência cardíaca pós-internação por Covid-19. Esse risco aumenta quando há algum transtorno cardiovascular pré-existente.

Quanto aos rins, até 40% das pessoas que vão para a UTI sofrem com insuficiência renal e precisam de hemodiálise durante a internação (máquina que realiza o trabalho de filtragem do sangue). Geralmente, são pelo menos três meses para a recuperação completa.

Quando a Covid-19 vira doença crônica
Dada a complexidade do quadro, os médicos temem que o avanço da pandemia gere uma segunda sobrecarga à saúde pública brasileira: a de cuidados com os recuperados. “Muitos precisarão de reabilitação em longo prazo, com acompanhamento de médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros e outros”, lista Prado.

São atendimentos relativamente simples — no sentido de que não exigem grande infraestrutura física. Ainda assim, podem sobrecarregar as redes públicas e privadas.

 

Fonte: Saúde / Editora Abril

Coronavírus: Novavax começa a testar vacina em humano

Arte 3D baseada em imagens microscópicas do coronavírus. Reprodução / Getty Images

A empresa de biotecnologia Novavax anunciou na segunda-feira, 25, a primeira fase de testes em humanos para uma vacina experimental do novo coronavírus.

Esta primeira fase clínica será controlada por placebo e terá a participação de aproximadamente 130 participantes saudáveis com idades entre 18 e 59 anos em duas regiões na Austrália. A avaliação demandará duas aplicações.

“Administrar nossa vacina aos primeiros participantes desta fase clínica é um feito significante, nos leva um passo a frente à conquista de uma necessidade fundamental na luta contra a pandemia da Covid-19“, disse Stanley Erck, CEO da empresa. “Estamos planejando divulgar os resultados clínicos em julho, se a resposta for positiva, logo iniciaremos a fase 2 do desenvolvimento”, apontou.

Já a segunda etapa deve incluir diversos países, como os Estados Unidos, e avaliará o nível de imunização, segurança e redução de casos da Covid-19 em uma faixa mais ampla de idade, descreveu a empresa em comunicado.

Em testes pré-clínicos, a vacina da Novavax demonstrou alto nível de imunidade à doença e de anticorpos neutralizadores. Esses resultados, diz o laboratório, são evidências de que esta candidata a antídoto terá grande eficácia em humanos ajudando a controlar o avanço do novo coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou na sexta-feira, 22, que dez vacinas experimentais estão sendo testadas em humanos, incluindo a da Novavax.

Fonte: Veja

Covid-19: vacina pode estar pronta em setembro, afirmam pesquisadores

Saúde – Vacina BSIP/Getty Images

 

A possibilidade de haver uma vacina para combater o surto do novo coronavírus pode acontecer ainda neste ano, no mês de setembro. É o que acredita um grupo de cientistas e farmacêuticos que está desenvolvendo pesquisas na área. Os testes em humanos começaram na semana passada.

Pesquisadores da Universidade de Nova York trabalham em parceria com a empresa farmacêutica americana Pfizer e com a de biotecnologia alemã BioNTech para desenvolver a vacina. Eles afirmam que, se tudo der certo, o tratamento poderá estar pronto para ser utilizado em quatro meses.

Em entrevista para o canal americano NBC, o CEO da Pfizer Albert Bourla contou que eles estão desenvolvendo quatro variações da vacina e os testes clínicos que começaram a ser feitos nos Estados Unidos devem usar ao menos 360 pacientes – os primeiros resultados saem entre os meses de junho e julho.

Fonte: Veja

Para prevenir o coronavírus, troque as lentes de contato pelos óculos

Especialistas recomendam abdicar das lentes de lado durante a pandemia da Covid-19, porque usuários tendem a passar mais as mãos nos olhos

 

Academia Americana de Oftalmologia recomenda que usuários de lentes de contato deem preferência para os óculos durante pandemia do novo coronavírus. (Foto: Andrey Cherlat/iStock)

Uma das formas de prevenir o novo coronavírus (Sars-Cov-2) é não levar as mãos ao rosto. Acontece que quem utiliza lentes de contato costuma manipular os olhos mais vezes. Por isso, a Academia Americana de Oftalmologia emitiu um comunicado orientando essa turma a optar pelos óculos durante a pandemia.

