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Como surgiu o Coronavírus e outras dúvidas comuns

Foto: Reprodução

Um misterioso novo vírus, apelidado pela OMS como coronavírus 2019-nCoV, parece ser o responsável por causar doenças respiratórias graves que têm infetado um número crescente de pessoas na China, tendo sido relatado um número de 200 casos no início de 2020, que entretanto já ultrapassou os mais de 5 mil casos e 80 mortos.

Este vírus apareceu pela primeira vez na China, mas também já foi identificado fora do país, em locais como a Tailândia, o Japão, a Coreia do sul, a França e até Estados Unidos da América. Embora ainda não se saibam muitas informações sobre o vírus, parece tratar-se de um novo tipo de coronavírus, semelhante àquele que causou a síndrome respiratória aguda grave (SARS) em 2002. Saiba mais sobre a síndrome respiratória aguda.

Os sintomas gerados por este coronavírus são muito semelhantes aos de uma gripe ou resfriado e incluem tosse, febre, cansaço geral e falta de ar. Segundo a OMS, pessoas que tenham estado na China ou que possam ter estado em contato com alguém que tenha viajado para a região e que apresentem sintomas devem colocar uma máscara, sobre a boca e nariz, e ir ao hospital para confirmar as suspeitas.

Mas que vírus é esse?

O vírus que está infectando um crescente número de pessoas na China é um novo tipo de coronavírus. Os coronavírus são um grupo de vírus conhecidos por causar doenças que podem ir de uma simples gripe a uma pneumonia atípica. Até ao momento de descoberta do novo vírus em 2019 na China, eram conhecidos 6 tipos de coronavírus.

Esse é um vírus semelhante ao que causou a epidemia de SARS em 2002, em que se registaram mais de oito mil casos, dos quais resultaram 774 mortes em todo o mundo. Saiba mais sobre os coronavírus e este novo tipo de 2019.

Como surgiu o vírus?

Os primeiros casos do coronavírus surgiram em Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade da China. Ao que parece, os primeiros casos da infecção teriam acontecido de animais para pessoas, já que essa é uma das principais formas de transmissão dos vírus que fazem parte da família coronavírus. Além disso, os primeiros casos foram registrados apenas em pessoas que estiveram no mesmo mercado dessa cidade, onde se vendiam vários tipos de animais selvagens vivos, como cobras, morcegos e castores, que poderiam ter passado o vírus inicial.

Após esses primeiros casos, foram identificadas outras pessoas, que nunca tinham estado no mercado de Wuhan, mas que também estavam apresentando um quadro semelhante. Depois de algumas investigações, foi confirmado que essas pessoas embora não tivessem estado no mercado, tinham estado em contato com os primeiros infectados nos 10 dias antes do aparecimento dos sintomas, o que levou à hipótese de que o vírus também pode se transmitir de uma pessoa para outra.

Saiba mais sobre esse vírus, no vídeo seguinte:

Quais os sintomas?

Até ao momento, os sintomas descritos da infecção pelo coronavírus de 2019 são semelhantes aos de uma gripe e incluem:

  • Tosse seca;
  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Dores musculares;
  • Cansaço excessivo;
  • Dificuldade para respirar.

Em alguns casos, especialmente de pessoas com sistema imune fragilizado, a infecção pode evoluir para uma pneumonia, o que pode provocar sintomas mais intensos.

O vírus pode matar?

Assim como qualquer vírus, o coronavírus de 2019 pode causar a morte, especialmente quando evolui para um situação de pneumonia grave. No entanto, e até ao momento, esses casos parecem acontecer apenas quando o tratamento não é feito de forma adequada, em pessoas mais idosas ou que tenham um sistema imune enfraquecido, como acontece em infectados pelo HIV, transplantados, pacientes com câncer ou a fazer tratamento com imunossupressores.

Como se transmite?

O modo de transmissão do vírus parece acontecer através do ar, ou seja, quando existe com contato direto da tosse ou espirros, através do toque com outra pessoa ou do contato físico com objetos e superfícies contaminadas. Por este motivo, e pelo fato de nesta altura do ano viajarem milhões de chineses para outros países, devido às celebrações do ano novo lunar, o surto colocou em alerta outros países. Saiba mais sobre a forma de transmissão do coronavírus.

