Como se proteger do coronavírus

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O coronavírus detectado na China, que foi nomeado pelos especialistas como COVID-19, tem provocando inúmeros casos de infecções respiratórias, já que pode ser transmitido facilmente pelo ar através das gotículas de saliva e secreções respiratórias.

Os sintomas do coronavírus são parecidos com os de gripe, podendo levar ao surgimento de tosse, febre, falta de ar e dor de cabeça. Uma vez que ainda não se conhece muito sobre a forma de atuação do vírus, as recomendações da OMS são que qualquer pessoa com sintomas que tenha estado na China ou em contato com alguém que possa estar infectado, coloque uma máscara e vá para o hospital.

Quanto às pessoas que não estão infectadas, as orientações são especialmente de tentar se proteger contra uma possível contaminação, o que pode ser feito com medidas como:

  1. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão por, pelo menos, 20 segundos, especialmente depois de estar em contato com alguém que possa estar doente;
  2. Evitar frequentar locais públicos, fechados e com muita gente, como shoppings ou academias;
  3. Cobrir a boca e nariz sempre que precisar tossir ou espirrar, utilizando um lenço descartável ou a roupa, por exemplo;
  4. Evitar tocar os olhos, nariz e boca frequentemente e sempre que as mãos pareçam estar sujas;
  5. Utilizar máscara de proteção individual para cobrir o nariz e a boca sempre que precisar estar num local público fechado;
  6. Não compartilhar objetos pessoais que possam estar em contato com gotículas de saliva ou secreções respiratórias, como talheres, copos e escovas de dentes;
  7. Evitar o contato com animais selvagens ou qualquer tipo de animal que pareça estar doente;
  8. Cozinhar bem qualquer tipo de alimento, especialmente carne;
  9. Manter os ambientes fechados bem arejados, abrindo a janela para permitir a circulação de ar.

Além disso, se no hospital o médico também suspeitar de coronavírus, a pessoa precisará ficar em um local isolado até que se confirme a infecção, além de solicitar exames para verificar que tipo de vírus está causando os sintomas.

Se confirmada a infecção pelo coronavírus, a pessoa ficará internada recebendo soro na veia, para hidratação, e remédios para aliviar a dor e a tosse. O próprio corpo tem mecanismos de defesa para eliminar o vírus, no entanto, algumas pesquisas estão sendo realizadas para que medicamentos antivirais sejam utilizados nestes casos.

Acesse a matéria Como surgiu o Coronavírus e outras dúvidas comuns e assista o vídeo explicando como acontece a transmissão do coronavírus e como se proteger.

O que fazer em caso de suspeita

O novo coronavírus foi identificado em uma área específica na China e por isso, só existe suspeita da doença se a pessoa esteve neste local ou se manteve contato com alguma pessoa e/ou animal que possa estar infectado pelo vírus. Então, mesmo que uma pessoa apresente os sintomas, que são muito parecidos com os de gripe, não deve ficar em alerta se não esteve em contato com ninguém que tenha estado naquela região da China.

Entretanto, nas situações em que a pessoa viajou para locais com casos confirmados, por exemplo, e apresenta os sintomas, o recomendado é colocar uma máscara no rosto e procurar atendimento médico em um hospital.

No hospital, a pessoa com suspeita de coronavírus será colocada em um local isolado para evitar que o vírus se espalhe e, em seguida, serão feitos alguns exames de sangue, como o PCR, e coleta de secreções do nariz, que servem para identificar o tipo de vírus que está causando os sintomas.

Que máscara devo utilizar

Nas regiões fora do centro da epidemia, ou seja, fora da China o uso de máscaras do tipo “máscara cirúrgica” é uma medida suficiente para atrasar a transmissão de qualquer tipo de vírus que se transmita pelas gotículas de saliva, como o coronavírus. Isso porque, na maior parte dos casos, essas máscaras cobrem o nariz e a boca, evitando que as gotículas de espirros e tosse não fiquem espalhadas pelo ar.