A oftalmologista Alessia Braz, da ZEISS, faz um adendo: no isolamento social, algumas pessoas tendem a encarar o celular, a televisão e mesmo o computador com mais frequência — o que promove coceira, vermelhidão e irritação nos globos oculares.

“Esses sintomas, por sua vez, dão vontade de pôr os dedos nos olhos e são mais evidentes nos usuários de lentes de contato”, raciocina a especialista.

Além de diminuir a vontade de cutucar os órgãos da visão, os óculos funcionam como uma barreira física, protegendo-os de gotículas emitidas por pessoas infectadas ao conversarem ou tossirem, por exemplo.

“No entanto, essa não é a função prioritária dos óculos. Eles não oferecem 100% de segurança, já que a saliva consegue passar pelos espaços laterais, por cima e por baixo. Ou mesmo entrar pela boca ou pelo nariz”, alerta Alessia. Ou seja, nada de achar que está imune ao coronavírus só porque usa esse equipamento.

Agora, se você precisa colocar a lente de contato por alguma razão, não deixe de lavar as mãos frequentemente com água e sabão (ou usar o álcool em gel), principalmente antes e depois de colocá-la ou retirá-la.

“Dê preferência às lentes de descarte diário, evitando assim a manipulação excessiva”, sugere a oftalmologista.

Como higienizar os óculos corretamente

Não adianta fazer a troca sugerida pela Academia Americana de Oftalmologia e pecar na limpeza. Afinal, o Sars-Cov-2 também pode se alojar temporariamente nas lentes e em outras peças dos óculos. “A higienização deve ser realizada diversas vezes ao dia”, orienta a Alessia.

A expert informa que o ideal é adquirir lenços umedecidos próprios para limpar o objeto. Mas vale usar a boa e velha dupla formada por água e sabão (ou detergente neutro).

“Tente não pôr ou tirar sem necessidade os óculos ou colocá-los sobre mesas e outras superfícies que podem estar contaminadas”, orienta a profissional. Ah, e nada de ceder à mania de pôr as hastes na boca.

Um último recado: não limpe o objeto com o álcool em gel. “O produto é capaz de danificá-lo, além de comprometer a saúde ocular e causar queimaduras”, finaliza Alessia.

Fonte: Saúde

Como diferenciar o novo coronavírus de asma e alergias respiratórias

Os sintomas de asma e rinite são similares aos da Covid-19. (Ilustração: André Moscatelli/SAÚDE é Vital)

 

O outono, que dá início à temporada de alergias respiratórias, chegou. Devido ao clima seco, que favorece a concentração de partículas alérgenas, e à mudança climática, as crises costumam aparecer. Acontece que os sintomas de vários problemas respiratórios do tipo se confundem com os da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). Você sabe diferenciá-los?

A alergista Fátima Rodrigues Fernandes, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), conta que as principais alergias que se manifestam nessa época são a rinite — caracterizada por coriza, espirro e entupimento nasal — e a asma, marcada por falta de ar, chiado no peito e tosse seca.

“Mas podem acontecer outras reações, como faringite, sinusite, laringite… Todas com sinais semelhantes”, complementa a especialista.

Pois bem: falta de ar e tosse seca também sinalizam a presença do novo coronavírus no organismo. “No entanto, nos quadros alérgicos, em geral não há febre, que é um dos principais indícios da Covid-19”, distingue Fátima.

Se a incerteza permanecer, antes de sair correndo para o hospital, entre em contato com o especialista que te acompanha. Até porque os casos leves de infecção por Sars-Cov-2 são tratados em casa, assim como os de uma alergia respiratória. “O médico tem mais condições de entender a origem dos sintomas e orientar se é o melhor momento de ir ao pronto-socorro”, ensina a expert.

Para evitar a dúvida, além de aderir às medidas de prevenção contra a infecção, é crucial continuar o tratamento de rotina das alergias. Ou seja: nada de suspender medicamentos e a bombinha sem uma conversa com o doutor.