Como se proteger do vírus?

Assim como acontece com a prevenção da transmissão de outros vírus, para se proteger do coronavírus é importante adotar algumas medidas, como:

  • Evitar contato próximo com pessoas que pareçam estar doentes;
  • Lavar frequentemente e corretamente as mãos, principalmente após contacto direto com pessoas doentes;
  • Evitar contacto com animais;
  • Evitar a partilha de objetos, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Tapar o nariz e boca quando se espirrar ou tossir, evitando fazê-lo com as mãos.

É seguro viajar durante a epidemia?

Fazer viagens durante qualquer tipo de epidemia é seguro, desde que não seja para o local onde existem os focos da doença. Ou seja, para evitar a infecção com o novo tipo de coronavírus é aconselhado evitar viajar para regiões da China que fiquem perto de Wuhan, que é a cidade onde existe o maior número de casos.

Além disso, pessoas que estiveram na região também não devem viajar para fora, já que podem ainda não estar apresentando sintomas, mas já estar transmitindo a doença.

Fonte: Tua Saúde

Osteoporose: quando começar a me preocupar?

A Osteoporose atinge principalmente a população mais idosa . Caracteriza-se por uma diminuição da massa óssea com o desenvolvimento de ossos ocos,finos e de extrema sensibilidade, tornando-os mais sujeitos a fraturas.

Na maioria das vezes o diagnostico é feito tardiamente, muitas vezes somente após uma fratura, aumentando o risco de complicações. Sabe-se que 25% dos pacientes que sofre de fratura de fêmur morre até 6 meses depois!

No Brasil, estima-se que uma a cada quatro mulheres com mais de 50 anos desenvolve a doença e a cada ano ocorrem 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose, com 200.000 mortes em decorrência destas fraturas.

Os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), quadril (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero). Apesar de quase não causar sintomas, vale ressaltar que muita dor nas costas e diminuição de altura podem representar fraturas vertebrais da osteoporose.

O diagnóstico da osteoporose é feito pela medida da Densitometria Óssea. Possuem maior risco para desenvolver osteoporose as mulheres, indivíduos de raça branca, pessoas magras, que tiveram menopausa precoce e não fizeram reposição hormonal, os fumantes, as pessoas com história de fraturas na família, que possuem doenças graves ou que utilizam corticoides por longo tempo, e aquelas que ja tiveram fraturas na idade adulta.

Todas as mulheres acima de 65 anos e todos os homens acima de 70 devem realizar a Densitometria óssea. Os fatores de risco para desenvolver a doença são pessoas de cor branca, magras, fumantes, mulheres na menopausa que não fizeram terapia de reposição hormonal, pessoas que usaram corticoides por períodos longos. Essas pessoas devem realizar a densitometria óssea mais precocemente, a critério médico.

A doença, entretanto, pode ser evitada mantendo-se uma alimentação rica em cálcio, com 3 a 4 porções de Cálcio ao dia ( exemplo: 3 copos de leite, 1 copo de leite e 2 iogurtes, 1 copo de leite, 1 iogurte e 1 fatia de queijo), praticando atividade física e mantendo os níveis de vitamina D adequados no sangue. A vitamina D é fabricada na pele, mas precisa da exposição ao sol para isso.

Quando essa exposição ao sol não for possível ou suficiente, pode-se fazer a suplementação oral de vitamina D (sob orientação médica).

Há tratamentos eficazes para a Osteoporose. O maior desafio porem é o diagnóstico precoce, antes do desenvolvimento das fraturas. Se você está sob risco, informe-se. Os endocrinologistas, reumatologistas e ortopedistas são os profissionais mais capacitados para tratar essa doença.

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Por: Larissa Garcia
Endocrinologista do Hospital da Gamboa

Diabetes: Prevenção e Controle

Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa com diabetes. Apesar disso, sintomas clássicos da doença são ignorados, o que gera descuidos capazes de levar a sequelas irreversíveis aos portadores. Para ampliar a conscientização e oferecer atendimento gratuito, o Hospital da Gamboa abre as portas à comunidade neste sábado, 19 de setembro, das 9h às 15h, com uma equipe multidisciplinar de médicos e enfermeiros.

