Por que o diabetes descontrolado compromete a saúde dos ossos

Estudo brasileiro busca entender como taxas elevadas de açúcar no sangue favorecem fraturas — mesmo se a densitometria óssea não detectar alterações

O excesso de glicose no sangue compromete a saúde óssea. (Ilustração: Sebastian Kaulitzki/Getty Images)

Pessoas com diabetes tipo 2 têm mais fraturas, mas não costumam apresentar alterações no exame de densitometria óssea, que avalia a saúde do esqueleto. Eis que um estudo acaba de apontar uma possível resposta para esse enigma.

O trabalho, realizado pela Fundação Pró Renal em parceria com o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, analisou a glicemia e amostras de osso coletadas em biópsia de 26 mulheres na pré-menopausa, diagnosticadas há pelo menos nove anos com diabetes tipo 2.

As voluntárias que tinham o pior controle glicêmico expressavam índices menores de formação óssea. Outras alterações estruturais detectadas sugerem que o excesso de açúcar no sangue abala a função de células envolvidas na manutenção do esqueleto. Ocorre que essas disfunções não aparecem nos exames tradicionais, embora facilitem as lesões.

E mais: a presença de complicações crônicas do diabetes, como retinopatia ou nefropatia, estava associada a um índice ainda maior de fraturas. Isso, no entanto, provavelmente sinaliza que a enfermidade, conforme progride, prejudica diferentes partes do corpo — inclusive a ossatura.

Trata-se do primeiro estudo a verificar a qualidade do osso diabético por meio da histomorfometria óssea, uma avaliação celular minuciosa do tecido. Os achados, resultados do doutorado do endocrinologista paranaense Vicente Andrade, foram publicados no periódico científico The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

O diabetes e a saúde dos ossos

Recentemente, a osteoporose foi oficializada como uma possível complicação do diabetes tipo 2. Mas o fato da densidade óssea se manter estável entre os pacientes intriga os cientistas.

“A pesquisa proporcionou um maior entendimento do que ocorre no osso do portador da doença”, disse, em comunicado, a endocrinologista Carolina Aguiar Moreira, membro da Fundação Pró-Renal que assina o artigo.

Não se sabe exatamente por que a glicemia alta provoca aquelas alterações no esqueleto, porém o estudo cita hipóteses já aventadas no passado. Pode ser que danos nos vasos sanguíneos que abastecem os ossos provocados pelo excesso de glicose deixam essas estruturas desnutridas. Também é plausível que o acúmulo de um tipo de molécula chamada “produto final de glicação avançada” (ou AGE, na sigla em inglês) esteja por trás dessa consequência.

De qualquer forma, os autores ressaltam que a saúde óssea de quem tem diabetes deve ser acompanhada de perto no consultório. “É importante os médicos saberem que, além das complicações clássicas, a glicemia não controlado predispõe a fraturas”, ressaltou Carolina.

Fonte: Saúde / Editora abril

Varizes pioram com as altas temperaturas do verão

Formigamentos recorrentes podem indicar doenças e exigem um olhar médico. (Foto: Luiz Carlos Lhacer/SAÚDE é Vital)

 

As varizes não ganham destaque no verão só porque essa é a estação dos shorts, das saias e dos vestidos. O próprio calor pode agravar o quadro e os sintomas, como dores, ardência, inchaço – não, esse problema não é meramente estético.

As varizes não ganham destaque no verão só porque essa é a estação dos shorts, das saias e dos vestidos. O próprio calor pode agravar o quadro e os sintomas, como dores, ardência, inchaço – não, esse problema não é meramente estético.

E o tratamento?

Ele melhorou muito. Hoje em dia, há uma tendência para opções menos invasivas, dependendo do quadro.

“Para lidar com os sintomas, temos medicamentos novos e seguros”, comemora Mendes Pinto. “E, para liquidar as veias varicosas, recorremos a tratamentos como o laser e a espuma, entre outros”, completa.

Só quando as veias defeituosas são grandes que a cirurgia de fato é inevitável. Mas ela também é bastante segura e eficaz.

Fonte: Saúde / Editora Abril

Trombose: dá para prevenir

A trombose é mais comum do que se imagina (Foto: Deborah Maxx/SAÚDE é Vital)

 

A trombose venosa profunda (conhecida pela sigla TVP) é caracterizada por uma coagulação mais intensa e propícia a gerar uma massa sólida de sangue – e isso dificulta o retorno venoso ao coração. Ela tende a atingir as pernas e, entre outras coisas, provocar dor (foi o que aconteceu com a atriz Susana Vieira). Mas o perigo mesmo é quando os chamados trombos viajam pelo corpo e se instalam nos pulmões, causando a embolia pulmonar – quadro que pode ser fatal.

Uma campanha da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) busca divulgar o Checkup Vascular, que, entre outras coisas, avalia o risco de uma pessoa vir a ter a temida trombose. Embora não existam números oficias, estimativas dão conta de que, no Brasil, acontecem aproximadamente 400 mil casos ao ano.

“Caso o paciente seja identificado com alto risco para a doença tromboembólica, deve ser orientado a procurar um angiologista ou cirurgião vascular, que irá determinar as medidas cabíveis para a prevenção primária ou secundária do problema”, explica Marcos Arêas Marques, angiologista e membro do conselho científico da SBACV.

egundo o médico, esse checkup é especialmente indicado às pessoas que já passaram por algum evento desse tipo ou que tenham familiares com histórico da doença. Ou seja, não há idade mais adequada para realizar os exames. “Fora isso, deve ser feito em toda a situação em que houver aumento de risco para o quadro, como ocorrência de cirurgias, gestação ou início de terapia de reposição hormonal e anticoncepção”, aponta.

