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Microesferas contra o Alzheimer

Farmacêutica brasileira aposta em tecnologia pouco empregada no país que permite melhorar eficácia e adesão ao tratamento

 

Ilustração: Otávio Silveira/SAÚDE é Vital

 

Talvez você nunca tenha ouvido falar em pellets, mas eles já apareceram em sua vida quando tomou um remédio para gastrite, por exemplo. Falamos de microesferas que, inseridas dentro de uma cápsula,dispersam o princípio ativo dentro do corpo. E a ideia do laboratório paranaense Prati-Donaduzzi foi investir nessa tecnologia para contra-atacar o Alzheimer e outras doenças, como depressão.

A empresa tem uma linha de produção e desenvolvimento direcionada aos pellets — hoje, a maioria do material é importada. “Pegamos essas bolinhas feitas com componentes inertes e aplicamos como se fossem camadas de pintura com os princípios ativos e outras moléculas para protegê-los da passagem pelo estômago”, ilustra Liberato Brum Júnior, gerente de inovação e pesquisa clínica da farmacêutica.

Uma das vantagens já é vista na medicação contra o Alzheimer: graças aos pellets, o princípio ativo tem uma liberação imediata e outra mais prolongada. “Com isso, o paciente pode tomar apenas uma cápsula por dia e tende a ficar com um quadro mais estável”, conta Brum Júnior.

Problemas na mira

Cápsulas ou comprimidos com as microesferas poderão ser usados contra outras doenças

  • Depressão
  • Hipertensão
  • Hiperplasia benigna da próstata (inchaço da glândula)
    Gastrite
  • Outras doenças do sistema nervoso central

 

Ilustração: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital

 

 

 

Fonte: Veja / SAÚDE é Vital

Osteoporose: quando começar a me preocupar?

A Osteoporose atinge principalmente a população mais idosa . Caracteriza-se por uma diminuição da massa óssea com o desenvolvimento de ossos ocos,finos e de extrema sensibilidade, tornando-os mais sujeitos a fraturas.

Na maioria das vezes o diagnostico é feito tardiamente, muitas vezes somente após uma fratura, aumentando o risco de complicações. Sabe-se que 25% dos pacientes que sofre de fratura de fêmur morre até 6 meses depois!

No Brasil, estima-se que uma a cada quatro mulheres com mais de 50 anos desenvolve a doença e a cada ano ocorrem 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose, com 200.000 mortes em decorrência destas fraturas.

Os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), quadril (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero). Apesar de quase não causar sintomas, vale ressaltar que muita dor nas costas e diminuição de altura podem representar fraturas vertebrais da osteoporose.

O diagnóstico da osteoporose é feito pela medida da Densitometria Óssea. Possuem maior risco para desenvolver osteoporose as mulheres, indivíduos de raça branca, pessoas magras, que tiveram menopausa precoce e não fizeram reposição hormonal, os fumantes, as pessoas com história de fraturas na família, que possuem doenças graves ou que utilizam corticoides por longo tempo, e aquelas que ja tiveram fraturas na idade adulta.

Todas as mulheres acima de 65 anos e todos os homens acima de 70 devem realizar a Densitometria óssea. Os fatores de risco para desenvolver a doença são pessoas de cor branca, magras, fumantes, mulheres na menopausa que não fizeram terapia de reposição hormonal, pessoas que usaram corticoides por períodos longos. Essas pessoas devem realizar a densitometria óssea mais precocemente, a critério médico.

A doença, entretanto, pode ser evitada mantendo-se uma alimentação rica em cálcio, com 3 a 4 porções de Cálcio ao dia ( exemplo: 3 copos de leite, 1 copo de leite e 2 iogurtes, 1 copo de leite, 1 iogurte e 1 fatia de queijo), praticando atividade física e mantendo os níveis de vitamina D adequados no sangue. A vitamina D é fabricada na pele, mas precisa da exposição ao sol para isso.

Quando essa exposição ao sol não for possível ou suficiente, pode-se fazer a suplementação oral de vitamina D (sob orientação médica).

Há tratamentos eficazes para a Osteoporose. O maior desafio porem é o diagnóstico precoce, antes do desenvolvimento das fraturas. Se você está sob risco, informe-se. Os endocrinologistas, reumatologistas e ortopedistas são os profissionais mais capacitados para tratar essa doença.