No entanto, nas regiões de maior risco de infecção, em que já pode existir uma elevada carga viral no ar, além de evitar que o vírus se espalhe, também é importante evitar qualquer tipo de possível contato e, por isso, é recomendado utilizar uma máscara do tipo N95, N100, FFP2 ou FFP3, além de óculos de proteção, para proteger os olhos. Este tipo de proteção geralmente é usada no local do foco da infecção e pelos profissionais de saúde no hospital, quando em contato direto com doentes infectados.

Como se pega coronavírus

Os tipos de vírus da família coronavírus podem infectar animais, como camelos, morcegos e gatos e os primeiros casos do novo coronavírus, nomeado COVID-19, foram identificados em pessoas que tiveram contato com animais, por isso acredita-se que esse vírus tenha passado para as pessoas através destes animais. Veja quais são os tipos de coronavírus já identificados.

Entretanto, muitas pessoas infectadas com o novo coronavírus não estiveram em contato com animais, porém estiveram próximas de pessoas infectadas pelos animais, confirmando que é possível a transmissão de pessoa para pessoa por meio da inalação de gotículas respiratórias e contato com pessoas infectadas.

Assim, e à semelhança do que ocorre com a gripes, que se transmite da mesma forma, é importante tomar medidas de proteção como lavar frequentemente as mãos, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca, assim como evitar locais públicos com muita gente.

Assista o vídeo seginte e confira a importância destas medidas na prevenção de uma epidemia:

Como o vírus afeta o corpo

O coronavírus COVID-19 foi descoberto recentemente, por isso não se sabe ao certo o que pode causar ao corpo das pessoas, no entanto, os sintomas podem não ser muito fortes em pessoas com o sistema imune saudável, e este vírus pode parecer gripe ou resfriado simples.

Já em pessoas com doenças que afetam o sistema imune e que têm a imunidade baixa por causa de algum tratamento, como quimioterapia ou transplante de medula óssea, o novo coronavírus pode provocar sintomas parecidos aos de pneumonia, síndrome respiratória do Oriente Médio, chamada de MERS, e síndrome respiratória aguda grave, também conhecida pelas siglas SRAG ou SARS. Saiba melhor o que é SARS.

Qual o tratamento

Se confirmada a infecção pelo coronavírus o médico vai indicar que a pessoa fique internada em isolamento, para que não contamine outras pessoas, e será feito medicamentos para aliviar os sintomas de tosse, febre e dor, além de receber soro na veia para manter a hidratação do corpo.

Além disso, ainda não existem medicamentos específicos para eliminar o coronavírus do corpo, mas estudos estão sendo realizados para que sejam definidos quais remédios antivirais podem ser usados nestes casos. De qualquer forma, o corpo humano possui células de defesa que compõem o sistema imune e que combatem esses vírus naturalmente, por isso fazer repouso e uma boa alimentação pode fortalecer a imunidade e ajudar na eliminação do coronavírus.

Fonte: Tua Saúde

Quais alimentos são ricos em ácido fólico?

Embora os mais conhecidos por terem ácido fólico sejam os vegetais de folhas verdes, para obtê-lo também podemos recorrer às frutas cítricas, lentilhas, brócolis ou frutos secos. Mas, lembre-se, será sempre melhor que os consumamos todos crus!

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A maioria das pessoas conhece o ácido fólico por sua recomendação para mulheres grávidas. No entanto, a verdade é que todos devemos incluir esse nutriente em nossa dieta habitual para termos uma boa qualidade de vida. Mas, para isso, precisamos antes conhecer quais são os alimentos mais ricos neste nutriente.

Embora atualmente esteja disponível em suplementos e produtos industriais, existem várias maneiras de consumi-lo de maneira 100% natural. Portanto, em seguida, queremos compartilhar os alimentos que fornecem ácido fólico e que você pode usar em suas receitas favoritas. Vem com a gente!

O que é o ácido fólico?

A primeira coisa que você precisa saber é do que se trata esse nutriente. É uma vitamina, especificamente a vitamina B9, que está envolvida na formação de hemoglobina e células, com um papel ativo na medula óssea. Portanto, é um complemento essencial para combater a anemia.

