Quem deve tomar a vacina da gripe na terceira fase da campanha de 2020

A terceira e última fase da campanha de vacinação contra gripe já começou. (Foto: Westend61/Getty Images)

 

O Ministério da Saúde deu início à terceira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe de 2020. Do dia 11 de maio até o 5 de junho, pessoas com de deficiência, professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas e pessoas entre 55 e 49 anos de idade terão acesso à vacina — mas esses grupos prioritários serão divididos em duas etapas.

Do dia 11 ao 17 de maio, só poderão buscar sua dose:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
  • Gestantes
  • Puérperas (mães até o 45º dia do pós-parto)

Do dia 18 de maio até o fim da campanha de vacinação contra a gripe, são incluídos no calendário:

  • Professores
  • Pessoas entre 55 e 59 anos (foi o primeiro ano que esse pessoal entrou na campanha)

Para deixar claro: crianças, grávidas e puérperas seguem com acesso ao imunizante do vírus influenza do dia 18 em diante. Essa primeira semana dedicada exclusivamente aos primeiros três grupos só serve para garantir que os postos não fiquem sobrecarregados e que não haja risco de grandes aglomerações, o que não é bom em tempos de coronavírus (Sars-CoV-2).

Além disso, todas as outras pessoas contempladas nas outras fases do calendário de vacinação contra a gripe podem tomar suas doses.

Crianças e mulheres grávidas fazem parte do grupo prioritário para receber a vacina por terem um maior risco de sofrer complicações com a gripe. Já as puérperas, além de apresentarem alterações no sistema imune que predispõem a sintomas graves, passam anticorpos contra o influenza para os recém-nascidos através da amamentação. Daí porque também são incluídas pelo Ministério da Saúde na campanha.

Os professores, por sua vez, entram na lista pelo contato próximo com os jovens, grandes transmissores de infecções.

A vacina da gripe ainda ajuda, indiretamente, no enfrentamento ao coronavírus. Não é que ela evite a Covid-19, até porque estamos falando de problemas distintos.

Na verdade, ao impedir o ataque do influenza, a injeção evita uma eventual infecção dupla de gripe e Sars-CoV-2, o que sobrecarregaria o sistema respiratório da pessoa.

A vacinação também ajuda a diferenciar entre gripe e a Covid-19. Ora, se o sujeito recebeu a dose, porém apresenta sintomas como tosse e falta de ar, provavelmente não é o influenza que os está causando.

Por fim, quanto mais gente vacinada, menor o número de pessoas indo parar no hospital por causa da gripe. E isso ajuda o sistema público a reservar os leitos para a demanda extra de internações decorrentes do coronavírus.

 

Fonte: Saúde

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