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OMS diz que pandemia de covid-19 é “uma grande onda”, não é sazonal

Organização desaconselha grandes aglomerações

 

Uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu a pandemia de covid-19 nesta terça-feira (28/07) como “uma grande onda” e pediu cautela durante o verão do Hemisfério Norte, já que a infecção não compartilha a tendência do vírus da gripe de acompanhar as estações.

As autoridades da OMS têm se esforçado para evitar descrever um ressurgimento de casos de covid-19 como os de Hong Kong como “ondas”, já que isso sugere que o vírus está se comportando de maneiras fora do controle humano, quando na verdade uma ação organizada pode refrear sua disseminação.

Margaret Harris repetiu esta mensagem durante uma coletiva de imprensa virtual em Genebra. “Estamos na primeira onda. Será uma grande onda. Ela subirá e descerá um pouco. A melhor coisa é achatá-la e transformá-la em algo que passa junto aos pés”, disse.

Apontando para os números altos de casos no auge do verão dos Estados Unidos, ela pediu vigilância na aplicação de medidas e desaconselhou grandes aglomerações.

“As pessoas ainda estão pensando sobre estações do ano. O que todos precisamos ter na cabeça é que esse é um novo vírus que está se comportando de forma diferente”, disse.

Mas ela também expressou o temor de casos de covid-19 coincidirem com casos de gripe sazonal normal durante o inverno do Hemisfério Sul e disse que a OMS está monitorando isso atentamente.

Por enquanto, disse, amostras de laboratório não estão mostrando muitos casos de gripe, o que indica um início de estação tardio.

“Se você tem um aumento de uma doença respiratória quando já tem um fardo muito grande de doenças respiratórias, isso coloca ainda mais pressão no sistema de saúde”, disse, pedindo para que as pessoas a se vacinarem contra a gripe.

 

 

Fonte: Agência Brasil

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Covid-19: “podemos ter mais de 1 milhão de doses de vacina”

Tudo depende de como os testes serão concluídos, diz pesquisador

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Estimativas iniciais de produção de um milhão de doses da vacina experimental contra covid-19, da Universidade de Oxford, até setembro podem estar subestimadas dependendo de como os testes em estágio avançado serão concluídos, disse hoje, em Londres, um pesquisador.

“Poderá haver um milhão de doses fabricadas até setembro, isso agora parece uma notável subestimativa, dada a escala do que está acontecendo”, afirmou Adrian Hill, da Universidade de Oxford, se referindo à capacidade de produção da AstraZeneca, parceira da universidade no desenvolvimento da vacina.

“Certamente haverá um milhão de doses em torno de setembro”, acrescentou. Ele disse, ainda, que é possível as vacinas estarem disponíveis até o fim do ano.

Resposta imunológica

A vacina experimental da AstraZeneca contra a covid-19 se mostrou segura e produziu resposta imunológica em testes clínicos de estágio inicial feitos em voluntários saudáveis, mostraram informações divulgadas hoje, em Londres.

A vacina, chamada Azd1222 e que está sendo desenvolvida pela farmacêutica em parceria com cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, não apresentou nenhum efeito colateral grave e provocou respostas imunes com anticorpos e células T, de acordo com os resultados dos testes publicados na revista médica The Lancet.

A vacina está sendo testada desde junho no Brasil em fase 3 de estudos clínicos, a última etapa antes do registro, num estudo liderado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Esperamos que isto signifique que o sistema imunológico lembrará do vírus para que nossa vacina proteja as pessoas por um período prolongado”, disse o principal autor do estudo, Andrew Pollard, da Universidade de Oxford.

“Entretanto, precisamos de mais pesquisas antes de podermos confirmar que a vacina protege efetivamente contra a infecção de Sarsd-CoV-2 (covid-19) e quanto tempo qualquer proteção dura”, disse.

Testes intermediários

A vacina da AstraZeneca é uma das principais candidatas no combate a uma pandemia que já tirou mais de 600 mil vidas, além de outras em testes intermediários e finais.

Entre elas, estão a vacina sendo desenvolvida pela chinesa SinoVac Biotech – que também está sendo testada no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo -, outra da estatal também chinesa Sinopharm e outra da empresa de biotecnologia norte-americana Moderna.

A AstraZeneca assinou acordos com governos de todo o mundo para fornecer a vacina caso ela se mostre eficiente e obtenha aprovação regulatória. A empresa disse que não buscará lucrar com a vacina durante a pandemia.

Um dos acordos foi feito com o governo brasileiro e prevê que a vacina seja produzida no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), segundo a agência de notícias Reuters.

Pesquisadores disseram que a vacina provocou efeitos colaterais brandos com mais frequência do que ocorre em um grupo de controle, mas que alguns destes puderam ser reduzidos com o uso de paracetamol e que ela não causou efeitos adversos graves.

 

Fonte: Agência Brasil

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O que é a vitamina K e o que as pesquisas dizem de seu efeito contra covid-19

Coronavírus: o que é a vitamina K e o que as pesquisas dizem de seu efeito contra covid-19

 

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A vitamina K ganhou destaque recentemente, depois da divulgação de um estudo holandês que apontou uma relação entre o agravamento do quadro de saúde dos pacientes com covid-19 e níveis reduzidos de vitamina K.

Mas o que é vitamina K e o que podemos aprender a partir dessas novas observações?

Vitamina K é um grupo de vitaminas conhecido por seu papel na coagulação do sangue. A letra K vem de koagulatión, que é a palavra alemã para coagulação.

A vitamina K ativa uma proteína necessária para a coagulação normal do sangue, que ajuda a curar feridas e prevenir sangramentos excessivos.