Dentre suas fontes alimentares, o encontramos em vegetais de folhas verdes, levedura de cerveja, legumes, frutos secos e grãos integrais. No entanto, muitas vezes o perdemos quando submetemos suas fontes a métodos de cozimento. Portanto, às vezes é difícil absorver a dose que o corpo precisa. Seu consumo durante a gravidez é decisivo para evitar deformações da placenta, anemia ou malformações no feto.

A dose mínima recomendada desse importante nutriente é de 100 mcg para homens e 180 mcg para mulheres por dia. No caso de mulheres que desejam engravidar, o valor dobra alguns meses antes.

Para que serve o ácido fólico?

Uma absorção adequada de ácido fólico pode servir para:

  • Ajudar na saúde celular: por exemplo, sintetizar DNA, formar proteínas complexas, curar feridas, manter as células saudáveis, o crescimento adequado do corpo.
  • Promover o desenvolvimento do feto: especialmente na coluna vertebral, no coração, no cérebro e no sistema nervoso.
  • Aumentar a fertilidade feminina: estudos mostraram que mulheres que consomem ácido fólico antes da concepção aumentam suas chances de engravidar, começando três meses antes.
  • Favorecer a formação de glóbulos vermelhos: evitando a anemia, mas também outras doenças relacionadas à quantidade de glóbulos vermelhos no sangue.
  • Melhorar a saúde do coração: neutraliza muitas doenças cardíacas, além de ajudar no tratamento da má circulação e na prevenção de ataques cardíacos.
  • Prevenir a depressão: pessoas com transtornos depressivos têm níveis muito baixos desse nutriente mas, ele, em doses adequadas, ajuda a melhorar o humor.
  • Atrasar a velhice precoce: e também algumas doenças neurodegenerativas se a dose diária indicada for consumida.

Alimentos ricos em ácido fólico

O mais proeminente é o espinafre, que fornece 63% dos valores que precisamos diariamente desse nutriente. Em segundo lugar, estão a acelga e, em terceiro lugar, a alface.

Leguminosas

Especialmente lentilhas e feijões são ricos nessa vitamina. As mulheres grávidas devem consumir esses alimentos semanalmente. Meia xícara de lentilha fornece 50% do ácido fólico necessário durante o período de gestação. Eles também são bons para combater a anemia devido ao seu teor de ferro.

Aspargos
São muitos os benefícios que contribuem para a saúde, principalmente em relação ao ácido fólico: mais de 60% da dose por xícara. Eles também são diuréticos por excelência, sendo recomendados em casos de retenção de líquidos e infecções urinárias.

Brócolis

Uma xícara desse vegetal fornece muito ácido fólico, mas também cálcio, fibras e vitamina C. Por isso, ele deve ser incluído na dieta sem dúvida.

Cítricos
Especialmente laranjas, mas também papaias e morangos. A contribuição é intermediária, mas se você os combinar com outros alimentos, eles podem ser úteis, especialmente se consumidos no café da manhã.

Abacate
É rico em fibras, ácidos graxos e ácido fólico. Uma xícara dessa fruta nos dá aproximadamente 30% do que precisamos diariamente.

Você costuma fornecer ácido fólico ao seu organismo através da alimentação? Se você não tiver certeza, enriqueça sua dieta diária com esses alimentos. Além disso, se estiver grávida ou em processo, verifique com seu médico as recomendações necessárias desse nutriente sensacional!

 

 

Fonte: Melhor com Saúde

Nozes e o coração

Eis aí um bom caminho de incluir gordura boa na sua dieta e uma ótima opção de lanche saudável para o seu dia a dia.

Digo isso baseado nas principais diretrizes nacionais e internacionais de prevenção cardiovascular, que recomendam o consumo de 30g de nozes ao dia, capazes de reduzir complicações cardiovasculares como infarto e AVC. Por isso, resolvi falar um pouquinho sobre alguns tipos de noz e os benefícios de incluí-las na sua dieta.