Por falar em contracepção, o expert confirma que a relação entre pílulas anticoncepcionais e trombose existe, sim. Mas a probabilidade de encarar o perigo varia de acordo com as propriedades do medicamento (como hormônio usado, dosagem e via de administração) e, claro, as características da paciente. “O maior risco é observado entre mulheres com mais de 35 anos, com elevado índice de massa corporal e tabagistas”, acrescenta. “O que deve ficar bem claro é que, como qualquer outro medicamento, se o anticoncepcional for prescrito por um médico após avaliação e exame físico, pode ser considerado seguro e efetivo”, afirma Arêas.

E há novidades no tratamento da trombose. O presidente da SBACV, Ivanésio Merlo, conta que novos anticoagulantes orais foram apresentados no último congresso da International Society on Thrombosis and Haemostasi, na França. Eles permitem o tratamento ambulatorial da doença. “Com isso, possibilitam a ‘desospitalização’, dando liberdade ao paciente”, diz o especialista.

O risco para desenvolver a trombose é maior nas seguintes situações:

– Uso de medicações, como contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamentos hormonais
– Obesidade
– Presença de varizes nas pernas
– Gravidez
– Pós-parto
– Câncer
– AVC (Acidente Vascular Cerebral)
– Traumatismos, principalmente nas extremidades inferiores (risco de TVP por volta de 70% )
– Doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas
– Doenças agudas, como infarto do miocárdio, e infecções, como pneumonia
– Fraturas ósseas

Atitudes para prevenir a trombose:

– Manter-se no peso
– Não fumar
– Ter uma alimentação balanceada
– Não ficar muito tempo imobilizado
– Praticar atividades físicas
– Após uma cirurgia, voltar rapidamente a se movimentar
– Usar meias elásticas e medicamentos, quando indicado pelo cirurgião vascular/angiologista

 

 

Fonte: Saúde / Editora Abril

Colesterol alto em adultos jovens já aumentaria risco de infarto e AVC

O controle do colesterol deve ser uma preocupação desde cedo na vida

 

O colesterol não é uma preocupação só para os mais velhos. Pelo contrário. Níveis altos antes dos 45 anos de idade aumentam especialmente o risco de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) aos 75. É o que indica o maior estudo a longo prazo feito sobre o tema, publicado recentemente no periódico The Lancet.

Conduzida por mais de 40 pesquisadores, a investigação chafurdou dados de quase 400 mil pessoas de 19 países diferentes. Elas foram seguidas por até 43 anos.

O trabalho avaliou os níveis de colesterol não-HDL dos participantes. Para quem não sabe, o HDL é tido como a versão boa dessa molécula. Logo, os experts focaram nas porções ruins do colesterol (entre elas o LDL).

Baseado em um modelo matemático, eles então calcularam o risco de o colesterol alto ao longo da vida provocar, aos 75 anos, panes cardíacas e AVC — mortais ou não. Para não confundir o resultado, foram considerados outros fatores que financiam esses problemas, como obesidade, tabagismo e pressão arterial.

Resultado: mulheres com menos de 45 anos que, além de outros dois fatores de risco cardíaco, apresentavam níveis acima do limite de colesterol não-HDL tinham uma probabilidade de 16% de sofrer um infarto ou derrame aos 75. A título de comparação, nas voluntárias de 60 anos com o mesmo perfil, a possibilidade era de 12%.

Nos homens, o risco foi de 29% nos mais jovens e 21% nos acima dos 60 anos. “Isso pode ocorrer por causa da exposição mais longa ao colesterol prejudicial”, comentou à imprensa Barbara Thorand, epidemiologista do Centro Alemão de Pesquisa de Saúde Ambiental, que participou do trabalho.

A partir dessas informações, os cientistas fizeram outra conta: o que ocorreria se esses participantes reduzissem o colesterol não-HDL pela metade? De acordo com os cálculos, o risco de encrencas cairia para 4% entre as mulheres com menos de 45 anos e para 6% nos homens da mesma faixa etária.

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Fonte: SAÚDE é Vital

Foto: Luiz Carlos Lhacer/SAÚDE é Vital

 

 

 

Evento de Atendimento Médico – 30 de novembro 2019

Prezados clientes e amigos,

O Hospital da Gamboa tem realizado um trabalho intenso oferecendo atendimento gratuito de alto padrão de qualidade. Um sábado a cada mês, o hospital abre suas instalações, para oferecer consultas gratuitas em diversas especialidades médicas que você necessita.

Novembro não foi diferente. No mês de combate ao cancêr de próstata, Novembro Azul, ficamos felizes com a oportunidade de oferecer atendimento e informação para a população.

Tivemos uma excelente palestra sobre o tema: “Pé Diabético: A doença e seus cuidados”, com a Dra. Gabriela Negrely.

Esse foi o último evento do ano de 2019. Fique atento aos anúncios em nossas redes sociais, para o próximo evento em 2020.

Atenção, as vagas são limitadas.
Informem-se pelo telefone: (21) 2206-1717

A Administração.

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Veja as fotos do evento, abaixo.