Muitos recém-nascidos recebem uma injeção de vitamina K para evitar uma condição rara, mas grave, de sangramento excessivo. Isso ocorre porque os bebês nascem com baixos níveis de vitamina K.

Existem evidências de outros benefícios da vitamina K, incluindo melhora da saúde óssea e cardíaca. No entanto, mais pesquisas são necessárias antes que esses benefícios possam ser comprovados.

As duas principais formas do pequeno grupo de vitaminas são K1 (filoquinona) e K2 (menaquinonas). Ambas têm funções semelhantes, embora sejam necessários mais estudos para entender profundamente as diferenças entre elas.

Acredita-se que a K2 possa ser absorvida melhor e armazenada por mais tempo no corpo que a K1. Mas o corpo também pode converter parte da K1 que você come em K2.

Principais fontes de vitamina K
A K1 é encontrada principalmente em vegetais de folhas verdes, como couve, espinafre e brócolis, e é identificada pelo serviço público de saúde britânico, o NHS, como a principal forma alimentar da vitamina K.

Um estudo encontrou a K2 em alguns queijos holandeses e franceses, embora o conteúdo varie substancialmente e dependa do tipo de queijo, do tempo de maturação, do teor de gordura e da área geográfica em que o queijo é produzido.

Os pesquisadores verificaram que queijos mais gordurosos e envelhecidos apresentam maiores níveis de K2: camembert, gouda e edam apresentaram boa quantidade.

A vitamina K é solúvel em gordura, o que significa que é melhor absorvida quando consumida com alimentos que contêm gorduras saudáveis, como azeite, peixe, nozes e sementes. Muitas fontes de K2 já contêm gorduras, mas ao comer verduras, pense em adicionar gorduras saudáveis ​​à sua refeição.

“Um pouco de azeite na sua salada é uma ótima maneira de ajudar na absorção da vitamina K”, diz a nutricionista Tai Ibitoye.

Os adultos precisam de aproximadamente 1 micrograma (μg) de vitamina K por dia para cada quilo de peso corporal. A maioria das pessoas pode atender às suas necessidades por meio da dieta, pois a vitamina K é “amplamente disponível nos alimentos que ingerimos”, diz Ibitoye.

Embora seja rara a deficiência de vitamina K, algumas pessoas podem ter condições que aumentam risco de deficiência, como má absorção de gordura.

A vitamina K pode ser armazenada pelo organismo. O NHS diz que quem toma suplementos de vitamina K deve ter cuidado, pois isso pode ser prejudicial, embora tomar 1 mg ou menos por dia provavelmente não cause danos.

As pessoas que tomam anticoagulantes, como a varfarina, não devem tomar suplementos de vitamina K sem consultar um médico primeiro e devem ter cuidado para não comer muitos alimentos que contenham vitamina K, pois isso pode interferir no funcionamento correto do medicamento.

Vitamina K e covid-19

E o estudo holandês que sugeriu que pacientes com covid-19 com deficiência de vitamina K poderiam ter impacto maior na saúde do que aqueles com níveis adequados de vitamina K? Ele analisou o status da vitamina K e avaliou se o nutriente desempenha algum papel na proteção das fibras elásticas nos pulmões, que o vírus pode danificar.

Ibitoye explica que a degradação da elastina pulmonar pode levar a “mais dificuldade em respirar” e “sintomas como falta de ar”. No entanto, como é apontado que a covid-19 pode causar a formação incomum de coágulos sanguíneos e que a vitamina K está associada ao auxílio na coagulação sanguínea, a pesquisa causou debate na comunidade científica.

Embora os resultados do estudo observacional indiquem que possa haver uma ligação entre os níveis mais baixos de vitamina K e os piores resultados nos pacientes com covid-19, “a correlação não significa causalidade”, diz Ibitoye.

Os pesquisadores estão buscando financiamento para um estudo de intervenção para ver se a suplementação de vitamina K pode melhorar o resultado dos pacientes com covid-19.

Uma dieta saudável e equilibrada é importante para apoiar o sistema imunológico do seu corpo, e a má nutrição pode comprometê-lo. Procure comer uma grande variedade de frutas e legumes para garantir que você obtenha todos os nutrientes que seu sistema imunológico precisa.

“Cada micronutriente desempenha um papel diferente no sistema imunológico – não acredite em apenas um ‘herói'”, diz Sarah Stanner, diretora de ciências da Fundação Britânica de Nutrição.

 

 

Fonte: BBC Brasil

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Planos de saúde deverão cobrir testes de Covid-19, decreta ANS

Resolução publicada no ‘Diário Oficial da União’ nesta segunda-feira, 29, torna obrigatória a inclusão de exames de anticorpos IgA, IgC ou IgM

 

Os exames sorológicos detectam a presença de anticorpos e indicam se já houve exposição ao vírus. Reprodução/Getty Images

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde o teste sorológico para o novo coronavírus. Os exames sorológicos detectam a presença de anticorpos do tipo IgA, IgG ou IgM no sangue do paciente e indicam se já houve infecção.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União, vale partir desta segunda-feira, 29, para planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência quando o paciente apresentar ou tiver apresentado síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave.

A síndrome gripal é caracterizada por febre, tosse, dor de garganta, coriza ou dificuldade respiratória. Já a síndrome respiratória aguda grave (Srag) é um quadro mais grave, cujos sintomas incluem dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax e coloração azulada dos lábios ou rosto.

O teste do tipo RT-PCR, que detecta a presença no vírus no organismo e, portanto, uma infecção aguda, já estava incluído no rol de procedimentos obrigatórios da ANS desde 12 de março. A inclusão dos testes sorológicos foi tomada em cumprimento a uma decisão judicial.

Fonte: Veja