Algumas das mais fáceis de achar são as amêndoas, castanhas do Pará e as castanhas de caju. Mas você pode buscar outras, como pistache, macadâmia e noz inglesa.

Esse snack saudável é nutricionalmente rico e fonte de gordura boa (monoinsaturada e poliinsaturada), fibra e proteína, além de vitaminas e minerais, como folato, vitamina E, cálcio, magnésio e potássio.

A dose diária recomendada, de 30 g ao dia, é equivalente a um punhado nas mãos.

Isso oferece em torno de 5 a 8 g de proteína dependendo do tipo de noz, sendo que a macadâmia e a castanha do Pará têm menor quantidade.

Amendoim e amêndoas são as que têm maior teor de fibra, em torno de 2,4g em 30 g.

Essa mesma porção de amêndoa tem cerca de 70% da quantidade necessária por dia de vitamina E, além de ser boa fonte de cálcio por porção. As nozes inglesas dentre os tipos de nozes são as que apresentam maior fonte de ômega 3 vegetal, conhecido como ALA.

A castanha do Pará, além de possuir boas quantidades de magnésio, apresenta alta concentração de selênio, um mineral antioxidante, sendo que apenas 2 a 3 unidades fornecem 100% da quantidade necessária de selênio por dia.
Amendoim, mesmo que não seja uma noz, é uma opção mais barata e tem propriedades similares as nozes. Mas não aquele salgado ou o doce cheio de chocolate! Tente experimentar o natural, sem sabor e sem sal.
Apesar de altamente calórico, o consumo de 30g ao dia não engorda! Não tem grandes impactos no peso e é capaz de prevenir uma série de complicações crônicas como síndrome metabólica, hipertensão, reduz o colesterol, o risco de diabetes e previne contra doenças cardiovasculares.

Quer incluir um punhado de saúde na sua rotina?

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Escrito por: Dr. Felipe Manzano

Foto: freepik

Cuidados com o Coração! A importância da prevenção

Como cardiologista, minha maior missão não é receitar remédios de última geração, indicar cateterismo ou cirurgias. Pelo contrário: é promover a saúde para que estas intervenções se reduzam ao mínimo necessário.

Por isso, a melhor recomendação que posso dar para que você tenha uma boa saúde do coração é: Previna-se! Preze pela sua saúde para que suas consultas comigo ou com meus colegas sejam apenas de rotina, sem grandes sustos. Se já tem algum problema crônico do coração, aí mais do que nunca é preciso se cuidar para que não tenha novas complicações.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que, até o final deste ano, quase 400 mil brasileiros morrerão por doenças cardiovasculares, como infarto ou derrame . São mais de mil mortes por dia! E o mais alarmante é que muitas delas poderiam ser evitadas com prevenção e tratamento adequado.

Com o aumento na expectativa de vida, é realmente esperado que tenhamos mais doenças: a incidência de hipertensão, por exemplo, aumenta com a idade. Mas, justamente porque vivemos mais, precisamos nos cuidar mais. Afinal, como queremos estar daqui a 10, 20, 30, 40, 50 anos?

É claro que a Medicina oferece medicamentos que podem controlar doenças cardíacas. Mas isso não deveria ser motivo para relaxar. De que adianta usar remédio para pressão alta ou para controlar o açúcar no sangue se não for abordado a origem básica desse problema: estresse, má alimentação e sedentarismo.

As doenças cardiovasculares não têm cura, ou seja: é preciso tomar remédio para o resto da vida. E muitas vezes, é necessário aumentar as doses e associar vários outros medicamentos, aumentando os riscos de efeitos colaterais também. E tudo isso, lembro: é evitável na maioria das vezes!

Por isso, bato tanto na tecla de hábitos saudáveis: alimentação com “comida de verdade” e com pouco açúcar e gordura, rotina de exercícios físicos e controle do estresse.

Nada faz um cardiologista mais feliz do que um coração saudável.

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Escrito por: Dr. Felipe Manzano

Foto: freepik

O que é o Pé Diabético?