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Por: Larissa Garcia
Endocrinologista do Hospital da Gamboa

Diabetes: Prevenção e Controle

Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa com diabetes. Apesar disso, sintomas clássicos da doença são ignorados, o que gera descuidos capazes de levar a sequelas irreversíveis aos portadores. Para ampliar a conscientização e oferecer atendimento gratuito, o Hospital da Gamboa abre as portas à comunidade neste sábado, 19 de setembro, das 9h às 15h, com uma equipe multidisciplinar de médicos e enfermeiros.

Pacientes sob suspeita de diabetes ou mesmo já diagnosticados passam por consulta inicial com endocrinologistas para encaminhamento a especialistas no mesmo dia. Oftalmologistas, ortopedistas, cirurgiões vasculares e otorrinolaringologistas de plantão atendem cada caso. No dia, além de consultas, o visitante pode participar de palestras e fazer exames. “O paciente com dificuldade de cuidar de seu problema terá a oportunidade de conhecer o Hospital da Gamboa e se consultar com equipe altamente qualificada para, a partir daí, começar tratamento específico do quadro médico”, convida Arthur Bastos, diretor -médico do Hospital.

O diabetes é classificado por dois tipos. Com origem autoimune, o tipo 1 se caracteriza por deficiência na produção de insulina e se apresenta, com mais frequência, em crianças e jovens. O tipo 2 é conhecido como a “resistência insulínica”, com produção normal de insulina que se torna inadequada pois o corpo não consegue utilizá-la de maneira correta. “Desde o início, o tratamento do tipo 1 utiliza reposição de insulina. No tipo 2, associado a idade avançada e obesidade, não há necessariamente a obrigatoriedade da insulina, com administração de comprimidos em um primeiro momento”, detalha a endocrinologista Larissa Rosa, que participará do evento no sábado.

Cegueira e amputação são as principais consequências da diabetes. Se a doença não for tratada de forma adequada, podem surgir complicações como retinopatia [problema na visão causado pelo excesso prolongado de açúcar no sangue], nefropatia [alteração nos vasos sanguíneos dos rins que leva à perda de proteína pela urina], neuropatia [distúrbio nervoso causado pelo diabetes], pé diabético [área machucada ou infeccionada nos pés que desenvolve ferida de difícil cicatrização], infarto e acidente vascular cerebral (AVC). “A diabetes é inflamatória, vai lesando tudo, não escapam as partes circulatória e nervosa. O primeiro local atingido são os nervos terminais. O paciente perde a sensibilidade”, explica o cirurgião vascular Marcello Rotolo.

Rodrigo Sasson, médico ortopedista do Hospital da Gamboa, explica o que pode ocorrer em pacientes. “O caso do pé diabético, por exemplo, é como uma bola de neve. Começa com o quadro não controlad o em que, na maioria das vezes, o paciente não se dá conta de que a ferida no pé está relacionad a à doença . Se não for tratada, não vai fechar”, alerta Rodrigo Sasson. Fome excessiva com perda de peso, vontade de urinar muitas vezes à noite, sede, cansaço, fraqueza e desânimo são sintomas da doença. Para quem se identifica com um ou mais sintomas, sábado é o dia de tirar a prova.

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Serviço
Terceiro evento – Hospital da Gamboa e o Porto Maravilha
Atendimento gratuito em Diabetes
Data e horário: Sábado, 19 de setembro de 2015, das 9h às 15h
Endereço: Rua Comendador Leonardo (fi­m da rua, com acesso pela Rua Santo Cristo e Travessa Comendador Évora)
Reservas pelo telefone: (21) 2206-1700
Atendimentos: aferição de glicose e pressão arterial, consultas com endocrinologistas, exames de fundo de olho com oftalmologistas, orientação sobre o pé diabético com ortopedistas e cirurgiões vasculares e análise da diminuição na audição com otorrinolaringologistas

Texto: Marcella Monteiro / Foto: Rozana Lopes

Tireóide: Saiba o que é, qual a sua função e onde ela fica

A tireoide ou tiroide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na concentração; no humor; e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

Se vc possui nódulos ou aumento significativo de volume do pescoço; nervosismo; insônia e alterações no ritmo intestinal; coração acelerado; perda ou ganho de peso;e excesso de frio ou calor procure atendimento médico, pois estas alterações podem significar distúrbios da tireóide.

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Dra Natália Bittencourt
Endocrinologista