E se eu nunca tive uma reação alérgica?
Normalmente, quem convive com asma e afins sabe reconhecer quando está em crise. Se esse não for o seu caso, verifique se algum elemento despertou os espirros, a coceira no nariz, a falta de ar…

“A reação alérgica ocorre devido à exposição a algum alérgeno ou por causa da mudança climática”, explica Fátima. Esses gatilhos incluem desde uma roupa que estava guardada no armário empoeirado ou com mofo até pelos de animais.

Sendo a sua primeira crise ou não, os profissionais orientam a manter a casa limpa e arejada, hidratar-se e lavar o nariz como forma de evitar as reações. Mas claro: se os sintomas persistirem ou piorarem, procure um médico.

Um recado sobre o coronavírus para quem tem problemas de pele
Apesar de seus sinais não se parecerem com os da Covid-19, as dermatites trazem um desafio adicional durante a pandemia atual.

Esse tipo de alergia é caracterizado por ressecamento, coceira e lesões na pele. Ocorre que lavar as mãos com água e sabão, a principal forma de se prevenir do novo coronavírus, pode piorar seus sintomas.

“E, quando a doença não está controlada, surgem rachaduras, o que aumentaria a exposição ao vírus. Além disso, as crianças afetadas acabam levando mais as mãos ao rosto para se coçarem”, acrescenta Fátima.

A recomendação para que essa turma não deixe se proteger contra a infecção é hidratar bem a cútis e, claro, não abandonar o tratamento para a dermatite.

 

Fonte: Saúde

Como manter a vacinação das crianças em dia mesmo com o coronavírus

No dia 23 de março, com o início da primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, focada em idosos e trabalhadores da área da saúde, o Ministério da Saúde pediu para que pais adiassem a vacinação de rotina dos bebês e crianças.

O motivo disso é evitar que os menores circulem pelos postos de vacinações e UBSs, enquanto os idosos – principal grupo de risco do Covid-19 – esteja sendo vacinados contra a gripe. Apesar das crianças estarem menos suscetíveis ao coronavírus, elas podem contraí-lo, apresentando sintomas leves e podendo ser agentes transmissores.

Corroborando com as diretrizes do Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) ressalta, no entanto, a importância de manter a caderneta de vacinação infantil em dia. Isto porque, se não receberem a dose de algumas vacinas, outras doenças que marcam presença no Brasil podem ficar sem controle.

“Ao mesmo tempo em que o isolamento e a limitação na circulação de pessoas reduz a transmissão, não só do SARSCoV-2, mas de outros patógenos, o não comparecimento de crianças às unidades de saúde para atualização do calendário vacinal, pode impactar nas coberturas vacinais e colocar em risco a saúde de todos, especialmente frente à situação epidemiológica do sarampo, febre amarela e coqueluche que vivenciamos atualmente”, informa a nota das instituições.

Busque alternativas!

Por isso, as entidades sugerem algumas atitudes que podem ser tomadas para que as crianças continuem recebendo as doses necessárias para serem imunizadas de doenças em que são, de fato, o grupo de risco.

  1. Evite os horários de pico: A primeira estratégica apontada pelas instituições é que os pais devem levar os filhos aos postos de saúde pública mais próximos de onde moram, em horários que não coincidem com os dos idosos. Para isso, é importante que os postos criem intervalos diferentes para receberem os mais velhos e os pequenos, respeitando a realidade de cada local.
  2. Tente postos de vacinação alternativos: A SBP e SBIm também lembram da importância de escolas, clubes e igrejas tornarem-se palco para que a vacinação rotineira das crianças possa ser aplicada nesses lugares, já que não devem estar sendo frequentados em decorrência do coronavírus.
  3. Otimize a vacinação: Isso significa aplicar o maior número de vacinas possível em uma única ida ao posto, desde que se tenha o cuidado de respeitar o intervalo mínimo e necessário entre as doses. E claro, se informar com o profissional de saúde e o pediatra sobre quais vacinas podem ser aplicadas no mesmo dia sem que haja conflitos entre os componentes e as reações.
  4. Se puder, recorra à clínicas privadas de imunização e vacinação domiciliar: Esta é uma opção para quem pode disponibilizar de uma verba para vacinar em clínicas particulares. O documento, no entanto, ressalta que estes estabelecimentos também devem “organizar seus serviços a fim de manter o distanciamento social exigido nesse momento”. Alguns planos de saúde ainda possuem o serviço de vacinação domiciliar, que pode ser uma boa pedida pra este momento.