O que é o Pé Diabético?
O nível elevado de açúcar no sangue pode afetar nervos e a circulação sanguínea das pernas. A lesão dos nervos pode causar formigamentos, agulhadas, queimação e até insensibilidade dos pés. Desta forma, o diabético não sente as lesões e estas pioram e podem se infectar, o que pode levar a amputação de pés e pernas.

Principais sintomas:
Os principais são dores nas pernas, principalmente com exercícios, feridas que não curam, pés inchados, azulados e ressecados.

Cuidados:

• É preciso examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.
• Evite colocar os pés de molho, pois eles poderão rachar ou ressecar.
• Nunca ande descalço, mesmo em casa
• Não tente remover calos ou verrugas com curiosos e pedicures sem treinamento.
• Use diariamente uma loção ou creme hidratante nos pés. Retire o excesso e não use cremes entre os dedos.

Diagnóstico:
Peça para seu médico examinar seus pés em todas as consultas.

Consequência do problema:
A diabetes pode levar a amputação dos pés ou pernas.

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Fonte: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular

Emoção e Coração – Jogo de Futebol

“Olha esse coração, hein. Não vá se emocionar muito com o jogo!”. Perdi as contas de quantas vezes repeti essa recomendação hoje no consultório. É dia de semifinal da Libertadores da América e quase todos os pacientes do sexo masculino fizeram comentários sobre essa partida. Somos mesmo o país do futebol e o Flamengo a maior torcida do Brasil! ⚽

De fato, não são incomuns os casos de infarto em estádios ou em ocasiões de forte emoção. Haja coração, amigo! 😅

O ataque cardíaco é uma complicação da doença arterial coronariana, ou seja, placas de gorduras vão se desenvolvendo nas artérias do coração ao longo dos anos. Isso é decorrente de uma série de fatores, relacionados principalmente aos maus hábitos de vida. Essas placas podem sofrer alguma ruptura, formando um trombo (coágulo) que pode bloquear totalmente a passagem de sangue que irriga o próprio coração, ocasionando um infarto.
Em qualquer situação de forte emoção, seja ela boa ou ruim, a primeira resposta do organismo é se preparar para uma emergência, assim, a pressão e a frequência cardíaca se elevam por ação principalmente da adrenalina e cortisol, aumentando o risco da ruptura da placa e entupimento da artéria, interrompendo o fluxo de sangue e oxigênio para o coração.

O infarto é mais comum em idosos, mas jovens também podem ser vítimas – e, quando acontece em pessoas abaixo dos 40 anos, o infarto tem mais chances de ser fatal. Por outro lado, a recuperação de jovens é melhor e mais frequente do que a de idosos.

Sedentarismo, hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade e uso de drogas são fatores de risco para infarto. Por isso é fundamental ter hábitos saudáveis e fazer acompanhamento médico para controlar essas condições. Afinal, queremos assistir o jogo em paz e com emoção!

Por acaso, hoje também ouvi uma música sertaneja que diz que uma dor no peito é melhor que seja infarto do que amor. 🤔 Gente, por favor, tomara que seja amor, né? Infarto mata!

Para os que forem de futebol: boa partida mais tarde! Para os que sofrem de amor, amem a si primeiro. Para ambos, curtam, mas sem exageros. Queremos todos saudáveis para acompanhar muitos outros jogos e amar bastante!

 


Escrito por: Dr. Felipe Manzano

O assunto é Prisão de ventre: Eu tenho???

A prisão de ventre é definida pela diminuição da frequência das evacuações e/ou a presença de fezes endurecidas, secas, com esforço excessivo para evacuar ou ainda com sensação de evacuação incompleta (sensação de que a evacuação não foi suficiente).

Geralmente, a frequência normal da evacuação pode ir de duas evacuações por dia até três evacuações por semana. Assim, uma pessoa que evacue a cada três dias, cujas fezes sejam macias ou moldadas, sem esforço excessivo para expulsa-las ou sem sensação de evacuação incompleta, é considerada sem prisão de ventre (normal). Já outra pessoa que evacue todos os dias, mas as evacuações sejam com esforço, ou com sensação de evacuação incompleta, e as fezes sejam largas, secas ou endurecidas, é considerada com constipação intestinal (prisão de ventre).