Pacientes sob suspeita de diabetes ou mesmo já diagnosticados passam por consulta inicial com endocrinologistas para encaminhamento a especialistas no mesmo dia. Oftalmologistas, ortopedistas, cirurgiões vasculares e otorrinolaringologistas de plantão atendem cada caso. No dia, além de consultas, o visitante pode participar de palestras e fazer exames. “O paciente com dificuldade de cuidar de seu problema terá a oportunidade de conhecer o Hospital da Gamboa e se consultar com equipe altamente qualificada para, a partir daí, começar tratamento específico do quadro médico”, convida Arthur Bastos, diretor -médico do Hospital.

O diabetes é classificado por dois tipos. Com origem autoimune, o tipo 1 se caracteriza por deficiência na produção de insulina e se apresenta, com mais frequência, em crianças e jovens. O tipo 2 é conhecido como a “resistência insulínica”, com produção normal de insulina que se torna inadequada pois o corpo não consegue utilizá-la de maneira correta. “Desde o início, o tratamento do tipo 1 utiliza reposição de insulina. No tipo 2, associado a idade avançada e obesidade, não há necessariamente a obrigatoriedade da insulina, com administração de comprimidos em um primeiro momento”, detalha a endocrinologista Larissa Rosa, que participará do evento no sábado.

Cegueira e amputação são as principais consequências da diabetes. Se a doença não for tratada de forma adequada, podem surgir complicações como retinopatia [problema na visão causado pelo excesso prolongado de açúcar no sangue], nefropatia [alteração nos vasos sanguíneos dos rins que leva à perda de proteína pela urina], neuropatia [distúrbio nervoso causado pelo diabetes], pé diabético [área machucada ou infeccionada nos pés que desenvolve ferida de difícil cicatrização], infarto e acidente vascular cerebral (AVC). “A diabetes é inflamatória, vai lesando tudo, não escapam as partes circulatória e nervosa. O primeiro local atingido são os nervos terminais. O paciente perde a sensibilidade”, explica o cirurgião vascular Marcello Rotolo.

Rodrigo Sasson, médico ortopedista do Hospital da Gamboa, explica o que pode ocorrer em pacientes. “O caso do pé diabético, por exemplo, é como uma bola de neve. Começa com o quadro não controlad o em que, na maioria das vezes, o paciente não se dá conta de que a ferida no pé está relacionad a à doença . Se não for tratada, não vai fechar”, alerta Rodrigo Sasson. Fome excessiva com perda de peso, vontade de urinar muitas vezes à noite, sede, cansaço, fraqueza e desânimo são sintomas da doença. Para quem se identifica com um ou mais sintomas, sábado é o dia de tirar a prova.

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Serviço
Terceiro evento – Hospital da Gamboa e o Porto Maravilha
Atendimento gratuito em Diabetes
Data e horário: Sábado, 19 de setembro de 2015, das 9h às 15h
Endereço: Rua Comendador Leonardo (fi­m da rua, com acesso pela Rua Santo Cristo e Travessa Comendador Évora)
Reservas pelo telefone: (21) 2206-1700
Atendimentos: aferição de glicose e pressão arterial, consultas com endocrinologistas, exames de fundo de olho com oftalmologistas, orientação sobre o pé diabético com ortopedistas e cirurgiões vasculares e análise da diminuição na audição com otorrinolaringologistas

Texto: Marcella Monteiro / Foto: Rozana Lopes

Tireóide: Saiba o que é, qual a sua função e onde ela fica

A tireoide ou tiroide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na concentração; no humor; e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

Se vc possui nódulos ou aumento significativo de volume do pescoço; nervosismo; insônia e alterações no ritmo intestinal; coração acelerado; perda ou ganho de peso;e excesso de frio ou calor procure atendimento médico, pois estas alterações podem significar distúrbios da tireóide.

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Dra Natália Bittencourt
Endocrinologista