Por fim, vale ter em mente que se a criança apresentar algum sintoma de infecção respiratória ou febre, ou ainda suspeita de coronavírus, a orientação é que ela não vá até um centro de vacinação. “Casos suspeitos ou confirmados de COVID19 poderão ser vacinados após a resolução dos sintomas e passado o período de 14 dias do isolamento”, ressalta o documento.

Fonte:Bebê.com.br

Foto: Getty Images

Covid-19: saiba a diferença entre quarentena e isolamento

Um é medida administrativa para manter serviços, outro é recomendação

 

© Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

Em meio à pandemia do novo coronavírus pelo mundo, uma das grandes dúvidas está na diferença entre quarentena e isolamento. De acordo com a Portaria nº 356/3020 do Ministério da Saúde, a quarentena tem como objetivo garantir a manutenção dos serviços de saúde em local certo ou determinado.

A medida é um ato administrativo, estabelecido pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios ou do ministro da Saúde e quem determina o tempo são essas autoridades. “A medida é adotada pelo prazo de até 40 dias, podendo se estender pelo tempo necessário”, diz o documento.

Isolamento
Já o isolamento serve para separar pessoas sintomáticas ou assintomáticas, em investigação clínica e laboratorial, de maneira a evitar a propagação da infecção e transmissão. Neste caso, é utilizado o isolamento em ambiente domiciliar, podendo ser feito em hospitais públicos ou privados.

Ainda segundo a norma do Ministério da Saúde, o isolamento é feito por um prazo de 14 dias – tempo em que o vírus leva para se manifestar no corpo – podendo ser estendido, dependendo do resultado dos exames laboratoriais.

Casos suspeitos que estão sendo investigados também devem ficar em isolamento. Se o exame der negativo, a pessoa é liberada da precaução.

“O isolamento não é obrigatório, não vai ter ninguém controlando as ações das pessoas. Ele é um ato de civilidade para a proteção das outras pessoas”, orientou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira. Já a quarentena, segundo o Ministério da Saúde, é uma medida obrigatória, restritiva para o trânsito de pessoas, que busca diminuir a velocidade de transmissão do novo coronavírus. Ambas são medidas de saúde pública consideradas fundamentais para o enfrentamento da pandemia e Covid-19.

Viagem
Desde 13 de março, o Ministério da Saúde incluiu todos os viajantes internacionais na lista de pessoas que devem ficar isoladas. Ao retornarem, eles precisam permanecer em casa por sete dias. Se febre com tosse e falta de ar surgirem, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. Se a pessoa manifestar apenas tosse, ou coriza, ou mal-estar, ou febre, uma opção é ligar para o 136 para que uma equipe de saúde passe as devidas orientações.

Antes mesmo dessa determinação do Ministério da Saúde, a servidora da Câmara dos Deputados Keila Santana foi orientada a trabalhar de casa depois de que, no último dia 10, chegou de Portugal com os dois filhos de 5 e 8 anos. “Fui informada pelo meu chefe sobre o ato do presidente da Câmara dos Deputados que, entre outras medidas, determinou o isolamento por 14 dias de pessoas que chegam de viagens ao exterior. Só no meu setor, somos cinco nessa situação”, disse.

Higiene
Para evitar a disseminação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas. Lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo.

Fonte: Agência Brasil

Os cuidados com as varizes na gravidez

Elas trazem desconforto, dor e inchaço e estão ainda mais presentes durante a gestação. Especialistas dão dicas para minimizar o problema e garantir tranquilidade ao longo dos nove meses.

Luis Leonardo/Thinkstock/Getty Images

 

Aprendemos na escola que as artérias são responsáveis por levar o sangue do coração aos órgãos, e as veias, por trazê-lo de volta. O problema é quando o transporte é atrapalhado por obstáculos no caminho. “Variz se define como uma dilatação anômala das veias em qualquer parte do corpo”, define Ernesto Lentz de Carvalho Monteiro, professor de técnica cirúrgica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em angiologia e cirurgia vascular.