A grande maioria das prisões de ventre acontecem por alimentação inadequada, ou seja, porque comemos muitos alimentos que “prendem”, porque comemos poucos alimentos com fibras (bagaços e vegetais folhosos), porque tomamos pouca água durante o dia, ou por uma combinação destes fatores.

Como tratar a prisão de ventre?
A maioria das constipações intestinais, são tratadas com a mudança dos hábitos alimentares e do estilo de vida.

A diminuição do consumo de carboidratos e o aumento do consumo de fibras e água, assim como a prática regular de atividade física, resolvem o problema na grande maioria dos pacientes. Uma orientação geral de dieta para melhorar a prisão de ventre pode ser baixado clicando aqui

Posso tomar laxantes?
Os laxantes estão indicados em episódios esporádicos e pontuais de prisão de ventre e não devem ser usados de forma cotidiana. O uso rotineiro de laxantes pode trazer problemas à função do intestino e resultar em dependência.

 


Texto por: Dra. Andréa Povedano

Osteoporose: quando começar a me preocupar?

A Osteoporose atinge principalmente a população mais idosa . Caracteriza-se por uma diminuição da massa óssea com o desenvolvimento de ossos ocos,finos e de extrema sensibilidade, tornando-os mais sujeitos a fraturas.

Na maioria das vezes o diagnostico é feito tardiamente, muitas vezes somente após uma fratura, aumentando o risco de complicações. Sabe-se que 25% dos pacientes que sofre de fratura de fêmur morre até 6 meses depois!

No Brasil, estima-se que uma a cada quatro mulheres com mais de 50 anos desenvolve a doença e a cada ano ocorrem 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose, com 200.000 mortes em decorrência destas fraturas.

Os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), quadril (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero). Apesar de quase não causar sintomas, vale ressaltar que muita dor nas costas e diminuição de altura podem representar fraturas vertebrais da osteoporose.

O diagnóstico da osteoporose é feito pela medida da Densitometria Óssea. Possuem maior risco para desenvolver osteoporose as mulheres, indivíduos de raça branca, pessoas magras, que tiveram menopausa precoce e não fizeram reposição hormonal, os fumantes, as pessoas com história de fraturas na família, que possuem doenças graves ou que utilizam corticoides por longo tempo, e aquelas que ja tiveram fraturas na idade adulta.

Todas as mulheres acima de 65 anos e todos os homens acima de 70 devem realizar a Densitometria óssea. Os fatores de risco para desenvolver a doença são pessoas de cor branca, magras, fumantes, mulheres na menopausa que não fizeram terapia de reposição hormonal, pessoas que usaram corticoides por períodos longos. Essas pessoas devem realizar a densitometria óssea mais precocemente, a critério médico.

A doença, entretanto, pode ser evitada mantendo-se uma alimentação rica em cálcio, com 3 a 4 porções de Cálcio ao dia ( exemplo: 3 copos de leite, 1 copo de leite e 2 iogurtes, 1 copo de leite, 1 iogurte e 1 fatia de queijo), praticando atividade física e mantendo os níveis de vitamina D adequados no sangue. A vitamina D é fabricada na pele, mas precisa da exposição ao sol para isso.

Quando essa exposição ao sol não for possível ou suficiente, pode-se fazer a suplementação oral de vitamina D (sob orientação médica).

Há tratamentos eficazes para a Osteoporose. O maior desafio porem é o diagnóstico precoce, antes do desenvolvimento das fraturas. Se você está sob risco, informe-se. Os endocrinologistas, reumatologistas e ortopedistas são os profissionais mais capacitados para tratar essa doença.

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Por: Larissa Garcia
Endocrinologista do Hospital da Gamboa

Diabetes: Prevenção e Controle

Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa com diabetes. Apesar disso, sintomas clássicos da doença são ignorados, o que gera descuidos capazes de levar a sequelas irreversíveis aos portadores. Para ampliar a conscientização e oferecer atendimento gratuito, o Hospital da Gamboa abre as portas à comunidade neste sábado, 19 de setembro, das 9h às 15h, com uma equipe multidisciplinar de médicos e enfermeiros.

Pacientes sob suspeita de diabetes ou mesmo já diagnosticados passam por consulta inicial com endocrinologistas para encaminhamento a especialistas no mesmo dia. Oftalmologistas, ortopedistas, cirurgiões vasculares e otorrinolaringologistas de plantão atendem cada caso. No dia, além de consultas, o visitante pode participar de palestras e fazer exames. “O paciente com dificuldade de cuidar de seu problema terá a oportunidade de conhecer o Hospital da Gamboa e se consultar com equipe altamente qualificada para, a partir daí, começar tratamento específico do quadro médico”, convida Arthur Bastos, diretor -médico do Hospital.

O diabetes é classificado por dois tipos. Com origem autoimune, o tipo 1 se caracteriza por deficiência na produção de insulina e se apresenta, com mais frequência, em crianças e jovens. O tipo 2 é conhecido como a “resistência insulínica”, com produção normal de insulina que se torna inadequada pois o corpo não consegue utilizá-la de maneira correta. “Desde o início, o tratamento do tipo 1 utiliza reposição de insulina. No tipo 2, associado a idade avançada e obesidade, não há necessariamente a obrigatoriedade da insulina, com administração de comprimidos em um primeiro momento”, detalha a endocrinologista Larissa Rosa, que participará do evento no sábado.

Cegueira e amputação são as principais consequências da diabetes. Se a doença não for tratada de forma adequada, podem surgir complicações como retinopatia [problema na visão causado pelo excesso prolongado de açúcar no sangue], nefropatia [alteração nos vasos sanguíneos dos rins que leva à perda de proteína pela urina], neuropatia [distúrbio nervoso causado pelo diabetes], pé diabético [área machucada ou infeccionada nos pés que desenvolve ferida de difícil cicatrização], infarto e acidente vascular cerebral (AVC). “A diabetes é inflamatória, vai lesando tudo, não escapam as partes circulatória e nervosa. O primeiro local atingido são os nervos terminais. O paciente perde a sensibilidade”, explica o cirurgião vascular Marcello Rotolo.

Rodrigo Sasson, médico ortopedista do Hospital da Gamboa, explica o que pode ocorrer em pacientes. “O caso do pé diabético, por exemplo, é como uma bola de neve. Começa com o quadro não controlad o em que, na maioria das vezes, o paciente não se dá conta de que a ferida no pé está relacionad a à doença . Se não for tratada, não vai fechar”, alerta Rodrigo Sasson. Fome excessiva com perda de peso, vontade de urinar muitas vezes à noite, sede, cansaço, fraqueza e desânimo são sintomas da doença. Para quem se identifica com um ou mais sintomas, sábado é o dia de tirar a prova.

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Serviço
Terceiro evento – Hospital da Gamboa e o Porto Maravilha
Atendimento gratuito em Diabetes
Data e horário: Sábado, 19 de setembro de 2015, das 9h às 15h
Endereço: Rua Comendador Leonardo (fi­m da rua, com acesso pela Rua Santo Cristo e Travessa Comendador Évora)
Reservas pelo telefone: (21) 2206-1700
Atendimentos: aferição de glicose e pressão arterial, consultas com endocrinologistas, exames de fundo de olho com oftalmologistas, orientação sobre o pé diabético com ortopedistas e cirurgiões vasculares e análise da diminuição na audição com otorrinolaringologistas

Texto: Marcella Monteiro / Foto: Rozana Lopes

Tireóide: Saiba o que é, qual a sua função e onde ela fica

A tireoide ou tiroide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na concentração; no humor; e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

Se vc possui nódulos ou aumento significativo de volume do pescoço; nervosismo; insônia e alterações no ritmo intestinal; coração acelerado; perda ou ganho de peso;e excesso de frio ou calor procure atendimento médico, pois estas alterações podem significar distúrbios da tireóide.

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Dra Natália Bittencourt
Endocrinologista