Segundo Marcelo Halfen Grill, cirurgião vascular da Clínica Miyake, de São Paulo, consequências típicas da gravidez, como aumento de peso e alterações hormonais, podem ser responsáveis pelo surgimento das varizes, principalmente se a mulher já tiver episódios familiares da doença. Elas podem surgir em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns na pernas, por conta da dificuldade de enfrentar a força da gravidade para trazer o sangue de volta aos orgãos. Além disso, o aumento do volume de sangue circulando pelo corpo pode sobrecarregar as veias. Para completar, o útero fica sobre as veias que drenam o sangue das pernas e são comprimidas todas as estruturas adjacentes, como bexiga, intestino e vasos. “Isso aumenta a pressão nas veias dos membros inferiores”, explica o cirurgião vascular.

Diagnóstico
Apesar de, em geral, ficarem visíveis como veias mais escuras na superfície da pele, às vezes os vasos dilatados estão em camadas mais profundas. Se a pele é mais escura, a visualização também é mais difícil. Nesses casos, o diagnóstico é feito com a ajuda de um ultrassom ou um aparelho próprio para isso, chamado fleboscópio.

Na gestação
Não existe um remédio ou uma dieta que ajude na prevenção das varizes. Além das características típicas da gestação, o surgimento delas está intimamente ligado ao histórico familiar. Já que não é possível prevenir, o melhor é procurar diminuir o desconforto, que é ainda maior no terceiro trimestre, por conta da evolução do peso do útero e maior circulação sanguínea. A principal preocupação deve ser com o sobrepeso. Quanto mais a mulher engordar, mais vai sofrer com sobrecarga e inchaço nas pernas. Por isso, o ideal é evitar ganhar muito peso e manter uma rotina com alimentação saudável e atividade física.

Como resolver
O tratamento das varizes consiste em cirurgias para eliminar as veias doentes ou aplicação de espuma nos vasos afetados. Ele é contraindicado em gestantes e lactantes, mas pode ser feito após o período de amamentação. O ideal é esperar alguns meses após o parto para que os vasos voltem a um calibre menor. As varizes adquiridas durante a gestação não regridem totalmente, especialmente da segunda gravidez em diante.

As meias elásticas diminuem a sensação de peso nas pernas e ajudam na circulação. “Usá-las durante o dia é importante, principalmente no terceiro trimestre. Elas fazem uma proteção mecânica das veias por meio de compressão, além de proporcionarem diminuição do edema, peso e cansaço nos membros inferiores”, resume Fernando Tavares Saliture Neto, cirurgião vascular e endovascular do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Mas, atenção: nada de comprar meias elásticas por conta própria. O melhor é que elas sejam prescritas por um médico. “Há vários modelos, tamanhos e compressões. Sua prescrição é uma arte à parte. Meias mal escolhidas são sempre prejudiciais”, esclarece Monteiro.

Manter-se ativa também é muito importante. O mais indicado são exercícios leves, como caminhada, natação ou hidroginástica – de 40 minutos a uma hora por dia já é o suficiente. Além disso, é bom evitar ficar em pé ou sentada com as pernas penduradas por muito tempo. A recomendação é mantê-las esticadas e levantar-se para dar uma volta de hora em hora, principalmente se estiver em uma viagem aérea.

Casos mais graves
As varizes não provocam nenhuma sequela no desenvolvimento do bebê. Mas podem trazer para a mãe problemas como a trombose venosa profunda. “A gestação é uma situação que, por si só, aumenta o risco desse tipo de complicação e varizes descompensadas aumentam ainda mais o perigo”, informa Grill. No entanto, trombose venosa profunda provocada por varizes é algo raro. “Se a mãe que tiver varizes usar meias elásticas na gravidez, pode se considerar bem protegida deste problema”, afirma Saliture Neto. Por isso é importante fazer o acompanhamento com o cirurgião vascular. Caso a trombose se manifeste, o tratamento será decidido por esse especialista e pelo obstetra, já que esse tipo de quadro passa a configurar a gestação como sendo de risco. O tratamento varia de acordo com a idade gestacional.

 

Fonte: https://bebe.abril.com.br/